Regina Casé fala de sua paixão por pessoas

Avalie

Regina Casé, 55 anos de idade, mais de 25 de uma carreira de fazer inveja a muita carinha bonita que está na telinha. Carismática, sua identificação com o povão é uma de suas marcas registradas. Em junho de 2009, arrancou gargalhadas do telespectador no quadro Vem com Tudo no Fantástico.

Em entrevista à GUIA DA TV, a atriz e apresentadora fala de seu prazer em atuar, em estar com as pessoas “na rua” e de seu maior sonho: contracenar com pessoas comuns.

Como foi a decisão de você fazer as personagens [da série Vem com Tudo]? Você sempre fez há anos como no TV Pirata e agora resolveu voltar?
Tem várias coisas envolvidas aí. É a mesma coisa quando me perguntam porque não faço novelas. É porque eu gosto da rua. Gosto de viajar, ficar na rua, ou no mato. Não sou de estúdio. Muitas vezes, me chamaram pra fazer um papel em novela que achava ótimo, mas eu já pensava num monte de atrizes que podiam fazer aquele personagem. Me considero um pouco atriz, um pouco apresentadora, um pouco humorista.

Você conversa muito com as pessoas?
Muito, quase uma louca! (risos) E estou piorando, porque estou quase igual aquela velha louca de supermercado que conversa com todo mundo. Eu não consigo ir num restaurante e ficar conversando só com quem está comigo. Além de ficar prestando atenção em todas as mesas, eu saio de lá sabendo de toda a vida do garçom, do mâitre e das mesas do lado. Às vezes, fico adivinhando o que o pessoal da mesa do lado faz.

O que acha dos artistas que não gostam de conversar com ninguém e se fecham?
Acho horrível e não vou citar nomes nem que vocês me torturem. Mas, outro dia, peguei um avião pra São Paulo, tinha um artista novinho que sentou do meu lado, com óculos escuros, i-pod… Foi daqui até lá assim. Podia ter conversado comigo (risos) e ele nem viu. Já sai pouco, fica trancado no estúdio, então, quando sai na rua, tem que estar ligado em tudo o que está acontecendo. Senão, a vida dele e a atuação dele vão empobrecer muito. Tem que abrir o olho!

Você tem um grande sonho?
Tenho e acho que, aí sim, daria um programa muito legal. Eu sempre tive vontade de contracenar com pessoas comuns. É um sonho que acalento. Improvisando mesmo, criando histórias. Você está propondo um jogo, no qual ela vai mostrar a rapidez dela. Não precisa combinar nada. Se combinar, acho que nem rola nada.

Tags:

Mais lidas