Asma: grande parte das pessoas diagnosticadas não tem a doença, diz estudo

A asma pode não ser o seu real problema respiratório, e estudos explicam o porquê! Entenda melhor como a doença se comporta e saiba em quais casos tratá-la

Asma: encontre um médico que faça um diagnóstico correto
Foto: divulgação/Shutterstock

A asma é uma doença inflamatória crônica que afeta as vias respiratórias e o pulmão, atingindo em sua maioria o público infantil. Provoca sintomas como falta de ar, chiado no peito e a frequente sensação de cansaço.

Os sintomas da asma

A doença considerada crônica tem seu início na infância, e geralmente o seu fim nessa mesma fase. No entanto, há crianças que não tem a mesma sorte e levam a doença para a fase adulta também. O pulmão do asmático, independentemente da idade, é extremamente sensível e reage ao menor sinal de irritação.

Um lugar empoeirado pode fazer com que a musculatura que existe em volta dos brônquios se contraia, fechando o órgão, na tentativa de impedir que o ar com poeira entre nos pulmões. Por isso que a sensação de falta de ar agrava-se rapidamente, tendo de ser controlada imediatamente com remédios ou uso de “bombinhas”, para estabilizar o quadro respiratório do indivíduo.

Asma: grande parte das pessoas diagnosticadas não tem a doença

Foto: Divulgação/Noticiasoltas

A asma é considerada uma doença crônica, mas os casos de remissão espontânea são comuns: ela pode ficar para trás junto com a infância. Mas, na fase adulta, os asmáticos não parecem ter a mesma sorte: quanto maior a idade, menor a taxa de remissão. Hoje, a doença é considerada uma das condições crônicas mais comuns no mundo, atingindo 235 milhões de pessoas em todo o mundo e segundo a Organização Mundial de Saúde, é estimado que no Brasil acometa cerca de 10% da população.

Embora os dados afirmem a quantidade de pessoas que sofrem de asma, um estudo feito na Universidade de Ottawa, com mais de 600 adultos, mostrou que 33% dos participantes não tinham asma, e em alguns tinham outras doenças como insuficiência cardíaca, mas que não eram diagnosticadas corretamente pela interferência dos remédios asmáticos.

Você tem mesmo asma?

Os adultos que participaram deste estudo não faziam uso contínuo de corticoides (hormônios que reduzem inflamação dos brônquios), não fumavam há mais de 10 anos e haviam sido diagnosticados no últimos cinco anos. No entanto, um terço deles não tinham asma de fato.

Todos passaram por vários testes que analisavam a capacidade dos pulmões. Depois, tomavam um remédio para asma e repetiam um teste que avaliava se a performance havia melhorado. Os que tiveram uma respiração mais eficiente em até 12%, indicavam sinais de que os brônquios estavam com dificuldades, logo necessitavam do remédio. Alguns ainda deram mais indícios, como a tosse.

Asma: grande parte das pessoas diagnosticadas não tem a doença

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Os adultos que não tiveram alterações passaram por outros testes para descartar completamente a possibilidade de asma. Os pesquisadores começaram a reduzir a medicação das bombinhas pela metade, e se não houvesse piora do quadro clínico em 3 semanas, continuariam diminuindo cada vez mais a dose.

Mantendo os testes por um ano, descobriram que 33% dos participantes não eram considerados asmáticos. 27% não apresentava problemas respiratórios, mesmo com a retirada total do uso da bombinha. Outros foram considerados somente alérgicos, contudo em 12 casos (2%) o erro do diagnóstico médico foi mais complexo, pois esses adultos apresentavam, na verdade, problemas cardiorrespiratórios graves, e que eram mascarados pelo tratamento da asma.

Outro ponto importante da pesquisa é que a grande maioria das pessoas que, erroneamente haviam sido identificados com asma por médicos, afirmaram que receberam o diagnóstico sem nunca ter passado por uma espirometria (exame principal, que mede a quantidade de volume de ar que a pessoa consegue expirar em um segundo). A decisão de que esses adultos tinham asma foram feitas pelos médicos, somente por observar alguns sintomas que se pareciam com a doença.

Fique de olho!

Consultas: se você acha que não recebeu um diagnóstico adequado sobre a doença, ou que mesmo com os remédios indicados não obteve melhora alguma na condição respiratória, não hesite em procurar um outro médico que possa reavaliar a situação. Pode tanto se tratar de uma questão alérgica, quanto se tratar de um caso mais agravante.

Filhos (as): alguns alimentos como ovos, leite de vaca, amendoins, soja, peixe, podem causar crises de asma infantil. Sendo assim, vale a pena dar maior atenção à alimentação das crianças!

Asma: grande parte das pessoas diagnosticadas não tem a doença

Foto: Divulgação/IStock

Esportes: estes ajudam a trabalhar o fortalecimento da musculatura respiratória. A natação e a yoga, por exemplo, podem contribuir trabalhando a respiração, ajudando o indivíduo a suportar melhor não somente crises de asma, mas também de bronquite.

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