Congelamento de óvulos: como funciona? | Alto Astral

Congelamento de óvulos: como funciona?

A técnica evita problemas para mulheres que desejam ser mães no futuro

médico explicando para paciente sobre o congelamento de óvulos
Antes da coleta, a mulher passa por um tratamento hormonal para produzir mais óvulos | FOTO: Shutterstock

É cada vez mais comum as mulheres adiarem a gravidez por causa dos estudos, do trabalho ou porque ainda não encontraram o parceiro certo. Uma das soluções para quem deseja realizar o sonho de ser mãe, mas sente que ainda não é a hora certa, é o congelamento de óvulos. Saiba como funciona!

Por que optar pelo congelamento de óvulos?

A mulher nasce com cerca de 400 mil óvulos. A cada mês, de 800 a 1 mil começam a crescer, mas não evoluem e são descartados. Depois dos 35 anos, o número de óvulos já está em apenas 25 mil. Além disso, com o passar dos anos, é natural que eles tenham menor capacidade de serem fecundados. O congelamento, então, permite uma gravidez, aos 40 anos, com óvulos de 25 anos. O procedimento também pode ser uma esperança para as mulheres que precisam se submeter a tratamentos que causam infertilidade, como a quimioterapia e a radioterapia.

Como funciona a coleta?

Antes da coleta, a mulher passa por um tratamento hormonal para produzir mais óvulos. Depois, é feita uma punção vaginal guiada por ultrassom. A paciente fica sedada durante o processo. Cada folículo (bolsa que contém o óvulo) é perfurado e seu conteúdo, aspirado. Tudo é levado para o laboratório, onde os óvulos são limpos, contados e classificados.

Congelamento na prática

É feito por uma técnica chamada de vitrificação, na qual os óvulos, embebidos em uma solução especial, são colocados no nitrogênio líquido a -196º C. Não existe um limite de tempo para o congelamento: os limites são estabelecidos depois de ocorrer um descongelamento: os óvulos são usados e verifica-se o resultado.

Fertilização

Pode ser in vitro, onde os espermatozoides são colocados em contato com os óvulos para que um deles o fecunde. Ou pela técnica chamada ICSI: um único espermatozoide é injetado diretamente dentro do óvulo, promovendo a fecundação. Já a transferência é feita em ambulatório e sem anestesia. Por um cateter (um tipo de tubo) guiado por ultrassom, os embriões são colocados no fundo do útero. Normalmente, as chances de gravidez são de 18% por ciclo.

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