Entrevista com Alexandre Borges

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Entrevista com Alexandre Borges  

O ator fala da experiência de viver na pele de “Jacques Leclair”, no remake de “Ti-ti-ti”, e da sua relação com o personagem e a moda

 

Guia da TV: Fale um pouco sobre o seu personagem.

Alexandre: “O “Jacques Leclair” tem um pouco dessa coisa interessante da Zona Leste de São Paulo. Algo meio relacionado a vestidos de noiva, madrinhas, tudo com um certo exagero, uma certa cafonice. O “Jacques” tem esse lado de seduzir as clientes e, ao mesmo tempo, se finge de gay perto dos maridos delas. As grandes clientes são as amantes dele. Também tem um lado meio pastelão, cômico mesmo, que é a proposta da novela”.

 

Guia da TV: Como você tem feito para interpretar um homem que finge ser gay?

Alexandre: “Conversei com o Jorginho e a gente está meio que deixando rolar. Tem essa coisa de estereotipar, que nós não queremos fazer. Tem de ter uma sutileza, não pode ser tão debochado. Estou seguindo a marcação do Jorginho. Claro que tem um lado voltado para o humor, mas também vai ter um lado sutil. Nada muito espalhafatoso. Até porque isso já existe um pouco no figurino”.

 

Guia da TV: Como foi o convite para a novela?

Alexandre: “O convite foi maravilhoso. Foi inesperado também. A novela já estava rolando, eu sabia que o Murilo Benício ia fazer e nunca ia imaginar que seria chamado. Confesso que fiquei nervoso quando recebi o convite do Jorginho. O personagem é diferente de tudo o que já fiz. O “Jacques Leclair” fez sucesso no passado e espero que faça agora também. O Cassiano Gabus Mendes merece essa homenagem”.

 

Guia da TV: Você ficou ansioso para ver o figurino?

Alexandre: “Você chega um pouco tateando, na expectativa. Quando a gente fez a primeira prova de figurino, já veio essa imagem bem forte do personagem para mim. Foi uma base muito grande. É uma grande oportunidade para a Marília Carneiro brincar com moda e acho que ela está aproveitando isso muito bem”.

 

Guia da TV: O que o público pode esperar do “Jacques Leclair”?

Alexandre: “O “Jacques” tem essa coisa de pegador, mas é um sonhador. Quer seduzir o tempo todo, mas esse mundo da moda deixa ele eufórico, quer sempre chegar ao topo. Estamos sempre buscando essa dualidade nele”.

 

Guia da TV: Você aproveitou a São Paulo Fashion Week para buscar mais informações do mundo fashion?

Alexandre: “Na São Paulo Fashion Week, vi várias peças do Hercovich e achei bem bonitas. Gosto muito da modernidade dele, tem um corte bonito, com cores bonitas. Todas as roupas dos estilistas eu acho lindas. São grandes artistas, talentos brasileiros que estão arrebentando nesse mercado grandioso que é o mundo da moda. Sou um leigo, mas admiro o trabalho de todos”.

 

Guia da TV: Você chegou a rever cenas da primeira versão de “Ti-ti-ti”?

Alexandre: “Não, vai ser mais uma questão de memória mesmo”.

 

Guia da TV: Qual é o seu estilo?

Alexandre: “Sou um cara muito prático, mas a profissão acaba te levando para eventos, festas, inaugurações e você começa a ter um pouco mais de preocupação com estilo, em ter um terno legal, sapatos… Quando você está começando, não tem muito tempo nem dinheiro para comprar roupa, mas depois vai tendo essa vontade de se vestir melhor. Eu ganho muita coisa da Júlia (Lemmertz), assim como compro muita coisa para ela. Geralmente, acerto no estilo e no tamanho, já que ela não costuma trocar os presentes que eu dou. Hoje em dia, não dá para passar batido na moda. Tem várias revistas e a internet e você acaba conhecendo um pouco desse mundo. É algo que vejo por curiosidade. Vou na carona da Júlia e agora estou conhecendo ainda mais”.

 

Guia da TV: Você conversou com o Reginaldo Faria, que fez a primeira versão?

Alexandre: “Não cheguei a trocar uma ideia com o Reginaldo Faria. Mas estou muito curioso e ansioso para encontrar com ele. Dá vontade de saber o que ele está achando. É como dividir um filho”.

 

Guia da TV: Qual foi a sua reação quando descobriu que papel faria no folhetim?

Alexandre: “Fiquei feliz e nervoso quando recebi o papel. Principalmente por ser um gênero novo para mim depois de “Caminho das Índias”. Também porque muita gente já viu e as pessoas em casa vão tentar reviver aquela sensação. Mas acima do nervosismo, há a expectativa de que dê tudo certo, assim como em todo trabalho”.

 

Entrevista: Marvio Gonçalves/Colaborador
Foto: TV Globo/João Miguel Júnior

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