Com o lançamento do álbum Double Face, Luciano fala sobre os segredos do sucesso

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Com o lançamento do álbum Double Face, Luciano fala sobre os segredos do sucesso 

Em entrevista à Guia da Tevê, O cantor Luciano fala sobre o lançamento do CD duplo Double Face e do projeto de lançamento do livro Dois Corações e uma História, que contará a história da dupla Zezé Di Camargo e Luciano por trás dos bastidores. Ele comenta como foi vencer as dificuldades dos últimos dois anos, quando Zezé enfrentou problemas na voz e superou tudo da maneira mais agradável: cantando.

Guia da Tevê: Gostaria de saber um pouco mais sobre o projeto do filme 2 Filhos de Francisco 2.

Luciano: Quem falou isso? Não existe. Alguém falou e a gente não sabe de onde saiu.

Guia da Tevê: Foi noticiado que já haveria até um roteiro aprovado…

Luciano: Que roteiro aprovado? Contar o que mais da nossa vida? Já foi… Todo mundo já falou o que tinha para falar. Nós já contamos nossa história de trás pra frente, da frente para trás. Agora, por exemplo, a editora Abril está lançando o livro Dois Corações e uma História que conta um outro lado, justamente, dos bastidores. É uma coisa diferente. As pessoas, de repente dizem: ‘poxa, o que vai contar mais?’. É uma coisa diferente porque conta dos bastidores dos shows e o que a gente faz no dia a dia. E não é uma coisa forçada. Tanto não é uma coisa forçada que a maioria das fotos aqui foram fotos que eu fiz no meu dia a dia. A maioria são fotos minhas. Falando de quem a gente gosta e tudo. É uma maneira de contar a vida da gente nos bastidores, no dia a dia dos shows de Zezé Di Camargo e Luciano. E o filme não teria por quê. Subsídio tem. Tem também história para poder contar. Mas não acho que seria relevante, não, porque vamos falar o quê? Vamos falar do sequestro do nosso irmão? Falar do que pode acontecer? Já ofereceram várias propostas sobre o que aconteceu depois do sucesso. Eu acho que depois do sucesso todo mundo sabe o que aconteceu na nossa vida. Tanto que uma das coisas que nós falamos quando teve a primeira reunião, que eu tive o prazer de acompanhar, tanto direção quanto roteiro, eu assino como roteirista junto com o pessoal, eu assino como produtor, eu fui atrás de parceiros porque toda verba foi trazida para fazer o filme e eu tinha uma responsabilidade comigo, um medo, porque eu sabia que ele ia ter uma bilheteria alta, muito grande. Mas eu pensei ‘poxa, e se não tiver?’. Então, eu fui atrás de parceiros para que as pessoas que estavam investindo não tivessem, de repente, um fracasso. Eu queria que as pessoas tivessem retorno. Graças a Deus, tivemos um retorno. E muito grande. Mas eu acho que o segundo filme, não. A gente deixa para um filme como o Daniel, que sabe fazer uma sequência maravilhosa, todo mundo viu aí. Eu sempre falo que o dia em que o mundo descobrir essa veia cômica que o Brasil tem, e entender um pouco o que atrapalha, é o nosso idioma porque nós somos muito rápidos em piadas. Então, eu acho que o dia em que descobrirem isso, o mundo vai saber o que é cinema. 

Guia da Tevê: E sobre este lançamento, o CD duplo Double Face? O que o público vai encontrar de diferente entre um disco e outro?

Luciano: Muitas diferenças, na verdade. Porque embora sejam músicas românticas, foram gravadas em épocas diferentes. Eu acho que a renovação tem que ser uma renovação sutil quando você tem um trabalho assim. O disco nosso, do ano passado, vendeu 450 mil cópias. Isso hoje no mercado… Eu não toco na rádio hoje como toca a maioria das pessoas que hoje fazem sucesso. E você vai ver a compra dos discos e a gente vendeu 450 mil cópias. E, de repente, esse cara que toca na rádio o tempo todo vendeu 80 mil cópias.

Guia da Tevê: E qual o segredo desse sucesso todo por tanto tempo?

Luciano: O segredo, é lógico, é fazer aquilo que as pessoas sabem que vão encontrar. Eu e meu irmão somos os únicos artistas que há 16 anos fazemos o Criança Esperança. Quando você chega a fazer uma Criança Esperança, você realmente está entre os maiores. Eu sou o único artista, junto com meu irmão, a fazer 14, 15 anos Jaguariúna. O que eu posso falar? Quando foi que eu estive fora se estive em Jaguariúna, Barretos, Americana. Barretos eu já fui mais de doze vezes.

Guia da Tevê: Qual a expectativa para esse novo álbum? O que vocês esperam?

Luciano: A expectativa é sempre muito grande em todo trabalho que a gente faz. É um trabalho que a gente sabe que para muitas pessoas vai ser uma surpresa. Eu fico vendo comentários. A gente recebe, hoje, a informação muito rápido. A primeira vez que eu ouvi foi no blog Universo Sertanejo, onde eu estava sapeando por lá, e ouvi a música. A expectativa é muito grande, como em todo trabalho, mas nesse é ainda maior. Nós tivemos algumas pedras no nosso caminho nos últimos dois anos, que superamos, graças a Deus, principalmente o meu irmão. Eu acho louvável o que ele já falou em cima do palco. Eu acho que uma pessoa quando fala em cima do palco que o disco nosso do ano passado, que vendeu 450 mil cópias, ele fez a conta gotas. O cara que sobe no palco e assume isso, que gravou frase por frase, não tem medo de reconhecer. Porque o meu irmão foi um cara malhado por muitas pessoas. Até no meio artístico. Ele foi, assumiu que estava com um problema, mas que não ia deixar de cantar e enfrentou esse problema cantando. E subia no palco todos os dias. Nós fizemos, no ano em que ele começou a crise mesmo, nós fizemos 170 shows. E as pessoas perguntam se foi por dinheiro. Não! Foi por vontade de cantar! Vontade mesmo de cantar. Ele não queria de jeito nenhum parar de cantar. E não parou. As pessoas podem achar que é a volta porque tivemos esse problema. Não é a volta, nem recomeço. É a constatação do que é Zezé Di Camargo. Nem falo em Luciano. Falo do que é Zezé Di Camargo. Do que é esse cara. Colocar a cara para bater, expor tudo o que ele passou, enfrentar e estar de pé. Eu acho que a expectativa maior das pessoas é por causa desse disco. Eu nunca recebi tanto telefonema do meio artístico elogiando um CD nosso como esse. E vou falar uma coisa: E no meio artístico, para você ter ideia, a única pessoa que eu tenho amizade é a Ana Maria Braga. Então, para as pessoas ligarem e nos parabenizar, é porque realmente está bom.

Entrevista: Clayton Gallo/ Colaborador
Texto: Larissa Faria
Foto: Philippe Lima/AgNews

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