Como falar sobre sexo com crianças

Avalie
Como falar de sexo com crianças

Foto: Thinkstock/Getty Images

As crianças geralmente demonstram curiosidade de saber sobre sexualidade. Mas é muito difícil para os pais saber qual é o momento ou a linguagem correta para abordar esse assunto.

A educadora e mediadora de conflitos  Suely Buriasco afirma que, desde os três ou quatro anos de idade, as crianças já desenvolvem a consciência da existência dos sexos masculino e feminino e se torna possível abordar o tema. ” Esse é o momento indicado para tirar suas dúvidas e falar de sexo com elas”, ressalta Suely.

É preciso também se atentar à idade da criança: conforme ela vai crescendo e entendendo mais, a curiosidade também aumenta e a resposta deve acompanhar o seu desenvolvimento.

Perguntas frequentes

“De onde vêm os bebês?” ou ” Como os bebês vão parar dentro da barriga?” 

Aos mais novos, a resposta pode ser bem vaga como “vem do papai e da mamãe”. Caso sejam feitas novas perguntas, outros pontos podem ser esclarecidos.

Mas segundo a educadora, a melhor resposta continua sendo a clássica “o papai colocou uma sementinha na mamãe, que se encontrou com outra sementinha, e daí você cresceu dentro da barriga da mamãe”.

Com o tempo, é possível dar nome às “sementinhas”. ” O importante é levar muito a sério e jamais inventar histórias como cegonha ou qualquer coisa do gênero”, alerta Suely.

Perguntas sobre os órgãos genitais femininos e masculinos

É fundamental explicar, de forma natural, que os meninos possuem órgãos diferentes dos das meninas. Mesmo que a família utilize apelidos ou nomes diminutivos para os genitais, é interessante ensinar nomes como pênis e vagina.

Perguntas sobre o beijo na boca ou outras demonstrações afetivas

A explicação que deve ser dada é de que, quando pessoas se gostam,  se beijam, se abraçam e gostam de ficar juntos.  A partir disso, é normal que as crianças queiram beijar na boca dos pais.

Outra explicação que surge é a de que adultos beijam na boca e crianças beijam no rosto, sem dar conotação negativa ou dizer, por exemplo, que é ‘feio’ beijar na boca. ” O importante de se estabelecer essa diferença é preparar a criança para não aceitar qualquer tipo de abuso de adultos”, ressalta Suely.

Sempre que surgirem essas e outras perguntas, lembre-se de dizer sempre a verdade, com bom senso, de forma tranquila e transmitindo segurança para a criança.

Mais lidas