Você já conhece as causas da bronquite? Entenda mais sobre a doença!

No outono e no inverno, as doenças respiratórias aparecem com maior frequência. Entenda as causas da bronquite, uma das mais comuns nessa época do ano

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Para simplificar o entedimento, a bronquite asmática se trata da inflamação dos brônquios pulmonares (locais por onde o ar passa), causada, muitas vezes, por uma alergia. FOTO: Shutterstock

A população brasileira ainda desconhece as causas da bronquite e não sabe diferenciá-la da asma, segundo pesquisa realizada pelo Datafolha, com 2.242 pessoas questionadas sobre os fatores que desencadeiam a doença. Apenas 52% dos entrevistados mencionou a fumaça do cigarro (principal fator) como uma das causas. Quando a bronquite é crônica, abandonar o tabagismo é a primeira e mais importante medida a ser tomada. Ficar longe do cigarro é um cuidado a ser tomado também pelos fumantes passivos, já que a simples exposição à fumaça é prejudicial.

Diferentes causas

Há uma confusão ao diferenciar a bronquite da asma, assim como gripe e resfriado, rinite e sinusite. “São doenças diferentes, mas que se manifestam de maneira muito semelhante”, afirma a pneumologista Christina Pinho, do Hospital São Vicente de Paulo.

A bronquite é uma inflamação dos brônquios, tubos que conduzem o ar até os alvéolos pulmonares, estruturas em que se realizam as trocas gasosas, e pode ser classificada em aguda (com curta duração, de uma a duas semanas) ou crônica (que permanece por pelo menos três meses em dois anos consecutivos).

“Ela pode ser causada por vírus, bactérias, inalação de fumaça ou de produtos químicos”, lista o pneumologista Barros Franco, do Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro (RJ). Porém, o cigarro é considerado o principal responsável por agravar e até desencadear o problema, fazendo instalar-se a bronquite crônica. “Tanto faz ser fumante ativo ou passivo. O paciente com bronquite, em geral, tem uma história de tabagismo”, informa Christina.
A especialista lista outros fatores capazes de desencadear o problema, como a exposição à fumaça do fogão à lenha ou da produção de carvão vegetal, porém, são causas menos comuns.

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Como identificar?

Com a doença, os brônquios ficam contraídos e cheios de secreção. Por isso, provocam sintomas como a tosse produtiva (com muco), que é uma tentativa do organismo expelir a secreção que, na bronquite crônica, é clara no início e pode se tornar amarelada e espessa com a evolução do problema. Na bronquite aguda, a tosse também pode ser seca. Outros sintomas que podem aparecer são: desconforto no peito, cansaço, falta de ar e febre baixa.
O médico pode diagnosticar a doença apenas por avaliação clínica ou pedir exames como raio-x do tórax, amostras de expectoração e Prova de Função Pulmonar (que mede a capacidade dos pulmões).

Alívio espontâneo

A bronquite é considerada uma doença autolimitada, ou seja, tende a evoluir espontaneamente para a cura. Ela tende a desaparecer em torno de 10 dias e, nesse período, tratam-se apenas os sintomas. Xaropes expectorantes, broncodilatadores, medicamentos para reduzir a febre e antibióticos no caso de infecções bacterianas podem ser utilizados, mas somente com orientação médica. Beber bastante líquido todos os dias e ficar longe da fumaça do cigarro são medidas fundamentais.
A bronquite crônica aumenta o risco de outras infecções respiratórias. Por isso, portadores da doença precisam ser vacinados contra a gripe e contra a pneumonia.

 

Consultoria: Christina Pinho, pneumologista

 

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