Você sabe como ajudar pessoas com depressão? Entenda!

É importante saber lidar com o caso, pois o apoio familiar e a compreensão da doença são essenciais para a recuperação do paciente

Como ajudar pessoas com depressão? Com muito amor e apoio!
Como ajudar pessoas com depressão? Com muito amor e apoio! FOTO: Shutterstock

Uma dúvida que muita gente que passa pela situação possui, mas não sabe como lidar é: como ajudar pessoas com depressão? Se informar sobre as formas de tratamentos, incentivar as idas a consultas e acompanhar o uso da medicação são funções importantes que a família pode exercer durante o tratamento. “O apoio familiar é fundamental no tratamento. Deve-se oferecer acolhimento, disponibilidade para ir atrás de ajuda profissional e mostrar compreensão de que o quadro depressivo é uma patologia que, muitas vezes, independe da escolha do paciente em manifestar os sintomas. Depressão não pode ser encarada como ‘manha ou frescura’ e o paciente que desenvolve este quadro necessita de suporte emocional e tratamento profissional”, afirma a psicóloga Marina Cilino.

Mas como identificar?

Realmente, essa não é uma missão muito fácil, já que a depressão não apresenta sintomas físicos. Portanto, é fundamental que a família preste atenção na alteração de humor e na mudança do comportamento. “A família percebe que tem alguma coisa estranha. A pessoa começa a dormir muito, come de forma errada, irrita-se facilmente, apresenta dificuldade para estudar, problemas de concentração e fica muito triste. É isso que a família começa a perceber”, explica Luís Russo, psicoterapeuta e presidente da Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos (Abrata). Além disso, a pessoa que está com depressão tem um empobrecimento nos relacionamentos sociais dela, ou seja, os relacionamentos interpessoais, de um modo geral, não são mais sustentados. “Ela não consegue se relacionar como se relacionava antes de ficar doente, com colegas de trabalho, amigos e vai se afastando. A família acaba percebendo isso. O problema é que, às vezes, a família não acredita que ela esteja doente”, afirma o profissional.

A perda de interesse por coisas rotineiras é um dos sintomas da depressão.

A perda de interesse por coisas rotineiras é um dos sintomas da depressão. FOTO: Shutterstock ,/em>

O apoio é fundamental

Atualmente, é mais comum que o depressivo passe por um tratamento a base de remédios, ficando mais tempo em casa ao lado da família. Segundo Luís Russo, a família ganhou o papel de cuidador, ou seja, todos passam a acompanhar o tratamento de perto. Por conta disso, é comum que todos também comecem a fazer terapia, essa é a forma encontrada de como ajudar pessoas com depressão. “A família que passa por terapia ou por orientação começa a aprender que existem alguns padrões de comportamento que são muito frequentes e esses padrões, às vezes, estão embutidos de negatividade, na competição, na hostilidade. É o que a chamamos de famílias nocivas”, explica Russo. Mas como é isso? O profissional explica que nesses casos existe uma desqualificação do outro, da fala do outro. Ou seja: quando os familiares ignoram e não prestam atenção no que o outro faz e diz. Ainda é comum o chamado ‘gatilho disparador de sintomas’, que são relacionamentos familiares que evocam situações que disparam esses sintomas nas pessoas. Por isso, é fundamental que os pais e parentes mais próximos participem do tratamento para identificar quais são essas situações e assim, possam apoiar o paciente corretamente.

O apoio familiar é indispensável para a recuperação do paciente.

O apoio familiar é indispensável para a recuperação do paciente. FOTO: Shutterstock

Causas diferentes

“Existem diferenças entre os pacientes, porque cada fase da vida desperta diversos conflitos emocionais que influenciam no início e na manutenção da doença”, explica Marina. Saiba diferenciar e como ajudar pessoas com depressão:

*Adolescentes e adultos: o diagnóstico é mais perceptível pelas mudanças de hábitos e comportamentos do indivíduo. Adolescentes, muitas vezes, desenvolvem este quadro devido a conflitos de insatisfação corporal ou social. Adultos, por sua vez, muitas vezes têm a origem de um quadro depressivo associado a conflitos conjugais e dificuldades financeiras.

*Crianças: podem ser associadas as mudanças de comportamento, como a timidez.

*Idosos: é mais difícil perceber, pois os familiares associam a falta de energia e sono excessivamente. Porém, a idade também faz com que se tenham essas mudanças nos hábitos. Por conta disso, os familiares demoram a levar o idoso a um tratamento.

 

Texto: Redação Alto Astral | Consultoria: Marina Cilino, psicóloga; Luís Russo, psicoterapeuta e presidente da Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos (Abrata)

 

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