Reynaldo Gianecchini diz nunca ter sido chamado para o “book azul”

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Reynaldo Gianecchini é o ex-modelo, atraente e bem vestido Anthony em Verdades Secretas. Seu personagem vem de uma família tradicional que perdeu todo o dinheiro, mas para viver com conforto, ele se relaciona sem amor com Fanny, que é apaixonada por ele e o sustenta.

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Foto: Lucas Anselmi/Colaborador

Foto: Lucas Anselmi/Colaborador

Guia Astral conversou com o ator sobre o personagem e o mundo obscuro da moda que é retratado na novela. O ator nos contou que para os homens existe um “book azul” (o das meninas seria o rosa), mas que ele nunca fez parte quando era modelo. Confira a entrevista completa e saiba mais detalhes:

Essas coisas como book rosa, prostituição, propostas, etc. já chegaram perto de você?
“Não! Eu nunca fui abordado, mesmo. Nem assediado por nada. Eu era um modelo atípico, não ia muito às festas, não me sentia à vontade, não era de embarcar nesse falso glamour que existe. E isso aconteceu numa época da minha vida que eu meditava demais, eu era bem fora desse mundo. E nunca dei a possibilidade de alguém chegar com esse tipo de proposta.”

Mas você chegou a ver isso acontecer com algumas meninas?
“Não e eu nem sabia da existência. Hoje em dia, analisando, existem níveis e níveis de você se vender. Então, por exemplo, eu sabia que tinham meninas que não se prostituiam, mas quando você aceita pegar um jatinho do empresário para ir numa festa em Angra, não é que você esteja se vendendo, mas tem um preço a se pagar por tal favor. Um determinado presente tem um preço na vida. Por mais que não se prostitua, o presente tem se pagar de outro jeito.”

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Como é a sua relação com a moda? Você é consumista?
“Eu sou zero consumista. Passo bem longe. Acho que eu sou a única pessoa que vai para Nova Iorque e não compro uma caneta (risos). Não sou pão duro, pelo contrário. Sou mão aberta e não compro para mim. Mas isso vem desde lá de trás, quando eu era criança. A minha mãe tinha que levar a roupa em casa para eu ver. Eu falava: ‘Deixa aí…’ Mas eu nem provava a roupa (risos). Se dependesse de mim, eu não ira à loja.”

Mas por ser o Gianecchini até uma camiseta rasgada fica bem e ninguém critica…
“Acho que é mais fácil porque eu ganho muita roupa. Seu eu não ganhasse, talvez teria de me esforçar mais para ir às lojas. Mas duvido que eu iria comprar muito, é algo que não está dentro de mim.”

Foto: André Muzell/Colaborador

Foto: André Muzell/Colaborador

Você ganha muitos presentes de fãs?
“Até ganho sim, mas é mais coisas de marcas, das lojas.”

Você mudou o cabelo e está com um corte moderno. Curtiu o visual novo?
“Meu cabelo ficou cacheado só uma vez. O primeiro cabelo que nasceu depois da quimioterapia foi cacheado e depois voltou ao liso. Esse corte na verdade tem muita gente usando, está na moda. E como o meu personagem está em fim de carreira, então a gente deixou o branco na lateral mais evidente, para dar esse ar decadente a ele.”

Fora do ar, você usaria o cabelo grisalho?
“Meu cabelo é grisalho, no dia a dia eu usaria super, sem problema algum.”

Onde está a sua vaidade?
“Eu me cuido. E esses cuidados estão associados em cuidar de mim, o fazer bem pra mim, de não me desleixar. Não se cuidar, acho que é não honrar o que a vida te dá.”

A novela vai mostrar a prostituição feminina. Mas ela existe também com os homens também, não? Você já viu isso acontecer?
“Isso tem também com os homens, é o book azul. Mas eu nunca recebi proposta alguma. No meu caso é a questão da postura que eu adotei.”

Foto: Lucas Anselmi/Colaborador

Foto: Lucas Anselmi/Colaborador

Na novela você vai ter cenas quentes, de nudez. Fica à vontade para gravar essas cenas?
“Não tenho nenhum grilo, nenhum problema em fazer essas cenas. Fico seguro porque ali tem o bom gosto do diretor, tem o olho aberto com a censura, mas não posso dar maiores detalhes porque ainda não gravei as minhas cenas de sexo.”

Seu personagem ‘Anthony’ se envolve com ‘Fanny’ (Marieta Severo) numa relação quase comercial. Se envolver com mulheres mais velhas (você foi casado com a Marília Gabriela) ainda causa insinuações. Isso te incomoda ou não?
“Com a Marília eu nunca me incomodei. Eu sempre me apego na verdade, vivo a verdade porque acredito nela. E estou cagando para o que as pessoas estão falando, pelas mentiras que saem falando por aí.”

Foto: Lucas Anselmi/Colaborador

Foto: Lucas Anselmi/Colaborador

Como é essa relação entre ‘Anthony’ e ‘Fanny’?
“Ele não cobra para estar lá, ao lado dela. É algo estabelecido, a relação deles se mantém assim. É aquela coisa: não estou pagando para você estar ao meu lado, mas na verdade está! É conveniente para ambos. É cada um com os seus interesses. E acredito até que eles se amam.”

Como assim?
“Eles sabem como a vida é dura Eu acho que se amam sim, porém, não é o amor que eu queira para mim, mas na visão deles é. É forma deles de se amarem.”

Nos tempos de hoje quase aconteceu uma censura com a novela ‘Babilônia’. Como você vê esse momento do cenário nacional?
“Eu acho bem delicado porque me parece um pouco um retrocesso. Eu fico preocupado. A gente estava falando, eu e a Marieta (Severo), ela é de uma geração que brigou pela liberdade sexual. E me parece que a gente está perdendo tudo aquilo que aquela geração conquistou a duras penas. Eu acho bem chato e hipócrita essa coisa da censura com a novela. Claro que o cuidado com a TV, que é um veiculo de massa, tem que ter, até para não ser explorada com apelação. Porém, não poder falar de temas, não poder mostrar uma realidade, eu acho meio besta. E não acho que isso vai mudar. E não mostrar que existe homossexualismo (sic), não vai fazer as pessoas serem mais homossexuais ou não.”

Entrevista: Márcio Mello/Colaborador

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