10 ditados populares: curiosidades que vão fazer você rir!

Todos nós já utilizamos em algum momento um ditado popular que não temos a menor ideia do seu verdadeiro significado ou origem. Ficou curiosa? Então confira

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Quem nunca usou ditados populares para expressar o momento no qual passava, para comentar fatos do cotidiano, ou ainda para dar uma lição de moral em alguém? O engraçado de tudo isso é que, embora utilizemos constantemente expressões como “pensando na morte da bezerra” e “casa da mãe joana“, não temos a menor ideia do que elas realmente significam e de onde surgiram. Afinal, qual  é a história de todas essas frases feitas, que chegam até mesmo a parecer ser sem sentido e mesmo assim continuamos a empregá-las?

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Muitos deles são seculares e vieram para o Brasil há muito tempo com algumas pequenas alterações feitas pelo povo. Está curiosa para conhecer mais sobre esses ditados e suas origens? Então, confira:

1. Quem não tem cão caça com gato!

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Significado: não conseguiu realizar uma tarefa de um jeito? Tudo bem! Tente de outra maneira, dê o seu jeito!

História: esse é um dos exemplos típicos que vieram para o Brasil e tiveram sua estrutura alterada. Na verdade, o ditado original era: “quem não tem cão, caça COMO gato!”. Ou seja, caso não tenha conseguido cumprir um trabalho como queria, da sua forma, aja como os felinos, esgueirando-se ou traiçoeiramente.

2. Casa da mãe Joana

Significado: local onde reina o caos! Todo mundo faz o que quer e quando quer, sem regras ou ordem.

História: a expressão surgiu com Joana I, que viveu na Idade Média entre 1326 e 1382 e foi rainha de Nápoles e condessa de Provença. Joana teve uma vida bem agitada e, em 1346, passou a residir em Avinhão, na França, por ter se envolvido em uma conspiração em sua cidade natal. Em 1347, aos 21 anos, ela regulamentou os bordéis da região onde estava refugiada. Uma das normas impostas por Joana dizia: “O lugar terá uma porta por onde todos possam entrar.” Exportada para Portugal passou a designar prostíbulos, que eram conhecidos como: paço-da-mãe-joana, e depois “abrazileirada” para “Casa da mãe Joana”.

3. Dar com os burros n’água

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Significado: quando algo que você tinha planejado dá errado ou não sai como o previsto.

História: o ditado tem origem ainda no período do Brasil Colonial, em que tropeiros que trabalhavam na produção e procura de ouro e café precisavam ir da região Sul a Sudeste em cima de burros e mulas. O que acontecia era que, muitas vezes, esses animais, devido à falta de caminhos regulares, passavam por trajetos complicados e regiões alagadas e muitos acabavam morrendo afogados. Assim, termo passou a ser empregado quando nos referimos a alguém que faz um grande esforço para conseguir algo e não obtém sucesso.

4. Pensando na morte da bezerra

Significado: estado no qual a pessoa encontra-se pensativa, distante.

História: esse termo provém de uma narrativa bíblica. Acreditava-se que, antigamente, os crentes ofereciam a Deus como oferendas a morte de um bezerro sobre um altar. Absalão, como um bom cristão, por não possuir mais bezerros, resolveu sacrificar uma fêmea da espécie. Porém, seu filho mais novo, que tinha grande estimo pelo animal, foi contra a ação violenta. Em vão, a bezerra foi oferecida aos céus e o menino passou o resto da vida sentado do lado do altar “pensando na morte da bezerra”.

5. Onde Judas perdeu as botas

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Significado: empregado para expressar quando alguém não acha algo ou como lugar extremamente distante, longe, quase inacessível.

História: mais um ditado que tem sua origem em passagens da Bíblia. Para quem não sabe, após trair Jesus e ganhar 30 moedas que firmaram o acordo com os sacerdotes judeus, Judas acabou por cair em profunda depressão, tornando sua existência vazia, vindo a se suicidar enforcando-se em uma árvore. Mas a curiosidade é que o corpo foi encontrado sem os calçados e nenhum dinheiro. Logo, os soldados partiram em busca das suas botas, onde, provavelmente, estaria a quantia. A história, porém, não tem conclusão, tornando-se um mistério.

6. O pior cego é o que não quer ver

Significado: utilizado quando a pessoa não quer enxergar algo que está na sua frente, quando nega-se a ‘ver’ a verdade.

História: era na França de 1647, mais especificamente em Nimes, na universidade local, onde o doutor Vicent de Paul D’Argenrt deu um salto para a medicina da época. Ele foi responsável pelo primeiro transplante de córnea em um aldeão chamado Angel. Porém, o paciente não ficou muito contente com a realidade. Na verdade, ele ficou transtornado com o mundo que via. Em sua mente, ele imaginava que as coisas fossem muito melhores. Assim, pediu para que o médico tirasse novamente seus olhos. O caso foi parar no tribunal de Paris e no Vaticano, tendo Angel como vitorioso ao ganhar a causa. Ele ainda entrou para a história como o cego que não quis ver.

7. Lágrimas de crocodilo

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Significado: pessoa que tem atitudes falsas, duas caras, que chora ou se entristece fingidamente.

História: essa expressão é utilizada pelo mundo todo, e provém do fato de que o crocodilo, quando está devorando suas presas, faz uma pressão extremamente forte sobre o céu da boca, estimulando suas glândulas lacrimais. Assim, a sensação que transmite é  de que o animal está chorando. Óbvio que essa espécie não chora e, por isso, surgiu esse ditado popular.

8. Tirar o cavalo da chuva

Significado: ato de desistir de alguma coisa, abandonar pretensões, perder as ilusões.

História: no século XIX, quando uma pessoa ia visitar outra e sua estadia era breve, o visitante deixava a sua forma de transporte, na época o cavalo, ao relento. Caso a duração fosse maior e mais demorada, o mais ideal era que colocassem o animal nos fundos da casa, protegido da chuva e do sol. Porém, o convidado só poderia colocar seu cavalo em um local seguro se o anfitrião percebesse que a conversa estava boa e dissesse: “pode tirar o cavalo da chuva”.

9. Guardar a sete chaves

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Significado: guarda algo muito bem seguro, em um local inacessível por outros além de você. Podia ser algum objeto valioso ou segredo pessoal.

História: os reis de Portugal, durante o século XIII, adotavam um sistema de segurança de joias e documentos importantes: um baú que possuía quatro fechaduras. Cada uma das chaves que abriam o recipiente era distribuída a um alto funcionário do reino da sua total confiança. Sim! Você não leu errado, eram apenas quatro. O número sete passou a ser utilizado em razão de seu valor místico, característica empregada a ele desde a época das religiões primitivas.

10. Da pá virada

Significado: esse termo tem mais de um significado, podendo referir-se a uma pessoa que não faz nada, ou aventureira, ou ainda brincalhona, desordeira.

História: a origem da palavra tem relação direta com o instrumento a que se refere, no caso, a pá. Quando esta encontra-se virada para baixo, voltada para o solo, significa que não há ninguém trabalhando naquele momento, assim, o item está inútil, abandonada. Ou seja, a construção verbal relaciona o homem ao objeto, para designar indivíduos vadios, sem ocupação, que não trabalham, da mesma maneira que uma pá virada, que não serve para nada.

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