Tira-dúvidas sobre Educação a Distância

Tem vontade de fazer uma graduação ou pós a distância, mas tem muitas dúvidas se esse é o melhor caminho? Confira nosso tira-dúvidas com especialistas.

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Foto: Shutterstock Images

por Redação Alto Astral
Publicado em 03/08/2016 às 12:29
Atualizado às 14:41

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Educação a distância é um assunto relativamente novo para muitas pessoas. Assim, é comum ter muitas dúvidas a respeito. Será que o ensino é realmente de qualidade? Quais cuidados devo ter ao escolher um curso? O diploma obtido é válido? Para esclarecer esses e outros questionamento, entrevistamos dois especialistas no assunto: Ivete Palange, conselheira da Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed), e Enos Picazzio, professor doutor no Departamento de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas e integrante do grupo que gerencia as aulas on-line oferecidas pela Universidade de São Paulo (USP).

Homem, adolescente, estudando, praça, mato,

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O que é Educação a Distância?

É a modalidade de ensino em que as atividades são desenvolvidas majoritariamente (e em bom número de casos exclusivamente) sem que alunos e professores estejam presentes no mesmo lugar à mesma hora. Quando um curso tiver pelo menos 70% de seu conteúdo neste formato, que dispensa presença física, é considerado educação a distância. As aulas, no entanto, podem ser em diversas plataformas, como games, textos, vídeos, entre outros recursos.

Como posso saber se o curso é de qualidade?

Na hora de escolher um curso a distância você deve proceder da mesma maneira como na escolha de um curso presencial: avaliando o conteúdo, as competências que ele pretende desenvolver, os recursos de ensino oferecidos, etc. Além disso, se o curso for de graduação ou de pós-graduação latu sensu é necessário que ele seja autorizado pelo MEC. Já se o curso for livre, de aperfeiçoamento, é preciso checar se a instituição é idônea e não tem reclamações. Em ambos os casos, vale uma pesquisa na internet antes de se decidir. Conversar com quem já fez o curso também ajuda na escolha.

Quais os benefícios do ensino a distância?

São vários. O fato de o aluno poder estudar no horário que melhor lhe convém é um deles. É o aluno quem administra seu tempo, não a escola. Além disso, não é necessário estar em uma sala de aula ou biblioteca para estudar. Isso pode ser feito, por exemplo, dentro de um ônibus, por meio do celular. Hoje, o aluno carrega consigo uma imensa biblioteca globalizada, com textos de todas as partes do mundo.

O curso a distância é mais fácil do que o presencial?

Não. Na verdade, os cursos a distância exigem mais disciplina, além da criação de uma rotina para acessar o curso e estudar. Como não têm horário fixo, as aulas acabam concorrendo com a vida do aluno. Por isso, é preciso que ele esteja realmente motivado para estudar e se dedicar às aulas e às atividades.

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Ensino a distância tem prova?

Sim. Por lei, todos os alunos de cursos da educação básica e superior (ensino médio, técnico, graduação e pós-graduação) têm que se submeter a exames presenciais regulares. Quem não atinge a média estipulada é reprovado, precisa cursar a disciplina mais uma vez e, depois, refazer a prova. Em cursos livres não existe essa obrigatoriedade, mas é comum as instituições de ensino concederem o certificado apenas ao estudante aprovado em exame.

O diploma/certificado de um curso EaD tem a mesma validade do que o de um curso presencial?

Sim, a certificação obtida a distância não difere da do ensino presencial. O mais importante em ambos os casos são as competências adquiridas, quer seja nos cursos de formação como de atualização e aperfeiçoamento. Em entrevistas de emprego, inclusive, não é necessário que o aluno cite que o curso foi feito a distância.

Cursos a distância são mais baratos?

Sim. Por exigirem menos infraestrutura, geralmente os cursos a distância têm preços mais baixos do que os seus correspondentes presenciais. Em uma mesma instituição, o valor para a modalidade a distância chega a ser 75% menor, segundo levantamento feito pelo consultor João Vianney, da Abed.

Existe preconceito no mercado de trabalho contra alunos de EaD?

Esse preconceito já foi maior no passado, em que a educação a distância era vista como uma educação de segunda categoria. Hoje, com o acesso à internet e às redes sociais, com a conectividade existente, com a ampliação do acesso à informação e a possibilidade de interação entre as pessoas, há uma valorização maior das experiências virtuais, conseguidas graças às tecnologias de informação e comunicação. Além disso, por força de lei, não há diferença entre cursos presenciais e a distância, inclusive no diploma, não há – e nem deve haver – qualquer citação sobre a modalidade que foi cursada.

Entrevista: Wanessa Ferrari

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