Em entrevista, Daniel fala do casamento e das alegrias da paternidade

Avalie

Em entrevista, Daniel fala do casamento e das alegrias da paternidade 

Recém casado com Aline  e papai de primeira viagem, Daniel vive momentos de pura felicidade! Além disso, sua carreira continua sólida e cada vez mais bem-sucedida. Em entrevista à Guia da TV, o cantor fala sobre sua carreira, o casamento e as mudanças em sua vida após a paternidade. Confira!

Cine São José, Brotas

“Eu tenho a honra de ter um pouquinho da minha história nesse espaço. Eu comecei por aqui quando participava de festivais, de programas de rádio… Esse espaço significa muito pra mim. E foi por isso que surgiu a vontade, em meu coração, de ver o Cine São José funcionando novamente, já que fazia quase 20 anos que ele estava fechado. Então, transformamos o local num espaço cultural para convenções, shows mais intimistas, peças de teatro… além do cinema. É um presente pra mim e para a população de Brotas que também viveu a história do Cine São José.”

Reforma do prédio

“O nosso objetivo é trazer cultura para a cidade. Neste local, anteriormente, funcionava um cinema. Mas já fazia 20 anos que o cinema estava desativado. E tinha a Rádio Brotense que funcionava nesse espaço, também. Acontecia, aqui, festivais de balé, que eu me recordo. E, fora isso, funcionou uma discoteca, aqui, depois que o cinema fechou. Depois, o espaço foi se deteriorando com o tempo. Foi aí que nós tivemos a oportunidade de adquirir o prédio, que era de uma família conhecida da cidade de Jaú, a família Atalla, e realizar o nosso grande sonho. A prioridade era trazer um cinema pra cidade e montar esse espaço cultural, recuperando a história da cidade. Porque Brotas é uma cidade pequena e eu consegui fazer isso, aqui, que era minha vontade. E tenho certeza que a maioria da cidade me apoiou nesse sentido, de ver esse espaço funcionando. O Cine São José foi inaugurado com a pré-estreia de um filme que eu participei, que foi O Menino da Porteira, já faz um ano. E também quisemos criar um atrativo a mais e fizemos uma choperia ali em cima (na parte de cima do prédio), que eu acho que é um diferencial pra cidade, também, é um ponto a mais. Além do café, ali na frente (na entrada do prédio), que foi aberto junto com o cinema. Mas a grande vontade, com certeza, é fazer deste um espaço cultural que possa trazer coisas úteis aqui para a cidade. É meu grande desejo, minha grande vontade.”

Carreira

“Tive a honra de viver momentos especiais no ano passado, como participar de um especial do Roberto Carlos, que é um ícone pra gente. Eu fico imaginando: ele aí com tantos anos de carreira, 50 anos de carreira, e a gente com 25 somente, né? Se tiver mais 25 pela frente, como será? Então, é uma honra poder estar cantando até hoje.”

Sertanejo universitário

“Pra falar a verdade, eu não sei bem o que tem de difetente, quais as características… Tive a honra de ouvir algumas músicas que fiz com o saudoso João Paulo regravadas nesse estilo. Então, eu não vejo diferença nesse aspecto. Tenho muitos amigos que dizem: ‘pô, os caras estão surgindo e acontecendo e a gente aqui há tanto tempo…’. Eu já vejo isso com outros olhos. Eu acho que há um fortalecimento do sertanejo, que é um estilo brasileiro. O importante é fazer um trabalho de qualidade. Música é música. Quando ela é boa, ela é aceita, é bem-vinda.”

Mudanças na música sertaneja

“Há quem diga que é um modismo, que a música sertaneja vai acabar. Mas eu acho que ela está se renovando. Começou lá nos primórdios, com a música de raiz. Depois, vieram as duplas como João Mineiro & Marciano , Chitãozinho & Xororó, enfim. E, agora, tem o sertanejo universitário. Entaão, é um fortalecimento. Eu acho que o Brasil, apesar de ter um espaço ‘restrito’ na mídia, porque é complicado pra muitos artistas tocarem no rádio e na televisão, também há uma certa carência de novos ídolos. O que está acontecendo com o Luan Santana, por exemplo, é o que eu presenciei, na minha época, com o Menudo, que são jovens. E o menino tem potencial. Ele está com 19 anos de idade… Então, estão acontecendo muitas coisas e eu acho que o importante é o fortalecimento, mesmo. E no Brasil tem muita gente boa, tem o celeiro da música sertaneja ali… Tanto que tem gente que perguntava: ‘você é de Minas? É de Goiás?’. E a gente também já foi considerado a nova geração. Hoje têm emissoras que não tocam o Daniel, Zezé di Camargo & Luciano porque nos consideram velhos. Mas a música não fica velha, enfim. Eu considero tudo isso uma coisa normal.”

Duplas que se separam

“Essa coisa de parceria é uma coisa um pouco complicada, principalmente quando se trata de irmãos. Eu não sei o que houve com relação ao Edson & Hudson propriamente dito, como você citou. Sei que eles tiveram alguma divergências, um gostava de rock e o outro não, enfim… Não sei. Mas isso (separação)  não deixa de ser um ponto negativo, sim. Já aconteceu com tantas duplas que a gente conhece, inclusive algumas tentaram voltar e não deu certo. Mas, do ponto de vista artístico, é uma vontade do cara, né? De repente era um desejo do Edson, do Hudson, assim como já aconteceu com outros.”

Responsabilidade social dos artistas

“Eu vejo muitos artistas engajados em projetos sociais. Inclusive eu tenho projetos, até mesmo esse espaço que visa trazer cultura para a cidade (de Brotas). Tenho o meu maior projeto social que é um time de futebol solidário que atinge muitas pessoas (nesse projeto, Daniel jogava futebol com amigos e/ou outros famosos e a entrada era alimentos que seriam doados a instituições de caridade). Também ajudo o Hospital do Câncer de Barretos (SP), o Hospital Amaral Carvalho de Jaú (SP) e algumas outras instituições pelo Brasil. E sou engajado em outros projetos maiores como a AACD, o Teleton, que acontece todo ano, e outros que as pessoas não ficam sabendo, pois o importante é a nossa vontade de ajudar outras pessoas, de servir a tanta gente que precisa, né? Esse é o nosso papel, não custa nada se você tem a oportunidade de somar e tentar ajudar.”

Paternidade

“A alegria que um filho traz é uma coisa absurda, né? É uma responsabilidade muito grande, claro. Mas se você está, no meu caso, com 41 anos, é diferente do que se você tivesse tido com 18, 19, enfim… Eu estou muito mais centrado, apesar de que eu nunca fui uma pessoa desgovernada. Acho que seria um bom pai em qualquer época. Mas acho que a Lara veio no momento certo da minha vida. Eu tinha esse sonho e agora estou realizando esse sonho.”         

Texto e entrevista: Giovana Sanches
Foto: Marcos Hermes/Divulgação

Mais lidas