Ansiedade: tratamento à base de remédios ou terapia; qual o melhor?

O transtorno de ansiedade necessita de tratamento, seja por meio das terapias ou de medicamentos. Veja como cada um atua no combate às crises ansiosas.

Ansiedade: tratamento à base de remédios ou terapia, qual é o melhor?
FOTO: iStock.com/Getty Images

Após o diagnóstico do quadro de ansiedade por um especialista, a próxima etapa é a prescrição dos tratamentos para combater as crises, seja por meio das terapias ou de medicamentos. Mas isso dependerá de cada caso. Ou seja, se o quadro já estiver em um grau avançado, o psiquiatra recomendará a utilização de determinados remédios para que as crises de ansiedade sejam controladas, proporcionando uma melhor qualidade de vida ao paciente.

Ansiedade: tratamento à base de remédios ou terapia, qual é o melhor?

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Quando recorrer?

Para que o médico indique o tratamento medicamentoso, o quadro deve estar em um nível intenso, influenciando e prejudicando atividades do dia a dia da pessoa.

O psiquiatra Sander Fridman explica que quando os sintomas são graves é necessário recorrer aos remédios junto às sessões psicoterápicas: “no sentido até de permitir que a psicoterapia possa acontecer e até restabelecer mais prontamente a capacidade da pessoa em lidar consigo mesma, com sua vida, seus compromissos e necessidades psicossociais objetivas”, completa o especialista.

Alternativa

Para quem precisa do tratamento contra a ansiedade, mas tem receio do uso de remédios, existem outras saídas. Além das terapias, o psiquiatra Adiel Rios sugere que o mais importante é promover uma mudança em hábitos do dia a dia, como se livrar do sedentarismo, uma das causas comprovadas desse distúrbio. O psiquiatra ainda alerta que “o uso de drogas lícitas, como álcool e o cigarro, podem proporcionar um alívio momentâneo, mas depois, você tem um rebote e essa ansiedade acaba piorando”.

 

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Texto: Giovane Rocha/Colaborador – Entrevistas: Natália Negretti – Edição: Augusto Biason/Colaborador

Consultorias: Adiel Rios, médico psiquiatra do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), em São Paulo (SP); Edson Hirata, psiquiatra do Hospital Santa Cruz, em São Paulo (SP); Sander Fridman, psiquiatra do Hospital Adventista Silvestre, no Rio de Janeiro (RJ).