Márcio Kieling vive uma mudança radical na telinha

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Márcio Kieling vive uma mudança radical na telinha 

Márcio Kieling mudou totalmente o visual para interpretar Ruben na minissérie da Record, A História de Ester. O ator levou um papo com a gente para falar sobre as dificuldades e prazeres do novo trabalho, que faz parte de um trama bíblica.

GTV: Como é trabalhar numa produção que mostra um contexto tão distante do nosso?
Márcio: “Todos os atores ficaram surpresos no começo, porque não tivemos muito tempo de preparação. Só um mês. Mas os atores fizeram laboratório, coisa que eu nunca tinha feito em novela. Teve um workshop e isso fez com que tivéssemos mais segurança na hora das gravações.”

GTV: Você fez alguma leitura paralela para entrar no contexto de 400 a.c?
Márcio: “Não, porque A História de Ester é bíblica, todo mundo conhece e isso já tinham nos passado. O que estávamos com cuidado é de fazer os gestos, as falas, os olhares, totalmente diferente dos dias de hoje.”

GTV: Existiu dificuldade?
Márcio: “Com certeza. E acredito que essa dificuldade é o prazer do trabalho. A gente tem um modo de falar diferente, de se portar na frente de homem, de mulher. Eu, que faço um judeu, não tenho contato nenhum com uma figura feminina. Eles não tocam na mulher. Tinha cenas que a gente fazia e não podia tocar. Era só na palavra mesmo. Em relação até aos eunucos, que dentro do palácio, eles têm uma postura. E pra ter uma unidade, fizemos uma pesquisa só para os eunucos para saber como todos os atores deveriam se comportar em cena diante do rei e de outras pessoas que trabalham no castelo. E foi bacana que nos juntamos de todos fazerem a mesma coisa pra não ficar o samba do crioulo doido.”

GTV: Fale mais da mudança do visual.
Márcio: “Na verdade, a atriz tem mais cuidados com o cabelo do que o homem. Todo dia que ia gravar, eu passava gilette. A emissora investiu nisso, eu vesti a camisa e se tinha que raspar a cabeça, vamos raspar. É um trabalho em que o ator tem que se despir do ego e da vaidade e nem sempre as pessoas estão dispostas a isso. Tem muitos atores que estão preocupados com a imagem, o que as pessoas vão pensar dele e eu não tenho esse problema.”

GTV: Mas com relação à carga de emoção? Dá pra comparar com Dois Filhos de Francisco?
Márcio: “Em Dois Filhos de Francisco, sem dúvida a carga de emoção foi muito grande e maior de todos os meus trabalhos.”

GTV: É imbatível?
Márcio: “Acredito que foi com relação à projeção que o filme teve. Foi bastante visto, bateu recorde de bilheteria. E hoje, graças a Deus, o cinema brasileiro está bem e cada filme bate o outro de bilheteria. Isso é muito bom. Fiquei feliz de Dois Filhos de Francisco ter batido cinco milhões de espectadores, mas a gente espera que outros batam e assim por diante. Quero que filmes batam 10, 20 milhões de espectadores, porque o cinema nacional merece. Ele tem esse poder e as produções brasileiras estão com nível de Hollywood.”

GTV: Você já está fazendo cinema de novo?
Márcio: “Estou na produção de um filme que é de jogador de futebol, que conta a história de dois jogadores de futebol. O nome do filme é Aspirantes. Um é mais esperto e outro menos. E é bacana, porque esse ano é ano de copa, né? E eu jogo futebol normalmente, joguei quando era criança. É um sonho fazer um filme que eu faça um jogador. Não fala de nenhum jogador famoso, mas de histórias de jogadores em início de carreira. E o enfoque vai mais em cima de dois jogadores. Um todo certinho e outro, tipo Ronaldinho Gaúcho. Mas não tem nada a ver com o Ronaldinho. Apenas é um boêmio que joga bola bem, então, não quer saber de treinar. Então, é bom que meu personagem vai mostrar o que não pode ser feito para seguir a carreira. Tem muitos jovens querendo ser jogadores hoje em dia e nem sempre eles têm um acompanhamento. E o filme mostra isso. Acho que até o meio do ano devo estar rodando esse filme. O nome do personagem é Tico.”

Texto: Larissa Faria
Entrevista: Eliana Martins / Colaboradora
Fotos: Philippe Lima/AgNews

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