Jayme Matarazzo nega título de galã de Sete Vidas: “Acho que não me pertence”

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Seis irmãos biológicos frutos de inseminações artificiais de um doador desconhecido acabam se encontrando. Os laços familiares se tornam confusos e uma relação “proibida” acaba nascendo. Sete Vidas, nova novelas das seis de Lícia Manzo (A Vida da Gente), estreia hoje na Rede Globo com este tema.

Um destes irmãos é Pedro, personagem do escorpiano Jayme Matarazzo. O ator, que já participou das novelas Escrito nas Estrelas, Cordel Encantado, Cheias de Charme e Sangue Bom, traz talento nas veias. Ele é filho do diretor da novela, Jayme Monjardim, e neto da cantora Maysa.

Foto: Diego Mendes/Colaborador

Foto: Diego Mendes/Colaborador

Pedro tem um estilo descolado, com roupas que refletem sua personalidade mais tranquila e discreta. Neste ponto, Jayme se identifica com Pedro. Ele acredita estar bem longe do tipo “metrossexual”: “Não faço questão da roupa bonitinha, mas sim aquela que me cai bem, que me sinto livre”.

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Jayme compartilha o título de galã da novela ao lado do maduro Domingos Montagner e de Thiago Rodrigues, mas considera que este rótulo não lhe pertence: “Gostaria de ser visto como um ator dedicado”.

Ele conversou com a Guia Astral e contou um pouco mais sobre a novela, a relação com Isabelle Drummond e o que o motivou a ser ator. Confira:

Guia Astral: Como é seu personagem? O que podemos esperar?
Jayme Matarazzo: “O ‘Pedro’ é um cara muito legal, biólogo marinho, amante da natureza, protestante, ativista, começa a novela organizando uma manifestação em prol do meio ambiente. Filho de doador, fruto de uma inseminação artificial, e que vai junto com a ‘Júlia’ (Isabelle Drummond) buscar informações sobre seu passado.”

E ele tem uma relação de carinho com o personagem do Ângelo Antônio?
“O Ângelo é o grande pai da vida desse menino. O cara que, apesar de não ser pai de sangue, é quem criou o ‘Pedro’ a vida inteira. É uma das relações que eu mais amo dentro da trama. O Ângelo é um dos caras que eu mais admiro, é um amigo que eu consegui fazer dentro da novela. Realmente temos um carinho grande um pelo outro. E eu acho que é uma das relações mais bonitos da novela: ‘Pedro’ e ‘Vicente’.”

Foto: Ricardo Leal/Colaborador

Foto: Ricardo Leal/Colaborador

Você foram em clínicas de fertilização?
“A gente foi, participou de workshops, viu um pouco do procedimento, de como se guarda embriões, a parte do congelamento. Fizemos vários laboratórios e um deles foi essa visita.”

Você chegou a conhecer alguém que foi gerado a partir de um doador? Como foi o encontro?
“Conheci alguns. Foi legal trocar essa ideia. Mas foi incrível perceber que, nos casos que pude conviver, que as pessoas têm essa situação muito bem-resolvida. A coisa já encaminhou para coisas mais moderna, que ainda não é comum, mas é menos estranho, mais aceitável, menos traumático. Essas pessoas estão lidando muito bem. E as que estão tentando se encontrar, tem um facilitador que são as redes sociais, e isso muda tudo. E começamos a perceber novos tipos de família. Não é mais pai, mãe e filho. Começamos a perceber filho de duas mães, dois pais, que acabam encomendando, adotando… A gente começa a ter outros tipos de família acontecendo. O tipo de família tradicional está ralando para se manter como maioria.”

E quando o ‘Pedro’ descobrir a identidade do pai dele, como vai ser a relação com o pai adotivo?
“Aí você quer que eu conte metade da novela. (risos). Eu acho que o ‘Pedro’ é um cara muito justo, muito verdadeiro, e vai sempre zelar pela honestidade. É um cara muito direito, muito digno. E é isso o que o ‘Vicente’ tem com ele, de nunca ter escondido, de ter ajudado o ‘Pedro’ a ir atrás do passado. Acho que tudo que não for baseado na verdade, o ‘Pedro’ irá recuar.”

Como é sua relação com a Isabelle Drummond?
“É maravilhosa. Ela é a melhor atriz da geração dela, uma pessoa que tenho um carinho gigantesco, que eu amo trabalhar junto. A gente tem uma troca, uma torcida um pelo outro muito grande. E é muito bom ver seu companheiro de cena torcendo muito por você, isso motiva, cativa e facilita nossa vida. Trabalhar com a Isabelle é fácil, prazeroso e toda vez que meu caminho cruzar com o dela, vou ficar muito feliz.”

Foto: Ricardo Leal/Colaborador

Foto: Ricardo Leal/Colaborador

E o ‘Pedro’ e a ‘Júlia’ terão um romance, né?
“Eles vão ter uma identificação muito grande. Eles vão descobrir mais afeições do que simplesmente irmão e irmã.”

Você se considera um metrossexual, se cuida?
“Imagina. Sou ao contrário. Gosto de estar confortável, natural, bem tranquilo, relaxado”.

Qual seu estilo?
“Gosto de estar confortável. As roupas que me deixem confortáveis são as que valem. Não faço questão da roupa bonitinha, mas sim aquela que me cai bem, que me sinto livre. Odeio estar mal-vestido, mas não vou mover montanhas para estar bem-vestido para os outros.”

Como é ser dirigido pelo seu pai?
“É um prazer, uma alegria, é uma responsabilidade que eu teria se fosse qualquer outro diretor. Mas é um prazer trabalhar com um dos melhores diretores de nossa televisão, por quem eu tenho admiração pelo trabalho, método, de como trata equipe, cara sensível com o texto. Sei que estou trabalhando com um grande diretor e isso sempre será motivo de orgulho. E sendo meu pai, é orgulho dobrado.”

Ele que motivou você a seguir carreira de ator?
“Foi a vida que me motivou. Foi abrindo algumas portas, e eu nem sabia se eram elas que eu queria abrir, mas a partir do momento que estavam abertas, eu encarei, me dediquei, dei meu máximo, acho que contrabalancei a falta de experiência com muita dedicação.”

O que é mais gratificante para você nessa profissão?
“Contar histórias, é a coisa que eu mais gosto na vida, e também emocionar.”

Foto: Alex Palarea/AgNews

Foto: Alex Palarea/AgNews

E como é seu vínculo com seus personagens?
“Se eu me sentir com a missão cumprida, eu fico muito bem-resolvido e assim que tem que ser. O que a gente faz é trabalhar muito para se sentir com a sensação de missão cumprida e assim deixar o personagem ali, na história, nos DVDs, e abrir porta para novos personagens.”

Você é um dos melhores atores sua geração. Como você encara isso?
“Eu agradeço, fico feliz em ouvir isso, pois me dediquei para isso, ralei para isso. Mas ator aprende diariamente, com tudo e com todos, com o que ouve, sente, vive, com o que faz. Então, quando mais experiências a gente viver, mais bagagens vamos ter para disponibilizar para nosso personagem. E como qualquer coisa na vida, ter maturidade, ajuda no nosso trabalho.”

E o título de galã, como você vê?
“Eu acho esse rótulo qualquer coisa, acho que não me pertence. Gostaria de ser visto como um ator dedicado.”

Entrevista: Daniela Andrioli/Colaboradora

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