Tira-dúvidas: as 5 perguntas mais comuns sobre patch apliquê

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Imagine a seguinte situação: você quer começar uma nova atividade para ganhar uma graninha extra e resolve apostar no patch apliquê, que além de lindo, está em alta. Mas você ainda tem algumas dúvidas sobre a preparação dessas peças. Então, preste atenção: essa matéria é para você! Com a ajuda da artesã Silvia Ramos, explicamos ponto a ponto cada detalhe que envolve a produção dos patch apliquês. Veja como deixar seu trabalho incrível!

1. Qual linha devo usar?

Ao escolher o tipo de linha, é preciso ter atenção aos materiais que estão em sua composição. Silvia explica que as linhas 100% algodão são a melhor escolha para fazer o ponto caseado à mão. Já quando a finalização for feita na máquina você pode variar: “para o ponto caseado feito na máquina de costura, é interessante utilizar uma linha superior a 100% poliéster para bordar, pois ela tem mais brilho e deixa o acabamento bonito”.

2. Qual é a forma correta de utilizar os moldes?

Os iniciantes podem se atrapalhar durante o uso dos moldes e, para não ter erro, Silvia explica como eles devem ser utilizados: “o apliquê desenhado no papel termocolante ficará invertido no tecido. Por isso, utilize o lado avesso do seu desenho, que depois ele ficará do lado desejado”. Para cortar os tecidos, você pode usar réguas de madeira e tesoura. Os moldes podem ser feitos em papel-cartão ou placas de papelão.

Artesã Silvia Ramos

Foto: Acervo pessoal/Silvia Ramos, artesã

3. Qual é o melhor tipo de tecido?

O mais recomendado é o tricoline 100% algodão, pois é específico para trabalhos de patch. Mas se você quiser usar outro tipo de tecido, Silvia lembra que antes é necessário fazer testes. Ela não recomenda utilizar tecidos com elastano. Não se esqueça que os tecidos que vão ser utilizados na produção precisam ser lavados previamente. Procure também não misturar tecidos que reajam de formas diferentes aos processos de torção, lavagem e esticamento.

4. Por que meu apliquê não cola?

Para que isso não aconteça, Silvia lembra que é importante ter atenção na escolha de boas marcas. Fique atenta às orientações do fabricante e à temperatura do ferro: se estiver muito quente, a cola pode evaporar. Se estiver muito frio, pode não ter efeito. O termocolante é vendido em armarinhos e aviamentos, mas caso você não o encontre, uma opção é utilizar a entretela colante dupla face. Existem várias opções, em diversas composições e você pode escolher a que vai ao encontro com o tipo de trabalho que deseja produzir.

5. Como posso finalizar meu trabalho?

Entre moldes criativos, tecidos variados e acessórios de qualidade, o que faz uma peça ser especial é o acabamento. Se seu apliquê fica desfiando, Silvia explica: “provavelmente é porque o caseado não foi feito rente à borda”. Faça a costura firme, e não apertada. O ponto caseado é o preferido nos trabalhos de patch apliquê, porém, Silvia endossa que é interessante fazer testes e tentar fazer outros pontos, desde que eles protejam a borda.

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Texto: Guilherme Lima | Consultoria: Silvia Ramos é artesã e produz peças de patchwork, bordados, entre outros. Para conhecer o trabalho dela, confira o seu canal no Youtube Silvia Ramos Atelier ou sua lojinha virtual. Você pode acompanhá-la também pelas redes sociais, no Facebook e Instagram.

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