Você sabe como atuam os antibióticos no organismo? Confira!

É difícil encontrar quem nunca tenha tomado ou que não conheça alguém que fez ou faz uso de antibióticos. Contudo, o número de ...

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Grande parte da população, apesar de ter contato com os antibiíoticos no cotidiano, não conhece a origem e a forma como atuam esses medicamentos. FOTO: Reprodução

É difícil encontrar quem nunca tenha tomado ou que não conheça alguém que fez ou faz uso de antibióticos. Contudo, o número de pessoas cai um pouco quando se trata de explicar de que forma esses medicamentos atuam dentro do corpo humano.

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Grande parte da população, apesar de ter contato com os antibiíoticos no cotidiano, não conhece a origem e a forma como atuam esses medicamentos. FOTO: Reprodução

De origem artificial

De acordo com o infectologista Plínio Trabasso, em geral, os antibióticos atuam contra um amplo conjunto de bactérias, mesmo que direcionados apenas para um gênero bacteriano. “Atualmente, a maioria dos fármacos antimicrobianos são sintéticos, ou seja, são moléculas construídas por meio de engenharia química fina. Ainda existem antibióticos originados de fungos (afinal, os fungos precisam produzir antibióticos para sobreviverem na natureza: trata-se de um mecanismo natural de sobrevivência deles), mas os fármacos novos não têm mais esta origem”, explica.

Por dentro e por fora da bactéria

Segundo o infectologista, a maioria dos medicamentos atua dificultando a complementação da estrutura da bactéria (parede celular), impedindo a síntese de suas proteínas ou obstruindo a duplicação do DNA bacteriano. “Os fármacos que atuam impedindo a síntese proteica e aqueles que agem inibindo a duplicação do DNA precisam entrar na célula bacteriana. Os fármacos que agem impedindo a formação da parede celular da bactéria agem neste local, sem necessitar de penetração na célula bacteriana propriamente dita”, esclarece.

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Os antibióticos podem atuar tanto dentro quanto fora da bactéria, impedindo a síntese proteica ou inibindo a duplicação do DNA da mesma. FOTO: Reprodução/Pixabay

 

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Texto: Érica Aguiar Edição: João Paulo Fernandes Consultoria: Plínio Trabasso, infectologista