É hora de brincar: saiba quais erros evitar durante brincadeiras com crianças

Confira quais são os 7 erros mais comuns que os pais cometem na hora das brincadeiras com os filhos e saiba por que evitá-los!

brincadeiras com os filhos
Por Redação Alto Astral - 06/05/2019

Foto: Reprodução/GettyImages

Não há nada que estimule mais o desenvolvimento das crianças do que o prazer de brincar. Se a mamãe e o papai participarem, então, melhor ainda! Mas cuidado: os pais têm certas manias que podem atrapalhar a diversão da garotada durante as brincadeiras com os filhos.

Para a pedagoga Edilene Modesto de Souza, pesquisadora da Brinquedoteca da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), existe uma certa expectativa dos pais em relação ao processo de desenvolvimento e aprendizagem dos filhos. Por essa razão, os pais erram quando oferecem uma quantidade exagerada de estímulos.

Confira 7 erros comuns durante as brincadeiras com os filhos e saiba como evitá-los:

Foto: Syda Productions/shutterstock

 

1. Ser dono da brincadeira – Um erro frequente dos pais é querer determinar o tipo de brincadeira que irão realizar juntos e quais serão as regras do jogo. Nem sempre as brincadeiras dirigidas são as melhores. Elas são positivas quando existe a intenção de oferecer à criança um repertório diferente. É importante que os pais fiquem atentos e tenham sensibilidade para perceber em que momento elas poderão ser ensinadas.

2. Achar que é perda de tempo – É importante ter em mente que a brincadeira infantil é a linguagem mais próxima das crianças. Um bom exercício para os pais é tentar recordar a própria infância, sem receio de se sentar no chão e experimentar o prazer de descobrir o mundo junto com o filho.

3. Ser ansioso – É importante compreender que cada criança é única em seu modo de ser e de aprender, cada uma tem um ritmo. A melhor maneira de combater a ansiedade é valorizar cada conquista do filho e não desistir. A ansiedade pode desmotivar a criança e bloquear suas potencialidades.

4. Superproteção – Os espaços destinados às brincadeiras foram reduzidos ou desapareceram. Porém, os pais devem encontrar alternativas que permitam que a criança vivencie suas experiências de maneira prazerosa. O que não pode acontecer é que, por conta da violência, os espaços de brincar fiquem restritos ao ambiente da casa.

5. Preconceito – Nada mais comum que achar errado o menino escolher uma brincadeira considerada de menina e vice-versa. Ao brincar de casinha, por exemplo, a criança organiza o ambiente tal como é conhecido por ela e, junto a isso, faz as representações de papéis: um é o pai, outro, a mãe, outro, por sua vez, é o filho. Quando essa brincadeira envolve meninos e meninas, pode ocorrer de o pai cuidar dos filhos enquanto a mãe sai de carro para trabalhar. Esse exemplo já faz parte da realidade de muitas crianças e, quando ela representa isso na brincadeira, simplesmente está fazendo uma interpretação do que viu.

6. Conflito – As brigas entre crianças fazem parte da constituição da identidade e são parte importante do seu desenvolvimento. Os pais só precisam ficar atentos quando esses conflitos extrapolam o limite de uma discussão simples, ou seja, quando envolvem violência. Nesse caso extremo, o que pode ser feito é separar as crianças envolvidas, esperar para que fiquem mais calmas e refletirem juntos sobre a causa e se a atitude adotada por elas é a mais correta.

7. Proibir brincadeiras agressivas – Brincadeiras de luta, guerra, polícia e ladrão, são comuns. Enquanto elas estiverem no campo do imaginário, são saudáveis, pois refletem um modelo de sociedade do qual a criança participa. É importante observar se tais jogos não estão extrapolando o limite da realidade. Nesse caso, a brincadeira deve ser interrompida e outras poderão ser introduzidas.

Texto: Marcelo de Souza | Consultoria: Edilene Modesto de Souza, pedagoga e pesquisadora da Brinquedoteca da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

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