Paulo Rocha fala sobre sua segunda novela na Globo, “Guerra dos Sexos”

Avalie

Ele ficou conhecido como o português que encantou Griselda na novela “Fina Estampa”. Paulo Rocha fez tanto sucesso na pele de Guaracy, que já foi convidado para participar de sua segunda trama brasileira: “Guerra dos Sexos”.

A Guia Astral conversou com o ator, que falou sobre como foi bem recebido pelo povo brasileiro, e o quanto isso o ajudou na hora de começar a carreira por aqui. O português também afirma que está criando raízes no Brasil e que adora receber o carinho do público.

Confira!

 

paulo-rocha

Foto: Ricardo Leal/ Colaborador

 

Guia Astral: Você tem vontade de fazer um vilão aqui no Brasil? Você acha que um vilão tem mais repercussão?

Paulo: “Acho que se você fizer bem o seu trabalho, tanto faz ser um vilão ou um mocinho. Antes eu sempre dizia que queria fazer um vilão. Fiz um e fiquei muito feliz, mas é muito desgastante. Mas fazer um vilão é bem gostoso quando você tem a oportunidade de realizar na ficção coisas que você não pode fazer na vida. Se você tiver um pouquinho de loucura, um pouquinho de abismo, fazendo um vilão você se diverte muito.”

 

Guia Astral: Tem algum lugar que você gostaria de morar um dia?

Paulo: “Gostaria de morar em Londres. Adoro lá. Acho Londres a minha cara. Mas o Rio de Janeiro está chegando perto, sem puxar o saco. São coisas diferentes que atraem. Lá é o cheiro de velho, no bom sentido: cheiro de peso, de densidade.”

 

Guia Astral: O assédio dos fãs é maior no Brasil ou no exterior?

Paulo: “Não gosto de pensar que seja assédio. Assédio é uma coisa desagradável, que incomoda. Eu acho que o carinho aqui é uma coisa muito mais evidente. Também não sei se é por causa de uma questão cultural. Acho que não existe nenhum outro país no mundo onde os artistas de novela, os atores sejam tão acarinhados. Na Inglaterra também, mas aqui é uma paixão bem calorosa. É legal, é um carinho muito bom.”

 

Guia Astral: Você faz algum ritual antes de começar a gravar?

Paulo: “Hoje em dia eu faço sempre os exercícios de voz, para articular melhor. É uma coisa de preparo. Mas não tenho um ritual.”

 

Guia Astral: E seu prato predileto?

Paulo: “Adoro bacalhau cozido com batatas. Também adoro ostras. Eu vim para o Brasil e fiquei viciadoem ostras. Eu e o Malvino Salvador: a gente se acaba nas ostras. É um horror.”

 

Guia Astral: Você está criando raízes aqui, não é?

Paulo: “É verdade. Não tem como não criar. Aqui é maravilhoso.”

 

Guia Astral: O que mudou nessa segunda experiência em uma novela brasileira?

Paulo: “Meu sotaque (risos). Está sendo muito bom porque é uma equipe completamente diferente com um grupo de atores diferentes. Isso é muito bom pra mim, porque me faz criar novas relações. Você sai da zona de conforto. E foi muito confortável fazer ‘Fina Estampa’. Fui muito acarinhado, muito bem recebido por todos. Eles ficaram meus amigos até hoje. Amigos de casa, de falar todo dia.”

 

Guia Astral: Com quem você tem esse relacionamento próximo?

Paulo: “Com a Lília Cabral, o Malvino Salvador, a Sophie Charlotte. Tem o Eri Johnson, que é um pouquinho mais difícil porque ele está viajando, fazendo o maior sucesso com a peça dele, graças a Deus. Tem um monte de gente. O Marcelo Serrado, que foi um amor quando eu cheguei. Ele é uma pessoa que eu adoro. Agora estou descobrindo novas amizades, novas pessoas, a Mariana Ximenez, o Reynaldo Gianecchini, o Tony Ramos. Está tudo maravilhoso.”

 

Guia Astral: Você acha que as pessoas podem estranhar a falta do seu sotaque?

Paulo: “Elas estranham sim. Elas já chegaram pra mim e disseram: ‘Ué, você não era português?’ (risos). As pessoas me parabenizam pelo trabalho desenvolvido. Ser reconhecido é muito bom. As pessoas são muitos positivas aqui, os colegas. É bom! Eu me sinto muito puxado para cima.”

 

Guia Astral: Você já falou bastante sobre ser “acarinhado”. Isso uma coisa que te faz bem?

Paulo: “É bom. É claro que é bom! Eu sempre fui construindo a minha vida, minha carreira aos poucos e nem sempre as coisas foram fáceis. Quando se chega aos 33 anos, como eu estava em Portugal, você começa a se estabilizar, a ter sua casa, seu carro, o seu espaço na cena portuguesa. De repente você deixa tudo isso e vai para um país que nunca tinha ido antes. Você está começando tudo de novo. E é importante sentir-se acarinhado. Torna tudo muito mais fácil. É como se estivesse fazendo o filme todo de novo. Não é que fique com menos força, mas há menos paciência para enfrentar tudo sozinho, então, se você tiver alguém do seu lado te acalentando, te acarinhando, torna tudo muito mais fácil e a viagem muito mais divertida.”

 

 

Entrevista: Beatriz Albuquerque

Texto: Soraia Alves

Mais lidas