5 coisas que você nunca deve mentir no seu currículo

Especialista revela como trabalhar o marketing pessoal para conquistar uma vaga sem precisar recorrer a uma trapaça

mentir no currículo
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Abriu uma vaga de emprego para aquela empresa que você tanto gostaria de trabalhar, mas, infelizmente, o nível de inglês solicitado não confere com o seu. É nessa hora que o desejo de mentir no currículo bate forte e, por impulso, acaba alterando suas informações profissionais. Ato que pode te prejudicar – e muito – em alguns casos, principalmente se for convidada para uma entrevista presencial, na qual aplicaram um teste de idioma, por exemplo.

“O que parece ser uma boa estratégia para ganhar vantagem entre os concorrentes, na verdade é o pior erro que se pode cometer na busca por emprego”, explica Renata Motone, especialista em Recursos Humanos da Luandre. O currículo é o cartão de visita do candidato. É com essa ferramenta que ele apresenta sua experiência, objetivos profissionais e parte do que pode oferecer para as empresas.

Para a profissional, a omissão ou a falsidade nas informações presentes no currículo é um fator que depõe contra o candidato, por dois motivos. Um deles é a falta de aptidão que a pessoa terá para o cargo, uma vez que os pré-requisitos necessários não estão sendo de fato preenchidos. O outro é a demonstração de falta de ética e o constrangimento, caso descoberto.

Para que você não tenha que passar por esse tipo de situação, Renata explora quais são as mentiras mais comuns na hora da seleção e dá dicas de como fazer bem seu próprio marketing sem ter que mentir no currículo.

Conselhos essenciais para não mentir no currículo e se dar bem na entrevista

Valor salarial

Há quem minta sobre o salário anterior como forma de se valorizar e tentar uma negociação por um valor maior no próximo emprego. Renata recomenda a não fazer isso porque há uma média para cada cargo e quem seleciona sabe disso.

Idiomas

“Fluência em língua é outra mentira frequente”, diz Renata. “A questão é que na primeira prova escrita ou entrevista oral já se nota a diferença entre o real e o que se conta no currículo”. Ela aconselha a ser claro quanto às habilidades linguísticas, afinal, há vagas em que não é necessário o inglês.

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Voluntariado

Muitos querem impressionar e acreditam que adicionar experiência como voluntário em causas sociais vai facilitar a contratação, mas não passam autenticidade na entrevista. “A estratégia em vez de contar pontos, joga contra”, esclarece Renata, que acrescenta que este não é um fator decisivo na maior parte dos casos e, portanto, só deve constar no currículo se, de fato, o candidato puder contribuir para a empresa com sua real vivência como voluntário.

Universidade

Como forma de status, candidatos mentem sobre a universidade em que se graduaram ou falam sobre MBAs, doutorados e outros títulos que não têm efetivamente. Há cargos que exigem formação específica, mas o importante é poder comprovar o conhecimento — “onde o candidato cursou a faculdade não é um ponto decisório, experiência e conhecimento contam mais”.

Demissão

Não existe problema em dizer que foi demitido. É algo até considerado normal e pode acontecer por uma série de razões. O que se deve evitar é falar mal da empresa anterior, mesmo que a demissão não tenha sido amigável. “Tentar atacar o antigo empregador só gera dúvidas ao selecionador sobre o caráter do candidato. O melhor é ser direto e sutil sobre o motivo da demissão”, aconselha Renata.

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