Cachorros e crianças: o que fazer quando os pets não gostam dos pequenos?

Pets e crianças podem conviver em harmonia. No entanto, em alguns casos, os animais podem ser agressivos. Descubra o que pode ser feito para lidar com o problema

menina loira abraçando cachorro pug
O convívio entre cachorros e crianças pode trazer benefícios para a saúde dos pequenos (FOTO: Shutterstock Images)

Muitos pais, principalmente os de “primeira viagem” têm dúvidas em relação a manter os bichinhos em casa quando os filhos ainda são pequenos. Ambos podem ter um convívio pacífico e harmonioso, além disso, existem muitos benefícios para a saúde das crianças. Mas o que fazer quando os cachorros parecem mais agressivos com a presença dessa nova pessoa? Consultamos um veterinário para sanar esta dúvida!

Evite atritos!

“Para que a convivência seja harmoniosa, os bichinhos de estimação não devem ter contato íntimo com as crianças”, destaca o médico veterinário Marcos Eduardo Fernandes. O profissional explica que, normalmente, a aversão às crianças ou é uma característica da individualidade do animal (personalidade) ou é resultado de alguma situação em que ele foi vítima de um criança. “Por exemplo, brincadeiras violentas (física ou emocionalmente) podem tê-lo deixado traumatizado e, consequentemente, agressivo. Em ambas as situações, todo cuidado é pouco quando crianças estiverem por perto. Respeite o comportamento dele”, salienta o profissional.

Ainda há o conhecimento popular que a castração dos cachorros pode ajudar a diminuir o comportamento agressivo. Contudo, segundo o veterinário, a castração é indicada somente quando a agressividade do animal está relacionada a sua masculinidade (dominância). “Ou seja, há certamente um fator hormonal relacionado, o que nem sempre é fácil de diagnosticar”, pontua.

Cuidados com as crianças

Além de tentar manter o animal longe dos pequenos, há uma série de outros cuidados que é preciso tomar: os animais precisam ser totalmente vacinados contra todas as doenças possíveis, devem ser vermifugados regularmente e não podem apresentar pulgas ou carrapatos. Neste último, vale a pena verificar com frequência se está tudo bem com os pelos do animal, pois tais seres podem prejudicar a saúde dos cachorros. “Se você tomar todos esses cuidados, verá que o animal pode fazer muito bem para o desenvolvimento dos pequenos”, conclui Marcos.

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Consultoria: Marcos Eduardo Fernandes, médico veterinário homeopata e mestre em saúde pública pela Universidade de São Paulo (USP).

Texto: Redação Alto Astral