Entrevista com Ísis Valverde

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Entrevista com Ísis Valverde  

Vivendo sua primeira protagonista, a atriz comemora o sucesso de Marcela, em Ti-ti-ti

 

Guia da Tevê: Como você está se sentindo ao interpretar sua primeira protagonista?

Ísis: “Eu acho engraçado, porque nessa novela eu sou do núcleo romântico e a história é cômica. O meu núcleo é a parte dramática. Mas tem pitadas de comédia. Em Beleza Pura, que também era uma novela das sete, foi o contrário: eu era de uma novela dramática dentro do núcleo cômico. Acho bem legal e interessante, porque dá uma quebrada na trama cômica. Acho que cansa usar um gênero só. As últimas novelas que eu vejo têm essa mistura.”

Guia da Tevê: A Globo está reprisando “Sinhá Moça”. O que você sente quando se vê hoje?

Ísis: “Eu me acho um bebê ali. Eu não tinha muita técnica, como tenho hoje. Mas acho que isso me favoreceu. Olho e lembro que eu adorava criar brincadeiras, inventar histórias, vivia num mundo só meu. Com 12 anos, eu brincava de bichinho, chorava, atuava sem parar. E era muito sem amigos. Fui criada em Aiuruoca, no interior de Minas. Em “Sinhá Moça”, vejo uma menina de 18 anos brincando de faz de conta. Com a mais pura e espontânea verdade.”

Guia da Tevê: Você começou a trabalhar cedo. Sente falta de ter tempo para estudar, fazer uma faculdade?

Ísis: “Faço aulas particulares de Filosofia. Estudo porque sou curiosa. Acho que sempre pulei etapas na minha vida. Sentia isso, mas eu sempre pensava que a minha independência estava sendo conquistada através do que eu mais gostava, que era atuar. Eu tinha uma vida mais adulta que as minhas amigas. Às vezes, eu sentia uma dorzinha de não estar indo para a faculdade, de não sair com a mochilinha de livros nas costas para ir para a faculdade com elas, mas eu estava fazendo o que eu gostava.”

Guia da Tevê: Você veio de um papel muito forte em “Caminho das Índias”. Acha que a novela foi um divisor de águas no seu currículo?

Ísis: “Eu gostava muito da novela. Eu e a Juliana Paes ficamos muito próximas e eu fiquei muito feliz com o espaço que a Glória Perez me deu. Claro que eu sabia que a “Camila” ia para a Índia, mas não imaginei que seria uma coisa tão forte, tão grande. Minha personagem só crescia e eu fiquei muito feliz. Minha trama ganhou uma dimensão que eu não imaginava que teria. Foi uma história bacana, jovem, de um conflito de culturas. Mostrou que o amor idealizado, às vezes, pode dar certo. E tinha o conflito de mãe e filha, foi muito especial.”

Guia da Tevê: Você não gosta dos tons de flúor?

Ísis: “Tons de flúor eu não curto. Não gosto muito de extravagâncias. Tudo que é muito grande, brilhoso, não me chama muito a atenção”.

Guia da Tevê: E qual é o seu esmalte favorito?

Ísis: “A marca é Dior, mas não sei o nome da cor. No frasco, fica meio roxo, mas dá um tom café quando você passa. Prefiro tons mais escuros. Não uso coloridos. Ou escuro, ou cor de pele, opto sempre pelos mais discretos. E, às vezes, vou de branquinho. A “Marcela” usa uns mais clarinhos. E vermelho também”.

 

Entrevista: Marvio Gonçalves/Colaborador
Foto: Ricardo Leal/Colaborador

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