Tudo sobre silicone

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A preocupação com o tamanho dos seios começa cedo na vida das mulheres. Desde o início da adolescência, o desenvolvimento das glândulas mamárias é aguardado com grande expectativa como uma das principais mudanças no corpo da menina que se torna mulher.

Mas, nem sempre essas expectativas são alcançadas. Quando se trata de um tamanho menor do que o esperado, o implante de próteses mamárias se torna uma alternativa. Porém, a decisão de fazer uma cirurgia deve levar em conta uma série de fatores.

silicone

Foto: Thinkstock/Getty Images

Onde fazer

Escolher um local e um médico de confiança é fundamental, afinal, é ele que vai verificar qual o tipo de prótese, formas de implante, os exames necessários para o procedimento, acompanhar a recuperação e tirar todas as suas dúvidas. Para isso, a cirurgiã plástica Dra. Suzy Vieira dá a dica: “procure um médico que seja especialista e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica”.

Tipos de silicone

Depois de encontrar o local e o médico adequado, é preciso pensar na prótese ideal para seu desejo ou necessidade. As próteses de silicone mais comuns são as lisas ou texturizadas e possuem diversos modelos “como, por exemplo, redondas e anatômicas – mais conhecidas como ‘gota’” explica Suzy. Além delas, existe a prótese de poliuretano que são chamadas dessa forma por serem recobertas por esse material. Afora os tipos e modelos, é preciso escolher a projeção desejada, ou seja, qual o formato que a prótese dará ao seio (alto, baixo, extra-alto, entre outros). Todas elas são testadas antes da comercialização e recebem, inclusive, o selo do Inmetro quando são aprovadas.

O tamanho

A cirurgiã explica que, geralmente, a paciente já chega ao consultório com uma ideia do que quer e essa escolha é respeitada desde que se sujeitem a dois fatores:

  • A necessidade do paciente: “dependendo da sobra ou escassez de pele existente temos que indicar próteses maiores ou menores para tentar preenchê-las da maneira mais adequada possível”, explica a especialista.
  • O biotipo do paciente: a médica afirma que existem “proporções consideradas ideais” para cada tipo de corpo que são determinadas de acordo com “a estatura da paciente, largura do tórax, distância entre as mamas, posição das auréolas, entre outros”.

A cirurgia

A cirurgia explica que três métodos principais são usados para fazer o implante: por meio do sulco mamário – “aquela dobra natural que existe abaixo da mama” esclarece -, pela axila ou pela auréola do seio. “A escolha de uma destas vias depende de uma série de fatores, inclusive a preferência da paciente, que são discutidos por ocasião da consulta médica”, explica Suzy.

No seio, a prótese pode ficar em diferentes locais: atrás da glândula mamária (sub-glandular) ou atrás do músculo peitoral (sub-muscular), o que também é discutido pelo médico dependendo de cada paciente.
Quanto aos riscos, a doutora explica que são os mesmos de qualquer cirurgia, mas que esta é considerada de baixo risco “podendo ser realizada sob anestesia local sendo possível, na grande maioria das vezes, a alta no mesmo dia”.

A recuperação

Para Suzy Vieira, a recuperação é relativamente simples: há limitação dos movimentos nos membros superiores bem como restrições à prática de exercícios físicos entre duas e três semanas após o procedimento. É necessária a utilização de um sutiã especial e, dependendo do caso, o uso de um dreno de succção na região operada por dois ou três dias.

Caminhadas ou exercícios leves podem ser retomados depois de três ou quatro semanas enquanto a musculação na região superior do corpo não é recomendada por até três meses depois da cirurgia. Todos os prazos porém devem ser discutidos entre a paciente e o médico.

Ainda assim, ela indica consultas frequentes ao médico depois do procedimento: “sempre peço para retornar ao consultório com 3, 7 e 21 dias da cirurgias e depois mensalmente até os 3 meses. Solicito mais um retorno aos 6 meses e depois anualmente para acompanhamento e realização dos exames de imagem.”

Manutenção

A cirurgia plástica deixa claro que as próteses não tem “perda de validade”, mas que depois de 10 ou 15 anos, “haverá uma deformidade nas próteses, chamada contratura, a qual é esperada e que levará à necessidade de troca do implante”. Antes disso, ela afirma que a paciente leva uma vida normal como se não tivesse passado pelo procedimento desde que faça os exames mamários recomendados. Quanto à amamentação, “é perfeitamente normal”, reforça.

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