5 hábitos que podem causar dívidas

Certos hábitos podem ser as causas das dívidas no final do mês

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Foto: Vinicius Tupinamba / Shutterstock.com

IPTU, IPVA, matrícula da escola das crianças e o material escolar: quando você menos espera, se vê obrigado a entrar no cheque especial. Sem falar nos imprevistos, que insistem em acontecer quando você não está preparado financeiramente para arcar com eles. Alguns hábitos devem ser evitados para que tais acontecimentos não comprometa suas finanças. Confira:

Falta de planejamento

Segundo Pedro Leão Bispo, professor na Fundação Getulio Vargas (FGV), antes de gastar, é preciso avaliar se terá dinheiro o suficiente para pagar. Parece algo óbvio, mas é necessário fazer um estudo, separando os gastos fundamentais, como aluguel, alimentação e educação, dos gastos necessários, como prestação do carro, combustível e lazer, e dos investimentos, considerados gastos de longo prazo. Com o que sobrar, faça uma reserva para os imprevistos. Dessa forma, você cria os hábitos de ter consciência do quanto ganha e do valor que tem disponível para gastar, evitando o aparecimento das dívidas.

Não reservar para a aposentadoria

É um erro acreditar que somente o benefício da Previdência Social será o suficiente para manter uma condição financeira estável na terceira idade. Reservar uma quantia fixa do seu salário todos os meses e investi-la é a melhor saída para a situação. E, quanto antes começar, melhor: os juros farão com que suas reservas sejam expressivas em um futuro próximo.

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Foto: Vinicius Tupinamba / Shutterstock.com

Não poupar ou investir

Não ter dinheiro guardado ou investido é um risco, já que imprevistos podem acontecer e gerar mais dívidas. Esse hábito é importante não só para as suas finanças, mas também para a educação financeira de seus filhos. Ter metas é uma ótima oportunidade de mostrar para as crianças que, na vida, certas coisas precisam de preparação e trabalho, e que não é fácil ganhar dinheiro. Elas podem ser incluídas em atividades, como colocar moedas no cofre da família.

Espelhar-se em outras pessoas

De acordo com o consultor empresarial Marcelo Souza, inspirar-se em alguém que está melhor financeiramente que você pode ser bom e ruim. “Você pode pegar o lado bom da pessoa, aquela que batalha para ter uma vida melhor, que conquistou objetivos e que é mais centrada nos negócios. O problema está em se espelhar e tentar viver uma vida que a renda não suporta”, explica.
O mais comum é que o lado negativo seja repetido. Além disso, a ideia de que se o outro tem um determinado objetivo, você também precisa ter, é frequente, principalmente em crianças. Porém, é preciso evitar esse comportamento. Seus hábitos de consumo devem ser baseados nas necessidades e possibilidades financeiras de sua família.

Ser avalista em um empréstimo

Ao se tornar avalista de um empréstimo, também conhecido como fiador, automaticamente você se torna responsável por uma dívida. Isso porque, se o pagamento não for realizado ou atrasar, você é quem deverá efetuá-lo e, dependendo do tipo de acordo que assinar, pode ter seu patrimônio pessoal confiscado. Então, o ideal é não assumir esse tipo de compromisso, mesmo se for para alguém próximo, como familiar ou amigo, afinal, nunca se sabe o que pode acontecer.

 

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Consultoria: Marcelo Souza, graduado em administração pela Faculdade Alves Faria (ALFA), consultor empresarial e sócio proprietário das empresas EED e Planoo; Pedro Leão Bispo, professor dos MBAs da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Texto: Karina Alonso/Colaboradora – Edição: Natália Negretti