Comidas para bebê: aprenda como compor um prato rico com receitas fáceis

Confira as melhores combinações para as refeições do seu filho

comidas para bebê
Foto: Shutterstock

A criança chegou, a amamentação foi superada, a nova rotina implementada e depois de 6 meses de adaptação… muda-se tudo novamente. Após um longo período se alimentando exclusivamente de leite, inserir no dia a dia comidas para bebê é essencial.

Começar a comer alimentos sólidos é um marco na vida da criança. Conhecer novas consistências e sabores”, diz a nutricionista Andressa Perez, especialista e mestranda em ciências da pediatria pela Universidade Federal de São Paulo.

Em média, a partir da metade do primeiro ano de vida, o bebê já apresenta sinais que está pronto para receber o alimento e a família deve ser paciente e cuidadosa nesse momento de tantas novidades. O preparo da refeição ou papinha, como culturalmente conhecemos, deve ser composta por alimentos naturais sem a adição de sal ou temperos industrializados.

A nutricionista nos explica que o termo “papa” é uma referência a consistência da comida e não a sopa que conhecemos, feita pelas gerações passadas. “Essa mistura de ingredientes impede a apresentação do sabor real de cada alimento e acarreta em prejuízos na formação do paladar e no treino da mastigação do bebê”.

De acordo com o recente ‘Guia Alimentar Para Crianças Menores de 2 Anos’, o alimento deve ser oferecido na sua forma natural, amassado com o garfo, raspado ou em pedaços pequenos (formato de tiras).

As comidas para bebê deve ser composto pelos cinco grupos de alimentos

  • Cereais e tubérculos: Batata, Mandioquinha, Cará, Inhame, Arroz, Milho (espiga), Macarrão**, Mandioca, Batata doce, Quinoa;
  • Leguminosas: Feijão, Ervilha, Lentilha, Grão-de-bico;
  • Legumes: Cenoura, Chuchu, Abóbora, Abobrinha, Beterraba, Tomate*, Vagem, Berinjela, Jiló, Quiabo;
  • Verduras: Espinafre, Couve, Brócolis, Acelga, Alface, Escarola, Agrião, Repolho, Couve-flor;
  • Proteína animal: Carne bovina, Frango, Peixe, Carne suína, Ovo inteiro.

As recomendações da nutricionista é que nesse período os alimentos sejam oferecidos separadamente, não sendo necessário o uso de liquidificador, peneira ou centrifuga. Ela reforça que o bebê precisa conhecer a textura e o sabor original do alimento e a indicação é do uso de temperos naturais como alho, cebola, salsa e manjericão. “O sal deve ficar longe da refeição do bebê nesse período”, complementa.

O preparo das comidas para bebê devem ser em local higienizado e o armazenamento em utensílios tampados, na geladeira ou no freezer. Uma boa ideia é investir em legumes feitos no vapor ou assados, e a verdura, cozida e bem picadinha. A proteína vegetal e animal pode ser oferecida desde a 1° refeição da criança, porém mais desfiada e úmida. A consistência deve ser evoluída gradativamente para que a criança seja capaz de comer a comida da família com um ano de idade.

O bebê será o guia da quantidade a ser consumida devido a sua auto regulação de fome e saciedade, por isso o cuidador precisa estar atento e observar o comportamento da criança a mesa. “Não adianta servir a refeição quando o bebê está com sono ou quando quer mamar. O ideal é que esteja num ambiente tranquilo e seguro, com palavras de incentivo e carinho”, reforça a nutricionista

Algumas sugestões de combinações para a refeição do bebê

  • Frango, mandioquinha, chuchu, espinafre e lentilha
  • Arroz integral, feijão, abobrinha, ovo e couve
  • Arroz, beterraba, peixe e grão-de-bico
  • Quinoa, ervilha, abóbora e fígado
  • Macarrão, carne bovina, brócolis, tomate e ervilha
  • Frango, feijão, berinjela, inhame e escarola
  • Mandioquinha, cenoura, ervilha, ovo, acelga
  • Arroz, feijão, abóbora, carne bovina e alface
  • Batata-doce, beterraba, peixe, grão de bico e escarola
  • Mandioca, abobrinha, carne bovina, feijão preto e couve
  • Batata, cenoura, ervilha, fígado e repolho
  • Cará, quiabo, lentilha, frango, acelga

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