Beijos e abraços trazem mais bem-estar na sua vida

Seja em um dia triste ou alegre, receber beijos e abraços podem melhorar, e muito, o seu humor. Saiba mais sobre as vantagens dessas conexões

A foto mostra duas crianças se abraçando e dando risada. Beijos e abraços geram bem-estar
Foto: Pixabay.com/ Reprodução

Seja em uma forma de agradecimento, consolo ou apenas cumprimento, beijos e abraços são formas positivas de mostrar seu carinho pela outra pessoa. Além disso, esses tipos de contato podem trazer muitos benefícios no seu dia a dia.

O poder do abraço

Na maioria dos casos, reserva-se o abraço para grandes alegrias ou tragédias. De acordo com a terapeuta conjugal Claudya Toledo, o contato físico é de extrema importância. Entre outros benefícios, abraçar revitaliza o corpo cansado e rejuvenesce. “O abraço é uma afirmação muito humana de ser querido e ter valor”, salienta. Porém, para que este ato de amor aconteça, é necessário uma atitude aberta e um sincero desejo de receber o outro. Em casa, esta prática diária pode amenizar brigas e reforçar os relacionamentos. Pelo abraço é possível expressar todos os sentimentos.

Beijo de mãe cura

Essa demonstração de afeto ajuda a aliviar a dor. De acordo com o oncologista Ricardo Caponero, os carinhos no local dolorido diminuem a chegada de impulsos elétricos do sofrimento no cérebro. Isso ocorre porque tanto as sensações boas quanto as más chegam pelos mesmos neurônios.

Quando a criança bate o joelho e a mãe dá um beijo no local, por exemplo, dois estímulos diferentes podem ocorrer: primeiro, o de dor e, logo depois, o de carinho. “Por isso acontece o alívio”, confirma Ricardo. Ele diz que o beijo da mãe também tem um efeito placebo, ou seja, se ela diz ao filho que vai beijá-lo e que a dor vai passar, ele acredita e a confiança diminui o sofrimento.

A sensação de proteção também influencia. “Quando uma criança vai fazer um exame, fica mais calma com a presença da mãe ou do pai, porque se sente protegida. Se vai sozinha, começa a sofrer antes. A dor tem conotação psicológica e social”.

LEIA TAMBÉM

Texto e entrevistas: Carolina Brito/Colaboradora – Edição: Giovane Rocha

Consultorias: Claudya Toledo, terapeuta conjugal; Ricardo Caponero, oncologista