Saiba tudo sobre HPV

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Que camisinha é essencial na hora do sexo, isso todo mundo sabe. Há quem diga que seu uso é um mal necessário, pois apesar de diminuir a sensibilidade do pênis, ela garante que o momento de prazer não resulte em uma gravidez indesejada ou na transmissão de uma doença. E é sobre uma dessas doenças que vamos falar hoje: o HPV, que é transmitida através da relação sexual e pode causar um grande desconforto aos portadores. Para entender melhor sobre o assunto, conversamos com a ginecologista Flavia Fairbanks. Confira!

Tudo sobre HPV

Foto: Thinkstock Images

Sintomas

O HPV, cuja sigla se refere ao papiloma vírus humano, é uma infecção capaz de causar lesões na pele e nas mucosas, que geralmente aparecem em forma de verrugas. No homem, as regiões mais afetadas são a cabeça do pênis e o ânus, enquanto, na mulher, são a vagina, a vulva e o colo do útero. Segundo Flávia, todos essas ocorrências ainda podem vir acompanhadas de corrimento, uma secreção da região íntima. Ainda que de forma mais rara, também é possível que essas lesões apareçam na boca e na garganta.

Sexo oral

“A maioria dos casos acontece por meio de relações sexuais, mas também existe a transmissão pelo sexo oral e entre mãe e feto”, esclarece a ginecologista. Por isso, é de extrema importância que a camisinha seja usada. Vários tipos de preservativos já estão disponíveis no mercado para deixar esse momento mais agradável, como, por exemplo, os com cheiro e gostos de frutas.

Tratamento e cura

O tratamento da doença é um tanto complicado e depende da ingestão de medicamentos ao longo de anos até a cura total. Neste momento, é preciso tomar cuidado para não interromper a medicação, pois assim que ela encontra o vírus, ele costuma se esconder, dando a impressão de que a pessoa está curada quando, na realidade, não está.

Prevenção

Flávia informa que, no Brasil, já existe uma vacina capaz de criar imunidade contra alguns dos centenas de tipos de HPV existentes, mas que sua eficácia só é garantida quando tomada enquanto não se tem uma vida sexual ativa. Portanto, é indispensável que sejam feitos exames de prevenção regularmente a partir dos 25 anos ou três anos após o início da atividade sexual. Lembrando que o uso de pílula anticoncepcional não protege contra as DSTs (doenças sexualmente transmissíveis).

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