Entrevista com Murilo Benício

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Todo sucesso é pouco para o ator, que revive o cômico Ariclenes, em Ti-Ti-Ti

 

Entrevista com Murilo Benício

“Não quis fazer comédia, queria era fazer Ti-Ti-Ti mesmo”, confessa. Murilo Benício retorna aos papéis cômicos com Ariclenes, na novela Ti-Ti-Ti, e conta como é contracenar com Luis Gustavo (Mario Fofoca, no papel atual), que viveu seu personagem na primeira transmissão da trama, há 20 anos.

 

Guia da TV: O que Ti-Ti-Ti trouxe para você como ator?

Murilo: Não sei, mas voltando à questão da língua, essa coisa do Espanhol foi bem legal. Hoje eu sei diferenciar um espanhol de um argentino, por exemplo. Era uma coisa que eu não sabia. Eu falo bem inglês, sei detectar de onde é aquele inglês, sei se é da Inglaterra, sei se é de subúrbio, e hoje eu estou melhor nisso com o espanhol.

 

Guia da TV: Você estava disposto a deixar de lado os papéis cômicos por um tempo. O que o fez aceitar estar em Ti-Ti-Ti?

Murilo: Essa novela, especificamente, eu quis fazer. Não quis fazer comédia, queria era fazer Ti-Ti-Ti mesmo. Antes, quis dar um tempo em papéis cômicos porque quando a gente faz uma coisa e dá certo, isso passa a ser um problema. O sucesso traz junto um perigo muito grande: das pessoas acharem que você fez tão bem aquilo que deve ganhar só isso. Eu quis me afastar da comédia por isso. Mas quando veio Ti-Ti-Ti, bateu um lado sentimental também. Eu assistia à novela no chão da minha casa, ainda jovem, já estudando teatro. Acho que eu tinha uma relação muito afetiva com a novela. Foi um outro campo. E eu sempre achei o Luis Gustavo um gênio e quando o Jorge me chamou, aceitei na hora.

 

Guia da TV: E você pôde cruzar, em cena, com o Luís Gustavo. Como se sentiu?

Murilo: Foi ótimo. Ele me recebeu muito bem, foi um cavalheiro.

 

Guia da TV: Nas ruas, como são as reações das pessoas?

Murilo: O que mais me impressiona é a forma como as pessoas estão lidando com Ti-Ti-Ti. Já é dessas novelas que o público não perde nem um dia. Eu sinto a diferença de um sucesso como esse. Em A Favorita, por exemplo, acontecia muito. Quando a pessoa faz questão de falar com você, deixa de fazer coisas para ver a novela, é muito gratificante. E isso acontece com Ti-Ti-Ti.

 

Guia da TV: Você sentia isso também com o Força-Tarefa?

Murilo: São sucessos diferentes. Primeiro, porque era semanal. Senti um sucesso grande, sim, mas não é uma série popular. Não como uma novela às 9 ou às 7 da noite. Era uma coisa mais alternativa. Eu acredito muito nesse segmento que a Globo está formando, de temporadas. Requer mais trabalho, mais tempo para fazer. Eu fazia cinco, três, às vezes duas cenas por dia. É um sucesso mais específico.

 

Guia da TV: Quando começam os trabalhos da próxima temporada do Força-Tarefa?

Murilo: Eu encontrei com o José Alvarenga (diretor) e ele disse que eu ia descansar uns dois meses. Acho que devemos começar a gravar em junho.

 

Texto: Larissa Faria
Entrevista:
Foto: Tiago Archanjo/AgNews

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