LUTO: morre, aos 72 anos, a atriz Marília Pêra

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É com imenso pesar que Guia da TV informa o falecimento da atriz, cantora e diretora Marília Pêra, aos 72 anos, no Rio de Janeiro. Marília estava tratando um desgaste ósseo na lombar e estava afastada do trabalho há um ano. Neste sábado, 5 de dezembro, às 6h da manhã, uma das últimas divas do teatro brasileiro não resistiu e veio a falecer.

Marília Pêra morre aos 72 anos no Rio de Janeiro

Foto: Divulgação/TV Globo

 Marília estava recebendo o apoio constante da família durante o tratamento: do marido, Bruno Faria, de sua irmã e de suas filhas Nina e Graça, frutos do casamento com o jornalista Nelson Motta. 

Marília é dona de uma das carreiras mais exemplares das artes cênicas do Brasil. Filha de pais atores, Marília já nasceu com um pé no teatro.Estreou na TV aos 22 anos como protagonista. Trabalhou em mais de 50 peças, cerca de 40 novelas e quase 30 filmes, incluindo clássicos como Pixote Central do Brasil. Um dos últimos trabalhos de Marília Pêra na tevê foi na série Pé na Cova, onde atuou ao lado de Miguel Falabella, amigo de longa data.

Guia da TV separou algumas das reflexões de Marília Pêra, coletadas ao longo de anos de entrevistas e depoimentos para a revista. São palavras de sabedoria e inspiração! 

SOBRE TRAIÇÃO

“Eu sou contra traição em todos os níveis. Sou de um tempo, muito jovem, em que, no teatro, a gente fazia uma feridinha no dedo, misturava o sangue e jurava amor eterno, amizade mesmo. A gente se matava por causa de um amigo. As coisas mudaram, mas até hoje, quando percebo uma traição, fico muito ferida. Sei que hoje é mais comum. E não só a de marido e mulher, de casal propriamente dita, mas de amizade, de parentes, entre irmãos até. Qualquer tipo de traição, ainda mais por causa de dinheiro, me choca.

Marília Pêra morre aos 72 anos no Rio de Janeiro - Frases de Marília Pera

Foto: Divulgação/TV Globo

COMO LIDA COM A PASSAGEM DO TEMPO

“Eu estou descobrindo um espaço, um lugar onde dá para ser velha. Na verdade, agora, no Brasil, começa a existir um espaço para você ser mais velha numa boa. Para você ser respeitada. Qualquer coisa, eu sou idosa! Tenho meus direitos! Você tem muitos direitos agora e isso é uma coisa boa que está acontecendo no país. Já há leis que protegem as pessoas mais idosas, elas têm como reivindicar seu espaço. Eu aprendo a desfrutar cada segundo desse privilégio que é estar viva.” 

SOBRE SER ATRIZ

“Eu acho que é preciso tentar ter prazer nas coisas. Eu adoro minha profissão, eu acho que ela é muito puxada, braçal, usa memória, voz… Mas cada vez que eu entro em cena, eu vejo o teatro cheio, cada vez que eu tenho a oportunidade de fazer um grande texto, então, eu penso: Graças a Deus que eu to aqui, Deus me deu a possibilidade de ter numa profissão tão bonita!” 

SOBRE A VERDADEIRA BELEZA

“Nunca me achei bela. Sempre me achei talentosa, cumpro bem minha profissão, mas nunca me achei bela. Mas faço isso que todas as mulheres fazem sempre: preservar a saúde, viver o presente e não ficar com a cabeça lá na frente ou lá atrás, não se lamentar, não se magoar, não ficar ressentida, perdoar, amar, respeitar o outro.” 

(Entrevistas: Marvio Gonçalves/Colaborador, Eliane Calixto/Colaboradora, Fátima Telles/Colaboradora)

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