Aborto involuntário: confira alguns cuidados que você precisa ter

O aborto involuntário se dá de forma natural, antes de a mulher completar vinte e duas semanas. Ocorre, principalmente por alterações genéticas. Confira!

mulher com dor
Foto Istock.com/Getty images

A interrupção da gravidez – também conhecida como aborto involuntário ou “falso parto” – se dá de forma natural, antes de a mulher completar vinte e duas semanas. Geralmente, ocorre no primeiro trimestre da gravidez, principalmente por alterações genéticas que levam à má formação do bebê. “Também pode ser relacionado ao uso de drogas, alcoolismo, doenças descompensadas como diabetes, alterações na tireoide, tabagismo e até mesmo uso de alguns medicamentos. Outra causa é o fato do colo do útero da mulher ser fraco e, conforme a gravidez vai evoluindo, ele não consegue segurar o bebê”, explica a ginecologista Erica Mantelli.

 

mulher com dor

Foto Istock.com/Getty images

Quais os riscos?

O principal risco para a mulher após um aborto é sofrer uma hemorragia severa, o que pode causar um quadro de anemia. Outra consequência também são as infecções decorrentes do sangramento ou do procedimento de curetagem (realizado quando o feto não foi totalmente expelido). “Toda mulher gestante que apresentar qualquer sangramento deve entrar em contato imediato com seu médico e se dirigir ao pronto-socorro obstétrico mais perto”, afirma Erica.

Cuidados necessários

De acordo com a ginecologista Alessandra Evangelista, é preciso manter um acompanhamento adequado com o médico obstetra, realizar todas as consultas do pré-natal e os exames indicados, pois eles servem tanto para avaliar a saúde da mãe quanto a do bebê. Além disso, a mulher grávida deve suplementar sua alimentação com o uso do ácido fólico por pelo menos três meses antes da gravidez a fim de garantir a boa formação do feto.

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Superando o trauma

Com o aborto espontâneo, as mulheres ficam abaladas e podem desenvolver problemas psicológicos e emocionais. Por isso, é importante que elas busquem ajuda profissional para amenizar as consequências. E para aquelas que desejam engravidar novamente, o indicado é procurar um ginecologista para identificar as causas do aborto e evitar que elas voltem a acontecer.

Consultoria Alessandra Evangelista, ginecologista; Erica Mantelli, ginecologista