"A gente grava de domingo a domingo", diz Ana Paula Padrão, sobre MasterChef Brasil

Apresentadora e jornalista conta detalhes da segunda temporada do programa

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por Redação Alto Astral
Publicado em 19/05/2015 às 18:46
Atualizado às 20:50

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A segunda temporada do MasterChef Brasil estreia nesta terça-feira, dia 19, com um nível altíssimo, segundo a apresentadora Ana Paula Padrão. Em conversa com o Papo Feminino, a jornalista, que afirmou que não volta mais para a bancada, conta detalhes de como vai ser o programa neste ano e ainda revela que não torce para ninguém. Confira o papo completo!

Foto: Divulgação/Band

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Papo Feminino: Como você enxerga as redes sociais?
Ana Paula: “Acho que você deve entender a rede para poder entrar e se sentir à vontade ali dentro. Porque senão você vai se sentir muito elogiada ou muito agredida. E não é isso a rede, né? A rede tem extremos mas ela não é extremada. Acho que o mais importante da rede é que ela adorou o MasterChef. Ela adorou tanto que parava durante o programa”.

Papo Feminino: Seu nome sempre entrava entre os mais comentados do Twitter…
Ana Paula: “O tempo todo! A hashtag MasterChef Brasil, o meu nome, o nome dos jurados, às vezes, o nome de um candidato específico ou um prato… E isso é muito legal. O Twitter, que se presta muito a comentar coisas que estão no ar naquele momento, sempre parou no MasterChef. E isso é uma repercussão muito positiva. Não interessa muito o que os extremos estão dizendo. Interessa que a rede está focada em você. E tinha também toda a repercussão das outras redes, como Facebook, Instagram… Eu gosto muito de rede social. Eu acho muito legal”.

Papo Feminino: Houve alguma mudança na sua postura da primeira para a segunda temporada após considerar os comentários tanto das redes sociais quanto da imprensa, sejam eles bons ou ruins?
Ana Paula: “Não posso dizer que me baseei nas redes sociais para apresentar a segunda temporada. Mas eu conversei muito com o diretor. A partir da metade da primeira temporada, comecei a encontrar o meu personagem aqui dentro, mas isso não foi fruto da leitura das redes sociais. Eu leio rede social o tempo inteiro. Acho que muitos comentários foram interessantes e outros simplesmente vazios. Adorei o interesse que as redes tinham no programa e posso dizer que minha atuação na segunda temporada é uma mescla de tudo. Das minhas conversas com o diretor, do que eu vi no resto do mundo, da minha experiência no set – que eu não tinha nenhuma –, das ideias novas que eu trouxe, que o diretor trouxe, que os chefes trouxeram. E o tempo também, né? O tempo te dá respostas que outra coisa não dá”.

Papo Feminino: Você falou em achar seu personagem… Os jurados são um pouco personagens, você também?
Ana Paula: “Não! Quando digo personagem, não é uma ficção, pois não sou outra pessoa, né? Eu sou a Ana Paula. Eu me refiro ao papel da apresentadora no MasterChef, o que ela deve fazer. Não tem uma bíblia para isso. Tem bíblia para o que fazem os chefs. Afinal, trata-se de um formato internacional que depende, basicamente, de competidores e chefs. Eles têm uma orientação clara, que está na bíblia do formato do que deve ser feito. Já o apresentador, não! Porque ele não está na bíblia do formato. Ele pode ou não existir. Não há no mundo um apresentador que tenha o meu perfil, a minha história de carreira. Então, realmente, não tive muito onde me basear. Eu fui tentando encontrar, assim, no meio do caminho. E foi muito engraçado, muito divertido. Eu dou muita sorte porque mudei de área sem ter buscado isso. Na verdade, saí da bancada não porque estivesse procurando um lugar no entretenimento, mas porque queria sair da bancada. Passei quase um ano e meio fora da televisão. E quando tive um convite que me interessou para voltar, foi nesse programa. E o MasterChef foi super bem aceito. Recebi muitas críticas? Recebi. E foi muito legal para o meu desenvolvimento, para entender o que uma jornalista, com um histórico de jornalismo, podia fazer aqui dentro, sem perder o DNA. Quando terminou o MasterChef fui procurar uma matéria para fazer, o Ebola. Essa sou eu! Então, não adianta tentar construir outra pessoa, né?”.

Papo Feminino: Na primeira edição, você se emocionava bastante…
Ana Paula: “Agora é mais! É engraçado porque eu me sinto mais à vontade para fazer isso. Antes, me perguntava se podia. Hoje, sei que pode!”.

Papo Feminino: Você se arrisca na cozinha?
Ana Paula: “Super! Eu sempre cozinhei muito, mas depois que terminou o MasterChef, passei uns meses sem cozinhar. Porque toda vez que tocava em alguma coisa para cozinhar, eu dizia: ‘Ai meu Deus, o que será que o Fogaça vai achar disso? O que a Paola pensaria?’ Fiquei uns cinco meses sem cozinhar. Tomei coragem para voltar depois de algum tempo”.

Papo Feminino: Você chegou a cozinhar para os jurados?
Ana Paula: “Não vou jamais, em tempo algum! Não existe a menor possibilidade disso acontecer. A gente ficou superamigo. Eu vou muito na casa do Jacquin. Frequento muito a da Paola e o Fogaça. A gente sai junto. O Pato (Patrício Dias, diretor do programa) também. Isso é algo que acho muito importante no set. O programa é legal e ele passa muita verdade porque é de verdade. Por exemplo, hoje, acordei hoje às 5h30, saí de casa eram 6h45 da manhã e estava gravando até agora (18h). Então, se não for muito alegre, você não aguenta. Porque o ritmo é intenso. E a gente, de fato, ficou muito amigo. Tudo que sabia sobre TV, fui tentando passar para eles. Tudo que eles sabiam sobre comida, tentaram passar para mim”.

Papo Feminino: Ana, você foi da bancada para a maior cozinha do mundo…
Ana Paula: Mas eu não tive essa transição da bancada para cá. Eu passei um ano e meio fora da TV. Eu não saí da bancada para vir para cá. Não foi nem essa a intenção. Eu saí da bancada porque eu queria sair da bancada. Ponto final.

Papo Feminino: A bancada era sua grande experiência?
Ana Paula: Não, não era. Minha experiência era a reportagem. Eu sou uma repórter. Eu passei quase 15 anos na bancada, mas em momento algum parei de fazer reportagem. Eu sempre disse: ‘Tudo bem eu fazer bancada, com tanto que eu continue fazendo matéria’. Eu gosto de rua”.

Papo Feminino: Você gosta da rua mesmo?
Ana Paula: “Gosto! E agora, no MasterChef, tenho um papel um pouquinho maior como repórter… As entrevistas feitas com participantes eliminados agora são feitas por mim e não mais por produtores. Tem um toquezinho a mais de jornalismo. Agora não apenas dou as regras, tenho uma interação maior com os participantes. Dei um passinho a mais. O mais importante é que estou à vontade na função”.

Foto: Divulgação/Band

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Papo Feminino: Além do MasterChef, você tem uma produtora…
Ana Paula: “Eu tenho duas empresas e toco as duas. A Touareg que é a produtora e a Tempo de Mulher é a minha empresa de comunicação com o mercado feminino. Dentro dela, existe a Escola de Você, um projeto que foi lançado no ano passado e está em vários países hoje. Trata-se de uma escola online para mulheres sobre autonomia feminina. Eu trabalho o dia inteiro no WhatsApp”.

Papo Feminino: Você fica muito no WhatsApp?
Ana Paula: “P
asso o dia inteiro administrando coisas pelo Whatsapp. É claro que, a Touareg, que é uma empresa que já tem 8 anos, não precisa mais da minha presença diária. Mas tem muitas decisões da Tempo de Mulher que dependem de mim”.

Papo Feminino: Você fez documentários por muito tempo também, né?
Ana Paula: “Na verdade a Touareg começou com documentários, fazendo o SBT Realidade. Era uma co-produção Touareg e SBT. Depois, a gente encontrou um nicho, que é a produção de histórias do mercado corporativo. É isso, basicamente, que a gente faz hoje. Story Telling para o mercado corporativo. Então, se uma empresa tem uma história para contar e não sabe como, a Touareg faz. Porque, apesar de a gente ter publicitários, marqueteiros e profissionais de outras áreas distintas, a base do nosso storytelling é jornalismo. Eu tenho jornalistas lá dentro e não terceirizo a roteirização. Tudo é feito dentro da empresa por profissionais contratados, quase todos jornalistas. A minha empresa foi uma das primeiras a fazer storytelling para o mercado corporativo. Hoje, a Tourane precisa muito pouco da minha anuência. A empresa anda bem sozinha. Eu, no máximo, dou ok para os produtos finais”.

Papo Feminino: Mas e nesses dois meses e meio de gravação do MasterChef, você consegue estar muito presente nas empresas?
Ana Paula: “Nesse período é muito difícil. Eu ainda fiquei doente, tomei antibiótico, já sarei… porque é muito intenso. A gente dorme pouco e trabalha muito. Mas é tudo focado. Você já sabe que são dois meses e meio e pronto”.

Papo Feminino: Não tem uma brecha para relaxar?
Ana Paula: “Não dá tempo. A gente grava de domingo a domingo. Não tem folga no MasterChef. O formato é pressão sobre os participantes. Você não pode dar a eles tempo para treinar em casa. Eles são amadores e queremos que eles se profissionalizam aqui dentro. Então, eles ficam sob pressão e a gente também (risos)”.

Papo Feminino: Você sentiu a mudança do olhar do público em relação ao seu trabalho?
Ana Paula: “As pessoas demoram para se acostumar com você em outra função. Principalmente quando elas gostam de você na função anterior. É muito difícil para um telespectador que gostava de mim na bancada entender porque eu quis sair de um lugar em que estava bem. No começo, muita gente me dizia: ‘poxa vida, gostava tanto de você apresentando telejornal’. E é muito difícil explicar a mudança para o público que olha para você e diz que te aprovou, que foi fiel ao seu trabalho como âncora, que te deu audiência. Mas eu não tenho medo de mudar. Aliás, eu quase tenho uma certa dependência de mudança, estou sempre procurando o novo. Quando acho que estabilizei em uma atividade, começa a me dar uma inquietação”.

Papo Feminino: Quando começa a inquietação até a tomada de atitude, você é rápida?
Ana Paula: “Tudo eu amadureço muito. Não sou uma pessoa precipitada. A minha carreira é de passinhos, fiz tudo que um repórter faz: jornalismo local, cobri todas as áreas, como política, economia… Então, virei correspondente internacional, cobri região de conflito. Depois fui para a bancada. Não sou uma pessoa que se precipita nos passos. Não dou salto, pulos. Tem muita gente que dá saltos na carreira, não sou assim. Eu não saí da bancada para ir para o entretenimento. Quando deixei a bancada, fui para as minhas empresas. Muita gente me ofereceu um monte de coisas na TV nessa época. Eu analisei com muito carinho os convites todos, mas decidi que não eram para mim naquele momento. Quando surgiu o MasterChef, achei diferente, novo, desafiante, porque o formato me agrada, eu gosto de cozinhar, é um programa para a família, qualquer uma pode assistir, desde uma criança de seis anos a um senhor de 80. Ele não fere nenhuma suscetibilidade. Acho que TV é plural, dinâmica, aberta e tem que ser. É assim que entendo a TV e quero participar dela. E, para mim, é um desafio, algo novo”.

Papo Feminino: Em geral, o público chega ao apresentador de entretenimento com mais intimidade, diferentemente da relação que tem com um jornalista. Você sentiu essa mudança quando deixou a bancada para se tornar apresentadora do MasterChef?
Ana Paula: “Não… E não sei se isso vai acontecer, se em um determinado momento serei identificada como uma apresentadora de entretenimento. Na verdade, nem sei se quero isso. Eu acho que não! Porque sou jornalista, gosto do jornalismo e não quero deixar de ser jornalista. Eu propus depois do MasterChef, fazer a matéria do ebola e a Band, muito generosamente, aceitou. E eu fico propondo coisas que tem a ver com o jornalismo. O que não quero mais é bancada. Não quero mais apresentar telejornal! Mas acho que consigo fazer várias coisas e ainda sou identificada como uma jornalista. Em todos os lugares em que vou, as pessoas me apresentam como a jornalista Ana Paula Padrão e não como apresentadora de telejornal ou a âncora. Acho que essa é a minha grande identidade. O difícil é ser uma apresentadora de um formato como o MasterChef e continuar sendo jornalista. Se eu puder escolher, se for possível e se as pessoas aceitarem, é isso que eu quero”.

Papo Feminino: Sua participação no CQC foi um sucesso. Surgiu algum convite para ficar no lugar do Marcelo Tas após a saída dele?
Ana Paula: “Não. Quando participei, o Dan Stulbach já tinha assinado contrato. Eu só fui cobrir uma folga do Marcelo”.

Papo Feminino: Você tem vontade de ter outro programa ligado ao entretenimento?
Ana Paula: “Eu mal comecei a fazer o MasterChef, ainda preciso me acostumar (risos). É muito legal apresentar esse programa e eu estou realmente muito feliz. Foi muito legal ter encontrado o Fogaça, a Paola, o Jacquin, o Pato… Eles são pessoas muito do bem. A gente se entrosou muito, foi muito divertido montar esse projeto com eles, tenho um superorgulho desse estúdio, das coisas que fazemos aqui, da equipe de produção, do casting… Aprender um pouco sobre entretenimento com essas pessoas foi um privilégio”.

Papo Feminino: Nesta temporada do MasterChef você fará matérias com as famílias dos participantes. Esse processo é diferente das matérias que faz para um telejornal, por exemplo?
Ana Paula: “É, pois vou focada em aspectos específicos e não em toda a vida de uma pessoa. Claro, conto um pouco da história, da família, e isso é uma função de repórter. Mistura um pouco com jornalismo, mas não é como fazer uma reportagem normal para um telejornal”.

Papo Feminino: Você torce pelos candidatos?
Ana Paula: “Não me sinto à vontade para torcer para alguém. Quando chega no ponto em que estamos, na metade do programa, eu já conheço muito bem cada um dos participantes. Muito mais do que os chefs, pois os conheço fora daqui e já sei muito bem quem é cada um deles. Não dá para ter uma torcida. Você sabe, mais ou menos, o que esperar de cada um deles, mas quem vai ganhar ou ter favoritismo não…”

Foto: Divulgação/Band

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Papo Feminino: Em comparação a apresentação do ano passado, o que precisa melhorar no seu trabalho dentro do MasterChef?
Ana Paula: “Eu apenas estou mais à vontade. E acho que o público também ficará mais a vontade comigo fora da bancada, pois já teve uma experiência de me ver fora da bancada. Então, considero que esses dois elementos são igualmente importantes: eu estou muito mais tranquil
a em um programa de entretenimento e as pessoas já não me estranham tanto nessa condição”.

Papo Feminino: Você parece mais feliz também…
Ana Paula: “Eu estou muito mais! A bancada tem um formato que engessa um pouco mesmo, qualquer movimento que você faça, fica gigante, pois você está enquadrada. Os assuntos são sempre difíceis, duros… Eu tenho uma carreira muito sólida no jornalismo: no ano que vem farei 30 anos de jornalismo. São 14 de rua e 14 de bancada. Uma geração do Brasil me acompanhou como jornalista e quando mudo para um programa de entretenimento, as pessoas estranham, o que é natural. É preciso um tempo para se acostumarem comigo em uma função nova, mas sem esquecer de mim na antiga. Quando terminou o MasterChef 1 e fui fazer a matéria do ebola, ninguém estranhou que a apresentadora do entretenimento quisesse fazer matérias duras, difíceis e definitivamente ligada ao jornalismo”.

Papo Feminino: Você tem uma preferência entre jornalismo e entretenimento?
Ana Paula: “Eu não faço bancada de telejornal mais, ponto final! Isto está definitivamente claro. Já falo isso há dois anos, mas ninguém acredita (risos). Eu amo jornalismo! No MasterChef quando tinha apenas que dar as regras, fiquei pouco confortável. Agora, estou atuando muito como jornalista também. A minha ligação com os perfis dos participantes é maior, mais efetiva, passei a fazer as entrevistas finais dos programas. Então, é uma forma que parece mais com o meu histórico. Eu me divirto muito fazendo as coisas! Se estou fazendo a segunda temporada é porque me diverti muito fazendo a primeira. Só isso justifica a gente ficar aqui 12 horas trabalhando”.

Papo Feminino: Você declarou que, para a primeira temporada, você não assistiu aos MasterChefs dos outros países. O que a fez aceitar trabalhar no programa sem conhecer bem a atração?
Ana Paula: “Basicamente, gostei do formato. Ele é muito familiar, qualquer um pode assistir e acho que televisão, no que diz respeito a entretenimento, para mim, é isso: algo que qualquer um possa ver independentemente de idade, nível social, com qualquer referência e histórico. Enfim, que qualquer um possa ver e se divertir. A segunda coisa foi o desafio de uma mudança na qual eu não tinha que ter o papel central. O formato se justifica com três chefs e os participantes. Ele não precisa de uma apresentadora. Então, eu tinha que realmente criar esse papel e isso é desafiador. Era uma criação, teve dificuldade, mas qual a graça se não tivesse (risos). Tudo que eu fiz, precisei aprender. Tive que aprender a ser correspondente internacional, tive que aprender sobre economia e política para cobrir esses temas. Já sofri muita crítica na vida, isso não é uma grande novidade. Estou mudando de novo e vocês me verão mudar muitas outras vezes”.

Papo Feminino: Você já entendia de gastronomia antes do programa?
Ana Paula: “De gastronomia não… Eu cozinho em casa, adoro cozinhar”.

Papo Feminino: Você gosta de cozinhar para os outros ou só para você?
Ana Paula: “Eu cozinho para mim, quando estou sozinha em casa e, aos finais de semana, para os amigos… A minha casa sempre foi muito ponto central, ou seja, as pessoas vão para lá. Então, sempre cozinhei muito”.

Papo Feminino: Você tem uma especialidade?
Ana Paula: “Não sei se tenho preferência para cozinhar algum prato. Mas tenho preferência para comer. Eu adoro comida mediterrânea: peixe, frutos do mar frescos, bons vegetais…”

Papo Feminino: Mas tem alguma receita em que você arrasa no preparo?
Ana Paula: “Eu não arraso em nada! (risos) Estou dentro da cozinha do MasterChef, tem três chefs aqui, eu não arraso coisa alguma! (risos)”.

Papo Feminino: Você aprendeu alguma dica culinária no MasterChef que passou a utilizar na cozinha?
Ana Paula: “Um monte de coisa, mas eu não anotei e esqueci tudo. Aí jurei que, na segunda temporada, andaria com um gravador e um bloquinho para anotar as dicas. Sabe o que houve? Não anotei nada de novo. Agora eu desisti (risos)”.

Papo Feminino: Você acha que o carisma do participante conta muito?
Ana Paula: “Lógico que conta! O nível culinário subiu bastante, pelo menos 50%, em comparação à edição passada. Participantes que já foram eliminados nessa segunda temporada disseram que achavam que cozinhavam muito melhor do que os da primeira edição. Eu ouvi deles que o nível está muito alto. Isso é uma mudança evidente da primeira para a segunda temporada. Agora, o Brasil é tão rico com tantos personagens interessantes… Eles, claro, ficam pela capacidade culinária…”

Papo Feminino: Você faz dieta?
Ana Paula: “Quando não estou no Master Chef, controlo o meu peso, me peso todos os dias. Se passei um pouco do limite no final de semana, fecho a boca na segunda e na terça. Acho que manter o peso é bacana para a saúde, eu me sinto bem, me sinto mais produtiva se estou magra. No MasterChef tento comer mais e continuo emagrecendo. A gente trabalha demais, 12 horas por dia. Os chefs experimentam a comida. Quando isso acontece, dou uma experimentada para saber em que nível os participantes estão. Quando um chef diz que tem um pouco de acidez excessiva no prato, preciso provar para saber o que é isso. Aí, depois de tanta beliscada, perco totalmente a fome e fico me forçando a comer. Mas ninguém consegue se forçar a comer trabalhando 12 horas por dia. Então, inevitavelmente, emagreço. Na temporada passada, emagreci 2 kg. Nessa temporada estamos no meio das gravações e consegui não emagrecer muito. Mas peguei uma supergripe, infecção de garganta, tive que tomar antibiótico, enfim, perdi meio quilo. Mas vou fazer um esforço danado para recuperar”.

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