Aprenda a comer bem pela vida toda com a reeducação alimentar

Com a reeducação alimentar você aprende a comer bem pela vida toda, sem precisar restringir a dieta a um grupo específico de nutrientes. Entenda!

prato saudável
Foto: Shutterstock

Abandonar hábitos nocivos à saúde e seguir uma alimentação adequada. Basicamente, essa é a principal lição da reeducação alimentar. Não se trata de uma dieta eterna, mas muito pelo contrário: a ideia é aprender que é possível, sim, se alimentar com qualidade sem abrir mão de refeições saborosas e, de quebra, ainda perder alguns quilos.

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Buscar o conhecimento

Entende-se como dieta uma restrição alimentar. No caso da perda de peso, há um controle na quantidade de calorias ingeridas, por isso, é comum ouvir sobre dietas que privam a pessoa de muitos alimentos, fazendo até que, muitas vezes, chegue a passar fome. Também costuma ter início e fim, pois é prescrita para um certo período. Na contramão dessas características está a reeducação alimentar. O método visa uma manutenção do peso e da saúde, de uma maneira que o indivíduo aprenda a escolher os melhores alimentos para compor as refeições.

A reeducação alimentar pode ser vista como uma transformação positiva de hábitos alimentares e cuidados com a saúde, contribuindo para um aprendizado permanente, que surte efeitos para toda a vida. “Além do emagrecimento, a reeducação alimentar traz como benefício o conhecimento para levar para a vida, hábitos alimentares mais saudáveis que, com certeza, irão contribuir na prevenção de doenças crônicas como hipertensão e diabetes”, afirma a nutricionista Ana Raquel Bucar.

Como começar

Cada pessoa possui suas necessidades individuais, por isso, o mais indicado antes de iniciar uma reeducação alimentar é procurar um nutricionista ou um nutrólogo para criar um programa alimentar. É ele o especialista que definirá o que precisa ser alterado na alimentação e a meta na perda de peso – caso seja necessário. A partir daí, algumas medidas ajudam a pôr em prática a nova forma de se nutrir:

Exercícios físicos: a atividade física ajuda a queimar calorias e libera no organismo substâncias que provocam prazer e favorecem o funcionamento de todo o organismo. “A primeira dica e a que considero mais importante é ter regularidade. Seja qual for a atividade que a pessoa escolher, seja qual for a intensidade que ela for feita, se não tiver regularidade, não trará os benefícios esperados. Tentar fazer entre quatro e cinco vezes na semana já é excelente”, aponta o professor de educação física Marcio Atalla.

Refeições equilibradas: O ideal é fracionar as refeições durante todo o dia, não ficando longos períodos sem comer, o que prejudica a absorção de nutrientes. Por isso, alimente-se de três em três horas.

Confira os alimentos: ler o rótulo e se familiarizar com os ingredientes faz com que você tome conhecimento do que está comendo.

Evite o sal: o tempero é rico em sódio, que em excesso faz muito mal à saúde. A Organização Mundial de Saúde (OMS) indica menos de 5g de sal por dia – o equivalente a menos de 1 colher (chá) rasa.

Opte pela versão integral: as versões refinadas dos alimentos, como farinha e arroz, perdem muitos nutrientes, inclusive fibras que ajudam a afastar a fome.

Pratos coloridos: quanto mais cor estiver no prato, mais nutritivo ele é.

Concentre-se na refeição: fazer outras atividades que dispersam a atenção, como assistir televisão, faz com que você coma mais do que gostaria, pois o organismo demora para perceber que está satisfeito.

Autocontrole: é inevitável que algumas vezes bata aquela vontade de comer algo pobre em nutrientes e rico em calorias. Se a tentação for grande, deixe para comer aquele doce ou pizza no “dia do lixo”.

Sempre em ação

Uma vez adepto da reeducação alimentar, o organismo se adapta a uma rotina regrada e a refeições saudáveis. Assim, passa a funcionar melhor e fica mais fácil manter o peso. No entanto, um dos vilões que qualquer pessoa está sujeita é a ansiedade, que pode desencadear uma alimentação descontrolada. “Para controlar a ansiedade, o ideal é evitar chegar em casa com fome, evitar ter alimentos que despertem a vontade de comer em demasia (como sorvetes, chocolates, amendoim…), consumir produtos integrais que darão maior saciedade, priorizar o chocolate 70% cacau, usar iogurte light ou mesmo leite desnatado com cacau”, lista a nutricionista.

Os exercícios físicos, além de contribuírem para manter a silhueta enxuta, também ajudam a manter o sentimento longe. Com o passar do tempo, é fundamental traçar novos objetivos, para que as atividades não fiquem monótonas e o porte físico se mantenha. “É importante variar intensidade, tipo de treino, duração de treino, etc. Um exemplo seria trocar um corrida longa, de 10km, feita em ritmo moderado, por um curta de 6km em ritmo intenso”, destaca Atalla.

Dia off

Alguns nutricionistas que defendem a reeducação alimentar usam a tática do “dia do lixo”. Basicamente, é um dia da semana no qual a pessoa que está passando pela reeducação alimentar escolhe para poder comer o que tem muita vontade, mas que não é liberado para comer livremente, como uma torta, um doce, etc. “O ‘dia do lixo’ ou ‘dia livre’ serve como uma recompensa pelo esforço realizado ao longo dos demais dias. Entretanto, é importante sair do planejamento e voltar”, explica Ana Raquel.

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Texto: Redação Alto Astral