Amor-próprio: o primeiro passo para uma vida plena e feliz!

Sem mágoas ou egoísmos, o amor próprio é fundamental no processo para superar fraquezas antigas, crises recentes e até mesmo a ansiedade!

mulher caminhando sobre a praia, sorrindo, de roupa branca, com um pôr-do-sol de fundo
(Foto: iStock / Getty Images)

Em algum momento da vida, você já deve ter ouvido falar que é impossível amar alguém sem se amar primeiro, conhecer e gostar de quem você é, muito menos sem saber quais são seus defeitos e qualidades. Isso porque é esse conhecimento que fará com que você seja flexível ao se envolver com outras pessoas e também é o que dará um norte sobre de que forma um relacionamento se encaixa em seus planos.

“Desenvolver o amor próprio é importante porque daí é que surgirá o sentimento de que merecemos ser felizes, e nos liberaremos para criarmos experiências agradáveis, saúde, prosperidade, relacionamento afetivo satisfatório e, portanto, uma vida plena. Tudo isso nasce no amor próprio, assim como a ausência dele trará o contrário de tudo isso”, explica João Gonçalves, terapeuta de autoconhecimento.

Como nasce o amor próprio?

“O amor próprio se desenvolve primeiramente no útero da mãe, influenciado pelas emoções que ela vive durante a gestação. O bebê vive as emoções da mãe como sendo suas e não tem a percepção de que esses sentimentos são da sua mãe, até porque nessa fase, ele nem sabe que a mãe é um ser e ele outro. Ele simplesmente vive e sente as emoções da mãe como suas. Então, é fundamental as grávidas terem o maior cuidado e sensibilidade em buscar se manter em paz, cultivando bons sentimentos, pois será a base do seu bebê”, elucida o profissional.

Por estarem conectados via cordão umbilical, as mães liberam hormônios que serão transmitidos aos pequenos. Assim, ansiedade, nervosismo e mesmo a depressão tem impacto no feto. Após o quarto mês de gestação, o bebê já reage a sons e ao toque, criando inclusive um vínculo com a mãe. Tais experiências ajudam a modelar sua personalidade, mas essa só se define após o nascimento e a interação com outros lugares e pessoas. “Depois que nasce, esse processo continua, já tendo como base as experiências no útero da mãe, e se ele já nascer com um sentimento de rejeição, que pode ser originado no fato de sua mãe ter se sentido rejeitada durante a gravidez, ele terá a tendência a criar situações onde se sentirá mais rejeitado durante sua vida”, exemplifica João.

No entanto, o amor próprio é uma construção e pode ser desenvolvido a partir do autoconhecimento, onde descobrimos nossas boas atitudes e intenções. “Quando fazemos algo que gera sofrimento é porque não temos as informações necessárias para fazer de forma a trazer paz e harmonia, pois somos essencialmente amorosos”, destaca o especialista.

Mesmo assim, podemos construir o amor-próprio por meio de recursos onde temos mais consciência de quem realmente somos. Dessa forma, programas de coaching ou sessões de terapia podem ajudar a ter um reconhecimento melhor sobre o propósito de suas ações e a origem de suas emoções. Afinal, é assim que você descobre por que deve se amar e cria uma blindagem.

Ao trabalhar o autoconhecimento, você amadurece e cria uma maior consciência sobre suas limitações e o que, de fato, deve ser o amor. Amar-se atenua as inseguranças, ameniza a solidão e torna qualquer ofensa fácil de ser superada, criando uma espécie de escudo em relação ao que os outros irão falar ou pensar sobre nossas atitudes. E isso não é sobre entender as críticas e levá-las como aprendizado, mas em relação às ofensas que têm como intuito apenas magoar você

Autoestima para lidar com a vida

De acordo com o terapeuta João, a baixa autoestima interfere em todos os relacionamentos, pois está ligada a um sentimento de ser menos, não ter valor e, portanto, não ser reconhecido e aceito. “Sendo assim, a tendência dessa pessoa é que tenha relacionamentos em que tudo isso aflora, pois o externo é a representação do nosso subconsciente, em que temos nossas crenças, (o famoso espelho). E a baixa autoestima é uma programação subconsciente de que não mereço ser amado, e isso por si já irá gerar experiências em que não me sentirei amado. As crenças são auto realizadoras”, sugere.

Durante nossa vida, aprendemos a ter amor próprio de menos e acabamos associando esse sentimento ao egoísmo, o que é um grande equívoco. “O amor nunca é prepotente, nunca quer levar vantagem em relação ao outro. O amor próprio é a origem da felicidade de quem o tem, e os que estão no entorno dessa pessoa sentirão os benefícios que emanam naturalmente dela”, conclui.

Texto: Nathália Piccoli / Colaboradora

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