Cinelândia: a Broadway brasileira no Rio de Janeiro

A cinelândia e o marco da cultura de um Rio de Janeiro que se urbanizava em meados do século XX. Hoje, guarda o charme e a elegância de sua arquitetura.

Por Vinicius Galico - 18/10/2017

Foto: Wikimedia Commons

Quem passa hoje pela Praça Floriano Peixoto não imagina que o local já foi o point mais disputado da cidade. Símbolo de um Rio de Janeiro do início do século XX que queria se civilizar, a Cinelândia é o marco da era republicana brasileira. Pelo grande número de salas de filmes, a praça ganhou o apelido de a “terra dos cinemas”.

Em cada uma das quatro pontas da Floriano Peixoto estão concentrados o conjunto arquitetônico de mais valor da cidade, com estilos que vão do eclético ao neoclássico, Theatro Municipal, Museu de Belas Artes, Biblioteca Nacional, Centro Cultural da Justiça Federal e Câmara dos Vereadores: atrações que jamais devem faltar no roteiro de passeios de um verdadeiro turista.

Todas as edificações foram levantadas no início do século XX e guardam em seu interior muito luxo e requinte. As transformações urbanas na metrópole carioca não foram capazes de apagar o glamour da Cinelândia. A praça ainda respira cultura e, em cada umas das monumentais construções, é possível assistir a exposições históricas e de arte contemporânea, espetáculos teatrais e de balé, concertos de música clássica, sem falar em mostras de cinema do circuito não comercial. Os preços são variáveis e cabem em todos os tipos de bolsos.

As salas de cinema e as casas de teatro são a marca registrada dos tempos áureos da Cinelândia. Foto: Wikimedia Commons

Hoje, com a expansão dos shoppings pela cidade, as salas de exibição que deram nome à Cinelândia perderam público e foram fechadas. O único exemplar daqueles anos áureos que se mantém aberto é o Cine Odeon.

Apesar de modernizada, a sala ainda guarda elementos físicos e imateriais originais. O letreiro manual na fachada indicando o filme em exibição, os cartazes colados na parede, sem esquecer, é claro, do pipoqueiro com seu carrinho estacionada na porta. Salvação aos que se acostumaram a pensar em cinema com pipoca.

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