Compras coletivas: principais reclamações e como proceder

Você sempre cai na tentação de gastar em sites de compras coletivas? Malu conversou com a advogada Rosa Rodrigues, da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor e Trabalhador sobre os possíveis problemas que podem acontecer com os consumidores e ela indica formas de se defender.

 

Compras coletivas: principais reclamações e como proceder

Foto: Thinkstock/GettyImages

Qualidade inferior

Algumas reclamações apontam que o serviço prestado a quem paga com cupons dos sites de compras é inferior aos de quem acerta direto no local. “Na realidade, quando um estabelecimento resolve vender seus serviços ou produtos em sites, a intenção é de divulgar o estabelecimento e os serviços ofertados por este”, enfatiza a advogada.

Logo, a qualidade dos produtos e serviços oferecidos devem ser a mesma tanto para os clientes que vieram através dos pacotes dos sites quanto para os que fizeram a compra no próprio estabelecimento.

“Mas se o consumidor verificar que foi tratado de forma diferente dos outros clientes e constatar que os serviços que ele contratou foram feitos com produtos inferiores, poderá ingressar com uma ação judicial”, garante Rosa.

Uso indevido do nome

Caso o consumidor tenha seu nome usado indevidamente no site em que se cadastrou para adquirir algum serviço e isso acarretar em prejuízos para ele, poderá entrar com uma ação indenizatória contra o site.

Página de protesto on-line

O site Reclame Aqui é uma opção para o consumidor expor as suas reclamações e insatisfações com o fornecedor de forma pública, , alertando outros internautas. É simples: você faz um cadastro no portal e escreve o seu problema. Em seguida, a empresa é comunicada e tem o direito de resposta. “É uma forma administrativa de reclamar, o que não quer dizer que o consumidor terá seu problema resolvido”, lembra a advogada.

Para processar o site ou empresa

Se o consumidor quiser processar um site ou uma empresa fornecedora, ele deve ir diretamente nos Juizados Especiais Cíveis, contratar um advogado ou ainda procurar a Defensoria Pública. O cliente deve ter em mãos a documentação referente à contratação do serviço e os protocolos de reclamação. É recomendado que as pessoas sempre anotem e guardem todos os comprovantes da negociação, pois são as provas que terão a seu favor. Caso contrário, ficará mais difícil comprovar o erro ou a insatisfação.

Veja como se proteger ao comprar na internet

*Antes de adquirir um cupom, visite o site do estabelecimento que está vendendo o produto ou o serviço. Vale a pena navegar na página ou ligar para a loja e apurar se a prestação está sendo feita de forma satisfatória;

*Observe os Termos de Uso e Condições de Participação da compra;

*Verifique a política de desistência da participação na compra coletiva;

*Conheça a política de privacidade do organizador do comércio para saber o tratamento que este dará aos dados fornecidos;

*Fique atenta à página de pagamento da oferta, checando se opera em ambiente de navegação segura e possui certificados digitais de segurança;

*Verifique se há telefone de contato ou endereço para que o consumidor possa reclamar, caso algo dê errado.

 

Consultoria: Rosa Rodrigues – Advogada da ABRADECONT – Associação Brasileira de Defesa do Consumidor e Trabalhador – do Rio de Janeiro. Site www.abradecont.org.br Fone (0xx21) 2220.2551