Enfermeira faz desabafo emocionante sobre trabalhar com pacientes com coronavírus

"Não posso me dar ao luxo de voltar para minha casa durante a quarentena", escreveu Alessia Bonari em um dos trechos

casos de coronavírus
Foto: Reprodução/Instagram

Desde as confirmações dos primeiros casos de morte em decorrência do Coronavírus, sistemas de saúde em todo mundo têm se preparado para receber a população com quadros suspeitos para um atendimento de prontidão.

Assim como diversos pesquisadores têm trabalhado incessantemente para encontrar uma vacina que combata ou impeça uma maior proliferação do vírus, médicos e enfermeiros têm realizado plantões contínuos, sem qualquer descanso.

E foi no meio dessa situação alarmante que Alessia Bonari, uma enfermeira italiana, comoveu internautas com seu desabafo sobre o surto e casos de Coronavírus no país. O texto foi publicado nesta segunda (9), acompanhado de uma imagem chocante do estado físico da profissional.

O rosto de Alessia aparece marcado pelo uso dos equipamentos de proteção após um prolongado turno em um hospital de Milão. “Também tenho medo, mas não de ir às compras, tenho medo de ir trabalhar. Tenho medo porque a máscara pode não aderir bem ao rosto, ou posso ter me tocado acidentalmente com luvas sujas, ou talvez as lentes não cubram completamente meus olhos e alguma coisa possa ter passado”, escreveu.

View this post on Instagram

Sono i un'infermiera e in questo momento mi trovo ad affrontare questa emergenza sanitaria. Ho paura anche io, ma non di andare a fare la spesa, ho paura di andare a lavoro. Ho paura perché la mascherina potrebbe non aderire bene al viso, o potrei essermi toccata accidentalmente con i guanti sporchi, o magari le lenti non mi coprono nel tutto gli occhi e qualcosa potrebbe essere passato. Sono stanca fisicamente perché i dispositivi di protezione fanno male, il camice fa sudare e una volta vestita non posso più andare in bagno o bere per sei ore. Sono stanca psicologicamente, e come me lo sono tutti i miei colleghi che da settimane si trovano nella mia stessa condizione, ma questo non ci impedirà di svolgere il nostro lavoro come abbiamo sempre fatto. Continuerò a curare e prendermi cura dei miei pazienti, perché sono fiera e innamorata del mio lavoro. Quello che chiedo a chiunque stia leggendo questo post è di non vanificare lo sforzo che stiamo facendo, di essere altruisti, di stare in casa e così proteggere chi è più fragile. Noi giovani non siamo immuni al coronavirus, anche noi ci possiamo ammalare, o peggio ancora possiamo far ammalare. Non mi posso permettere il lusso di tornarmene a casa mia in quarantena, devo andare a lavoro e fare la mia parte. Voi fate la vostra, ve lo chiedo per favore.

A post shared by Alessia Bonari (@alessiabonari_) on

A enfermeira ainda mostra se solidarizar com o momento e que continuará a ajudar como puder. “Estou fisicamente cansada porque os dispositivos de proteção machucam, o jaleco me faz suar e, uma vez vestida, não posso mais ir ao banheiro ou beber água por seis horas. Estou psicologicamente cansada e, como eu, todos os meus colegas estão na mesma condição há semanas, mas isso não nos impedirá de fazer o nosso trabalho como sempre fizemos”, relata a enfermeira. E afirma: “Continuarei a tratar e cuidar de meus pacientes, porque sou orgulhosa e apaixonada pelo meu trabalho”.

Alessia ainda faz um pedido para os jovens que, embora não estejam na idade de risco, precisam estar atentos. “O que peço a quem está lendo este post é não frustrar o esforço que estamos fazendo, ser altruísta, ficar em casa e, assim, proteger os mais frágeis. Nós, jovens, não somos imunes ao coronavírus, também podemos ficar doentes, ou pior, podemos deixar os mais frágeis doentes”.

Por fim, a profissional conclui que todos precisamos tomar uma atitude para que os casos de Coronavírus não continuam a subir. “Não posso me dar ao luxo de voltar para minha casa durante a quarentena, tenho que trabalhar e fazer minha parte. Faça a sua, peço por favor”.

A postagem já tem aproximadamente 700 mil curtidas. A maioria dos comentários é de agradecimento a Alessia e de alertas para a conscientização.

Leia também: