Entrevista com Lucival, do BBB 11

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O ex-integrante do Big Borhter Brasil faz uma avaliação da sua participação no programa

 

Entrevista com Lucival, do BBB 11

Após a eliminação, Lucival faz uma avaliação da sua participação no Big Borhter Brasil 11 e conta como foi parar na casa mais vigiada do país. Jornalista e estudante de mestrado, ele conta quais são seus planos para o futuro e como foi ter a visão de dentro do BBB. Confira:

 

Guia da TV: Você pode fazer uma avaliação da sua participação no programa? Acha que errou em algum momento?

Lucival: Não. O BBB não é um programa de erros e acertos, mas de convivência. Como na vida a gente tem várias nuances, aconteceu a mesma coisa no programa. A questão do confinamento é muito forte. Mas eu costumo ser aquilo que vocês viram ali: um pouco de humor ácido, um pouco de humor inteligente, um pouco de alegria… São esses elementos que fazem o Lucival.

 

Guia da TV: Você acha que, aqui fora, tem um futuro promissor, como você disse para muita gente dentro da casa?

Lucival: Eu falei, né? Disse que já tinha coberto eventos com a participação de ex-BBBs. Mas eu acho que não muda muito. Uma coisa que muda bastante é em mim, na pessoa que eu sou. É uma coisa muito diferente, muito nova, muito inédita. Acho que, profissionalmente, pode mudar alguma coisa, mas não sei como ou em que medida.

 

Guia da TV: Como você veio parar no programa?

Lucival: Eu me inscrevi. Nunca tinha pensado em participar, não sabia muita coisa sobre o programa, mas me inscrevi. Só assisti à primeira e à segunda edições, e a de Jean Willys. Mas o que me fez me inscrever foi que eu sou jornalista, comunicólogo, faço mestrado em comunicação, então, quis conhecer melhor este fenômeno midiático. Mas nunca tive um desejo forte de participar, era uma realidade muito diferente de mim. Nessa edição, como eu estou fazendo uma tese sobre as redes sociais, acabei sendo muito bombardeado por informações do Big Brother. Até que um dia eu decidi me inscrever. O questionário era extenso, tanto que eu fui fazendo aos poucos. Quando terminei, mandei o vídeo.

 

Guia da TV: A sua participação correspondeu às suas expectativas ou era tudo muito diferente do que você imaginava?

Lucival: Não. Foi dentro das minhas expectativas. Não vi nada de inédito, não foi nada demais. De dentro, a gente não consegue ver tudo, não consegue encontrar os conchavos, não tem histórias do macro para contar. O que a gente vê são micros.

 

Guia da TV: Você sentiu falta de dizer alguma verdade para alguém dentro da casa?

Lucival: Não.

 

Guia da TV: O que você acha do Diogo?

Lucival: O Diogo é uma figura carismática, uma pessoa que comete excessos, mas acho que é dele. Na casa, eu fui o único que dei umas alfinetadinhas nele, porque isso faz crescer um pouco. Acho que ele também pode ser assim pela forma como foi criado, por ainda morar com os pais. Eu saí de casa com 20 anos e, por isso, tive um amadurecimento muito precoce. E ele ainda é um pouco imaturo, muito novo, cheio de ilusões, mas é uma pessoa bacana.

 

Guia da TV: Você acha que foi selecionado para exercer algum papel específico nesta edição do programa?

Lucival: Eu acho que no Big Brother todos têm um papel. São os biotipos, né? As próprias figuras já mostram isso: tem o negro, os homossexuais, enfim, cada um na sua. Essa edição foi muito particular. Eu, pelo menos, não me lembro de uma outra edição que tenha tido três negros participando. Ter duas sambistas, uma do Rio e outra de São Paulo, também já tem uma rivalidade implícita. A própria seleção já separa tribos distintas e todas têm o seu papel.

 

Guia da TV: E nessa divisão, qual era o seu papel?

Lucival: Acho que era eu mesmo. Uma figura que é jornalista, que consegue compreender o todo, que tem um pensamento crítico, dá umas alfinetadas de vez em quando. Eu acho que acabei ficando com uma fama de fofoqueiro, algumas edições mostraram isso. No primeiro dia que a Adriana chegou, ela já veio brincando comigo: “vamos fazer uma fofoquinha?”. Estranho. Acho que ela tinha uma visão deturpada dos jornalistas. Aí, eu expliquei para ela o que é um jornalista, o que ele faz, qual é a função social que ele tem e que, dentro dessas funções, também tem a de fofoqueiro, já que existe um público que consome este tipo de informação.

 

Guia da TV: Você se surpreendeu com a sua saída do jogo?

Lucival: Não. Quando a gente está no jogo, sabe que pode sair a qualquer momento. Eu sabia que poderia ter saído no primeiro paredão. Talvez não tenha saído no primeiro porque tinha uma pessoa mais polêmica do que eu, que era a Ariadna.

 

Guia da TV: Como você ficou sabendo que existiria uma transexual dentro da casa?

Lucival: Eu acompanhei bastante o blog da produção do programa e isso foi muito comentado o tempo todo. Eu acho o seguinte: um programa de dez anos, 2011 é um ano muito simbólico, é o início de uma nova década. Então, achei que o programa teria muitas novidades, muita coisa diferente. É uma briga por audiência e é claro que isso ia mexer muito com a estrutura do programa, no formato. E colocar uma trans, que é algo que ninguém conhece, seria o ápice.

 

Guia da TV: E o Alex é mesmo seu namorado?

Lucival: Foi o Bial que disse no primeiro paredão, que ele era meu amigo, mas é meu namorado mesmo. Mas, dentro da casa, eu comentei várias vezes que tinha uma pessoa, que ele era arquiteto.

 

Guia da TV: Quando o Mau Mau voltou, ele contou alguma coisa daqui de fora?

Lucival: Não. Ele contou algumas coisas, mas para as pessoas da casa B. A gente não tinha muita proximidade, e esta proximidade só veio a acontecer agora, quando ele passou para a casa A. Mas, para o pessoal de lá, ele contou algumas coisas, mas não sei se tudo.

 

Guia da TV: O que você pretende fazer agora, que saiu da casa?

Lucival: Pretendo seguir a minha carreira e trabalhar no que sei fazer.

 

Guia da TV: Para quem você torce agora?

Lucival: Para as cinco pessoas que foram comigo até a porta da casa.

Texto: Larissa Faria
Entrevista: Ana Rodrigues/Colaboradora
Foto: Frederico Rozário/Divulg/Rede Globo

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