Criança consumista: aprenda a contornar a situação

Existem crianças que já apresentam sinais do consumismo: pedem presentes com frequência e, quando não ganham, fazem birra. Saiba o que fazer nesses casos

crianças em uma loja de vestidos
Foto iStock.com/Getty Images

Muitas vezes, espelhadas nas atitudes dos pais, as crianças podem desenvolver o consumismo desnecessário. Com a ajuda da psicóloga Andreia Calçada, ensinamos você a contornar essa situação. Confira!

crianças em uma loja de vestidos

Foto iStock.com/Getty Images

Os primeiros sinais

É natural que as crianças queiram um brinquedo novo ou algo que seja moda entre os amigos da mesma idade, mas é importante diferenciar os sinais do consumismo precoce. “As crianças começam a pedir intensamente a compra de novos brinquedos e roupas e perdem o interesse por aquilo que possuem”, esclarece a psicóloga.

Exemplo

“Muitas vezes, somos modelos, pois compramos excessivamente. Devemos nos perguntar: de que forma estimulo o consumismo no meu filho? Sou consumista? Preciso de tudo que compro? Dou presentes para suprir minha ausência?”, ensina.

Birras e broncas

Além de dar exemplo, os pais precisam saber lidar com a birra que os filhos podem fazer quando contrariados. Educar conversando sobre seu comportamento é fundamental. “Não ceda à manipulação, não dê importância. Converse, antes, por exemplo, de ir ao shopping para que isso não aconteça. Se acontecer, o passeio deverá ser interrompido. O combinado não sai caro”, ensina Andreia.

Ser responsável

Uma das primeiras responsabilidades que as crianças costumam receber dos pais é a mesada. A intenção é transmitir a elas um pouco da vida adulta. O alerta fica para que o valor não seja um trampolim para alimentar o consumismo. “Entre 8 a 10 anos, os pais podem dar mesada para o lanche escolar. Assim, eles aprendem a economizar, lidar com dinheiro e dar valor. O dinheiro é da criança e se gastar antes do tempo não haverá reposição. Caso seja importante delimitar o que ela não pode comprar, faça o acordo antes”, reforça a especialista.

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Texto Jaqueline Galdino/Colaboradora | Consultoria Andreia Calçada, psicóloga