Colesterol na gestação: entenda como ele pode ser perigoso para mãe e bebê

Você sabia que os níveis elevados de colesterol na gestação causam problemas à saúde do bebê? Entenda como o problema deve ser prevenido!

Colesterol na gestação: entenda como ele pode ser perigoso para mãe e bebê
Foto: Shutterstock

Algumas mulheres, durante a gravidez, apresentam um aumento de 30% a 60% nos níveis de colesterol, principalmente entre a 16ª e a 30ª semana. Isso acontece porque os bebês necessitam dessa gordura extra para o seu desenvolvimento, e as mamães, para a produção do hormônio progesterona, que prepara as glândulas mamárias para a amamentação. No entanto, as taxas precisam ser monitoradas por um médico e um nutricionista durante todo o período gestacional. Segundo pesquisas, em bebês cujas mães apresentam LDL (o colesterol ruim) elevado podem se formar estrias de gordura nas artérias que, com o tempo, podem evoluir para a aterosclerose. Aprenda mais sobre o colesterol na gestação e seus principais perigos:

Colesterol na gestação: entenda como ele pode ser perigoso para mãe e bebê

Na gestação, é importante redobrar os cuidados com os hábitos, pois o consumo de medicamentos para controlar o colesterol não é recomendado durante a gravidez. O ideal é fazer um check-up antes mesmo da gestação, quando o bebê ainda estiver nos planos. Assim, a futura mãe pode equilibrar as taxas para ter uma gravidez saudável desde o início. É imprescindível manter uma dieta balanceada e praticar exercícios físicos, sempre com o acompanhamento médico.

Aumento do colesterol na infância

A genética pode influenciar no aumento do colesterol durante a infância, com distúrbios no metabolismo dos triglicérides, por exemplo, mas outros fatores podem ser os causadores do problema, como sobrepeso e sedentarismo. Crianças com pai ou mãe com histórico de problemas cardíacos ou colesterol alto precisam realizar o exame de perfil lipídico desde bem cedo, a partir dos dois anos – é a chamada hipercolesterolemia (ou hiperlipidemia) familiar.

Aquelas que apresentam altos índices de colesterol têm mais riscos de ter problemas cardíacos na fase adulta, no entanto, na infância, somente as mudanças nos hábitos já consegue ser capaz de controlar o problema. O médico poderá indicar remédios em casos extremos ou em que a causa seja genética. Em casa, o recomendado é estimular a dieta saudável e a prática de exercícios. É preciso que os pais deem o exemplo, consumindo alimentos saudáveis.

Colesterol na gestação: entenda como ele pode ser perigoso para mãe e bebê

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Perigos do cigarro

Não fumar é um hábito que deve ser mantido por qualquer pessoa, mas é sempre bom reforçar os malefícios do tabagismo. Segundo pesquisa da Universidade de Sydney, na Austrália, mulheres que fumam durante a gravidez fazem o colesterol bom (HDL) reduzir nos bebês. “O colesterol alto deve ser combatido com hábitos de vida saudáveis e boas opções na hora de se alimentar”, explica o cardiologista Américo Tângari Jr.

Crianças magras também apresentam sintomas

Pais com filhos acima do peso devem ficar mais atento às taxas do colesterol, porém crianças magras também podem ter o problema, já que ele pode ter causas genéticas. Portanto, o ideal é consultar um médico independentemente do peso da criança. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), a obesidade infantil já atinge 15% das crianças brasileiras. Para prevenir e combater o problema, os pequenos devem praticar atividade física pelo menos 30 minutos por dia.

 

Texto: Redação Alto Astral | Consultoria: Américo Tângari Jr, cardiologista

 

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