Saiba como agir em casos de crise de asma!

Saber como se portar durante as crises de asma proporciona maior segurança e qualidade de vida! Tenha sempre uma bombinha por perto e informe os familiares!

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Foto: Glow Images/Latinstock

Já é sabido que a prevenção é o melhor caminho para lidar com a asma. Mesmo assim, eventuais crises podem se manifestar, horas em que o mais importante é não permitir que o desespero tome conta da situação. Para encarar o problema, é preciso se informar a respeito dos procedimentos que devem ser postos em prática para garantir a segurança dos portadores. A asma que provoca penosos momentos de falta de ar, pode exigir algum tipo de internação emergencial (ainda que na minoria dos casos).

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Foto: Glow Images/Latinstock

O alerta

“Os sintomas mais comuns é a intensificação da tosse, que pode ser acompanhada com produção de catarro, falta de ar e chiado no peito. Muitos pacientes asmáticos acordam à noite com falta de ar e chiado, visto que o problema tende a piorar durante esse período”, descreve o pneumologista Rodrigo Athanazio. É imprescindível avisar as pessoas próximas dos sintomas — assim como conscientizá-las de antemão dos passos que devem ser tomados (onde está guardada a bombinha inaladora, por exemplo), para que permaneçam tranquilas e não piorem a situação, ao invés de ajudar.

Socorro

O ideal é que o asmático permaneça sentado e com as costas ligeiramente curvadas para a frente, de preferência com os cotovelos apoiados nas costas de uma cadeira à sua frente. “Caso o paciente apresente piora dos sintomas, deve usar um medicamento broncodilatador, que pode ser administrado tanto por inalação como com o auxílio das bombinhas”, explica Rodrigo. Bombinha é o nome mais popular para o dispositivo chamado nebulímetro.

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Foto: Shutterstock

E quando, ainda assim, a crise permanece? Nesse caso (ou quando a bombinha não for localizada), a prioridade é encaminhar-se para o pronto-socorro mais próximo — havendo a possibilidade, é preferível que o asmático peça a alguém para que lhe conduza até o local. Os profissionais do setor de emergência devem estar preparados para classificar a intensidade dos sintomas, baseando-se em critérios como:

 

  • Número de visitas à emergência ou hospitalizações nos últimos 12 meses;
  • Uso frequente ou suspensão de medicamentos corticosteroides (substâncias que reproduzem os efeitos do cortisol, hormônio que tem ação importante no sistema imunológico);
  • Alguma crise grave prévia, que exigiu intubação ou passagem por Unidade de Tratamento Intensivo (UTI);
  • A presença de problemas associados (fibrose cística, broncodisplasia, imunodeficiência ou cardiopatia);
  • Enquanto os broncodilatadores não agem, o paciente receberá um suprimento extra de oxigênio por cateter nasal ou máscara, no intuito de manter a oxigenação do sangue maior do que 95%.

Asma: aspecto emocional

Quando qualquer pessoa está nervosa ou agitada demais, a pulsação e a respiração se aceleram. É uma reação fisiológica diante de algo interpretado como uma ameaça — nossos instintos animais automaticamente se preparam para atacar ou fugir. Se a pessoa é ansiosa demais, o perigo verdadeiro nem precisa estar presente para que o temor se instaure e provoque a agitação. Sendo assim, quem é asmático precisa de muita serenidade para não acabar sofrendo em dobro: além do natural desespero provocado pela falta de ar durante as crises, o medo de não encontrar socorro deixa o organismo em estado de alerta, quando o ideal seria justamente o contrário.

Diante desse cenário, as pessoas por perto (sobretudo os familiares), quando bem instruídas, terão papel fundamental para minimizar o tormento. Mostrar uma postura tranquilizadora e conhecer os procedimentos certos a serem tomados proporciona segurança, principalmente quando as vítimas são crianças e adolescentes. Para os médicos, toda sensibilidade é bem-vinda, já que uma boa comunicação contribui muito para a adesão do paciente ao tratamento. Vale dizer que o estresse emocional desencadeia as crises apenas em quem já apresenta as pré-condições alérgicas para a asma.

 

Texto: Redação Alto Astral
Consultoria: Rodrigo Athanazio, diretor da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT)

 

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