Entrevista com Gaby Amarantos

Ela saiu da periferia de Belém do Pará para conquistar o país. Depois de 18 anos de carreira, chegou a vez de Gaby Amarantos brilhar! A cantora é a responsável pelo hit Ex May Love, música da abertura de Cheias de Charme, novela das sete da Rede Globo. Gaby começou a cantar aos 15 anos em uma igreja e com 18 anos se apresentava cantando MPB nos bares e casas noturnas de sua cidade. Hoje, a cantora é referência quando o assunto é tecnobrega, já foi elogiada por cantores consagrados como Ivete Sangalo e é comparada à cantora americana Beyoncé. Apesar do repentino sucesso, Gaby continua com os pés no chão e acredita que hoje colhe os frutos que plantou no passado:  “é um sucesso que vem de uma batalha de mais de 18 anos de trabalho”. Confira o bate- papo:

 

Entrevista com Gaby Amarantos

Foto: Aldridge Neto / Reprodução / Facebook

Guia da TV: Como você está lidando com o sucesso?
Gaby: “Na verdade, é um sucesso que vem de uma batalha de mais de 18 anos de trabalho. Só agora tenho este reconhecimento. O fato de eu ser da periferia e de vir do povão me dá certa tranquilidade para enfrentar tudo isso com maturidade e pé no chão. E muito trabalho! Sei que está só começando, mas estou fazendo valer a pena. Quero apresentar produtos de qualidade e mostrar que a música paraense veio para ficar.”

 

Guia da TV: Como você escolhe os figurinos para os shows?
Gaby: “Meu estilista é o Guilherme Rodrigues. Mas eu costumo usar peças de vários estilistas. “

 

Guia da TV: E sua maquiagem, como você faz?
Gaby: “O Guilherme Rodrigues também é meu maquiador e cabeleireiro. Ele faz tudo! É mais tranquilo porque tenho alguém sempre pensando no que fazer em mim. Mas já fiz muito a vida inteira. É melhor quando temos um profissional.”

 

Guia da TV: Quando você não está trabalhando, o que gosta de fazer?
Gaby: “Gosto de ficar com meu filho que tem três anos. Todo o tempo que tenho é para ficar com ele e com a minha família que eu amo.”

 

Guia da TV: E como cuida do corpo?
Gaby: “Não sou muito de fazer dieta, mas eu gosto de malhar e eu me aceito do jeito que eu sou. Me acho linda e gostosa do jeito que eu sou! Eu valorizo a mulher que se aceita do jeito que é. Esse negócio de ficar sofrendo para vencer a balança não dá para mim. Eu amo muito meu corpo.”

 

Guia da TV: Quais tarefas domésticas você sabe fazer bem?
Gaby: “Eu não cheguei a ser diarista, mas fiz limpeza na casa de famílias e cuidava dos meus irmãos. Então, fazia de tudo. Cuidava, lavava, passava, limpava. Cuidava dos meus irmãos quando eu tinha nove anos de idade. Comecei a trabalhar em casa bem cedo.”

 

Guia da TV: O que você usa nos shows são peças que podemos ver você usando no seu dia a dia?
Gaby: “Uma parte, talvez. Por exemplo, se eu estiver com um vestidinho mais básico, vou usar uma bota, alguma coisa que acenda. Meu figurino sempre foi extravagante e isso desde os três anos de idade. Eu usava salto alto quando era menina. Minha mãe costurava, ela fazia os modelos e eu era a cobaia!”

 

 

Guia da TV: E na academia, o que você faz?
Gaby: “Eu malho porque danço e me movimento muito nos shows. Então, preciso ter condicionamento. Eu faço caminhadas, exercícios aeróbicos e musculação. Mas não faço todo dia, eu faço pelo menos três vezes na semana. O meu show já é uma ginástica. Mas faço essas coisas porque eu gosto e o meu corpo pede, não por uma necessidade estética de uma mídia que impõe que a mulher tem de ser magra. Eu me gosto do jeito que eu sou. As pessoas têm de se aceitar. E fico feliz quando vejo mulheres brasileiras que se espelham em mim por eu ser fora dos padrões das passarelas. Rola meio que essa confusão. A mulher brasileira é carnuda, bunduda, peituda e eu adoro ser assim.”

 

Guia da TV: Que outras vaidades você tem?
Gaby: “Eu praticamente moro no salão porque cuido muito do cabelo. Faço muita hidratação toda semana. Gosto também de fazer massagem corporal, drenagem linfática e outros  tratamentos estéticos. Sou muito vaidosa! Eu tento fazer drenagem três vezes na semana. Gosto de me sentir bem e bonita. Só não tenho uma preocupação em ser magra. Respeito meu biotipo. Eu sou assim, as mulheres da minha família são grandes, são robustas. Eu me cuido muito, mas sem exageros.”