Manuela do Monte afirma já ter gravado algumas músicas da trilha de Chiquititas

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Manuela do Monte é atriz, tem 28 anos e é natural de Santa Maria, no Rio Grande do Sul. Seu primeiro trabalho como atriz foi no filme Manhã Transfigurada, produzido em 2002 e lançado em 2008. Em 2003, estreou sua carreira no cenário das novelas brasileiras, atuando em A Casa das Sete Mulheres. De lá pra cá, Manuela pulou de uma produção para outra e, neste ano, fará parte do elenco da nova adaptação de Chiquititas, dando vida à Carol, diretora do orfanato Raio de Luz. Confira a entrevista completa com a atriz!

Manuela do Monte afirma já ter gravado algumas músicas da trilha de Chiquititas

Foto: Roberto Teixeira / AgNews

Guia Astral – Como se deu a chance de interpretar a Carol?

Manuela do Monte – Foi através de um teste. Não posso falar muito ainda, mas vale a pena esperar!

GA – A novela será bem musical. Como está sendo dançar, interpretar e cantar nesse projeto?

MM – A Carol entra aos poucos nessa parte musical da novela. Estou mais focada nas gravações de cena. As crianças começaram gravando os clipes e participei de dois, mas sem fazer as coreografias. Como se a tia Carol as tivesse assistindo.

GA – Você já cantava?

MM – Já tinha feito algumas aulas de canto, mas nada especial. Tive que treinar. Gravamos algumas músicas e estamos esperando o resultado.

GA – E na hora de dançar?

MM – Enquanto estudo a música, fico tensa. Mas, quando entro em estúdio, viro criança.

GA – Já tinha trabalhado com criança antes?

MM – No teatro, não. Mas, quando eu fiz “A Casa das Sete Mulheres”, a minha personagem tinha muito essa relação com as crianças. Me remete à ela. Embora Joana fosse uma menina nova, a Carol é uma mulher mais madura. Com quinze anos, eu já tinha uns cinco afilhados (risos).

GA – Você costuma passar o texto com o elenco mirim? Há uma troca?

MM – Essa coisa de dizer que as crianças desenvolvem um trabalho mais lento, eu discordo. Outro dia combinei uma cena com a Gabriela, que faz a Tati, e ela fez uma performance! Foi automático. A gente acha que as crianças não sabem de nada… Nós é que não sabemos!

GA – Qual foi seu processo ou pesquisa para compor esse trabalho?

MM – Fui ao Romão Duarte, no Flamengo, inclusive eles aceitam doações. Mas, não foi para fazer laboratório. Eu já ajudava, foi uma coincidência.

GA – Assistiu a vídeos da primeira versão?

MM – Pouco… Fui uma criança de brincar muito na rua, sabe? Eu morava num bairro, no interior do Rio Grande do Sul, ficava brincando com as amigas e não dava atenção à televisão.

GA – Qual cidade era?

MM – Santa Maria. A cidade que ficou famosa, infelizmente, pelo desastre da boate Kiss. A vida inteira me perguntavam, eu falava de onde eu era, e ninguém conhecia. Tenho família e amigos que perderam entes queridos. A cidade continua cabisbaixa, há muitas pessoas internadas ainda.

GA – Está preparada para o assédio das crianças, nas ruas, quando a novela começar? Tem noção do tamanho desse carinho?

MM – Precisa estar né… Quando protagonizei Malhação, que é bem adolescente, recebia muito esse carinho do público na rua. Quando falam de assédio, me lembro dessa época. Preciso me preocupar com o trabalho que tem de ser feito, sabe? É algo que farei com amor, envolvimento. Colocar minha alma nesse projeto.

GA – Por ter sido uma personagem tão marcante, você tem medo de alguma comparação com o trabalho desenvolvido pela Flávia Monteiro?

MM – Eu não tenho medo, não! Quando a comparação acontecer, aí eu vejo como vai ser. A Flávia fez um belíssimo trabalho. Vou fazer um trabalho diferente, da minha forma, anos depois. Haverá muitas mudanças na novela. O fato de se passar mais de uma década, já dá uma repaginada naturalmente. Que venham as provocações, comparações, críticas e elogios… Estamos expostos!

GA – Você teve que fazer alguma mudança no visual?

MM – Eu estava com um cabelo mais cumprido. Mudei um pouco o tom também. Mas foi bem sutil, tranquilo.

GA – Como foi essa transição da Globo para o SBT?

MM – Eu estou gostando, é um ambiente bem familiar. As pessoas são muito legais.

GA – As gravações são realizadas em São Paulo. Você se mudou para a cidade ou está na ponte aérea?

MM – Eu estava morando no Rio, mas agora estou em São Paulo. Ainda não deu tempo de conhecer muito a cidade. Já fui à Praça Pôr do Sol, postei uma fotinho no Instagram.

GA – Mesmo com a fama, você costuma ter tempo para sair e se divertir com os amigos?

MM – Jamais vou evitar sair com meus amigos e me divertir! Gosto de dançar, mas não sou muito de tomar cerveja, não.

 

Entrevista: Michelle Marreira

 

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