Entrevista com Francisco Cuoco

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Entrevista com Francisco Cuoco  

Na pele do personagem

Francisco Cuoco interpreta o “rei do lixo” Olavo, em Passione, e conta a experiência que teve na vida real com este trabalho. “Conheci o Wilson, que é um deles que tem esse trabalho maravilhoso. Eles dão empregos a presidiários das cooperativas de lá. Em Paulínia, vizinha de Campinas, tem um aterro que é modelo. Em Guarulhos também tem. E eu visitei tudo isso. E o Olavo tem essa visão social, embora ele ganhe muito dinheiro com isso. Mas ele tira um bom quinhão disso para educação das crianças, escolas, etc”.

Romance na novela

Em algum momento, Olavo terá um envolvimento com Bete Gouveia (Fernanda Montenegro), mas, como ainda não há nada certo, Francisco Cuoco afirma sobre uma possível triangulação amorosa. “Até por causa de faixa etária, porque em novela, as pontas acabam se encontrando rapidamente ou permanentemente”.

Trabalhos paralelos

“Eu deixei de fazer o Salieri no Amadeus, que é um personagem lindo, mas eu não podia juntar as duas coisas, porque o teatro era pesado e aqui, qualquer novela, mas sobretudo uma novela que tem viagens…eu não sabia se eu gravaria na Itália ou não, não sabia de nada. Então, televisão você tem que esquecer o relógio, porque também essa tecnologia nova que está sendo implantando, o HD, e é demorado, porque tecnicamente complicou no bom sentido, porque precisa de uma iluminação quase que de cinema”.

Tudo começou no teatro

“O Sergio Brito teve um programa fixo que era chamado o Grande Teatro, e que tinha a Fernanda Montenegro, o Ítalo Rossi, Nathália Timberg, tudo gente de teatro. Depois é que se criou oficina, porque nem existem tantos cursos especializados. Mas, de qualquer maneira, é muito deficitário o teatro, como é cultura, a educação e a sociedade. Porque tem muita gente pobre. É lamentável essa pouca evolução política achar que bolsa familia resolve a vida das pessoas”.

Entrevista: Eliane Chimenti/Colaboradora
Texto: Larissa Faria
Foto: João Miguel Junior/TV Globo

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