Linda Evangelista: e se o procedimento estético der errado?

Especialistas analisam o caso de Linda Evangelista e explicam que a complicação sofrida pela supermodelo após a cirurgia plástica é rara

A supermodelo aceitou ser capa da revista People após anos longe da mídia
A supermodelo aceitou ser capa da revista People após anos longe da mídia - Reprodução / Instagram

por Thaís Lopes Aidar
Publicado em 22/02/2022 às 19:00
Atualizado às 19:00

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Uma das pessoas mais fotografadas do mundo, Linda Evangelista decidiu se isolar dos holofotes há cerca de 6 anos. O motivo? Um procedimento que deu errado. A intervenção estética em questão é chamada de CoolSculpting, ou melhor, criolipólise — um método não invasivo que resfria as células de gordura localizada. 

Na época, Linda visava a beleza, mas foi vítima de um efeito colateral raro e irreversível que só acontece em 1% dos casos: a gordura aumentou partes de seu corpo em vez de diminuir. Enquanto, hoje, diz lidar com a dor física e emocional desse resultado.

À revista People — onde concedeu uma entrevista exclusiva e estrelou a capa da última edição —, ela declarou: "Não quero mais me esconder"

A matéria em questão logo suscitou o debate acerca dos procedimentos estéticos e suas possíveis (e reais!) complicações. Por isso, Alto Astral conversou com alguns especialistas para entender melhor o caso da modelo e os perigos da cirurgia plástica.

Confira abaixo: 

"A hiperplasia adiposa paradoxal não é um efeito comum após o CoolSculpting, ela é uma complicação rara e de baixa incidência. Geralmente, pode aparecer de um a seis meses após a realização do procedimento", explica a dermatologista Fernanda Porphirio sobre a complicação de Linda Evangelista. 

A especialista destaca ainda que acontece o efeito é reverso ao desejado: há aumento do tecido adiposo no local que foi tratado e não a "destruição" do tecido que era alvo do tratamento. No entanto, embora a reação seja assustadora, não há como prevê-la: "não tem como a gente saber antes do procedimento se vai acontecer ou não uma reação, principalmente essa. Não tem nada no organismo da pessoa ou na sua característica corporal que indique que isso possa acontecer", salienta Fernanda. 

Como (tentar) evitar as complicações 

Segundo a dermatologista, alguns cuidados devem ser tomados pelos pacientes que desejam se submeter à criolipólise:

  • escolha um local especializado;
  • verifique se o aparelho é da marca CoolSculpting;
  • a aplicação deve ser feita por bons profissionais, porque segue diferentes passos essenciais para o sucesso do procedimento;
  • após a realização, é necessária uma vigorosa massagem no local para drenagem do tecido.

Contudo, as medidas ainda não são totalmente suficientes para evitar a complicação, uma vez que ela não pode ser prevista. 

Tenha consciência de que pode dar errado

"Apesar de uma complicação rara, ela deve ser sempre alertada, porque, mesmo que a incidência não seja alta, é uma complicação que gera grandes incômodos e prejuízos para a saúde mental e emocional do paciente, já que ela vai completamente na contramão daquilo que estava sendo buscado", reforça a cirurgiã plástica Claudia Francisco de Oliveira. 

Ou seja, independentemente do procedimento estético que você for realizar, é extremamente importante estar ciente dos riscos que a técnica poderá trazer — até mesmo dos mais raros. Afinal, o resultado poderá não ser aquilo que você desejava e será preciso saber lidar com isso. 

Há solução para a complicação? 

Claudia explica que, caso a reação aconteça, a única forma de contornar a situação é com uma nova cirurgia. Nesses casos, a lipoaspiração é indicada para retirar, de forma de mecânica, as células adiposas que sofreram o aumento em quantidade e volume. 

Fontes: Fernanda Porphirio, dermatologista especialista em Dermatologia e Estética da Clínica Vanité; e Claudia Francisco de Oliveira, cirurgiã plástica da Clínica Vanité e membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). 

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