Fantasias sexuais: quando ele quer e você não

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A fantasia sexual é uma das formas mais excitantes e lúdicas de apimentar a relação. Até aí, tudo ótimo, mas o que fazer quando o namorado ou marido propõe uma fantasia que você não está nem um pouco interessada e muito menos disposta a realizar?

Fantasias sexuais: quando ele quer e você não

Foto: Thinkstock/Getty Images

Sexo com duas mulheres, casa de suingue e sexo anal, por exemplo, passam pela cabeça (sim, é verdade) da maioria dos homens, mas estão longe do imaginário de grande parte das mulheres. E isso deve ser respeitado.

A regra número 1 é óbvia: não faça nada que não goste só para agradar o fofo. É roubada na certa. Também não caia em chantagem emocional nem vista a carapuça de ser “careta e moralista”. Não, você não é.

O importante é mostrar que tem personalidade e opinião. Muitas garotas, por falta de experiência e até de informação, tendem a querer agradar, mas quem cai nessa armadilha corre sérios riscos de se agredir emocionalmente e até fisicamente.

Nem por isso é preciso ficar ofendida e muito menos reprimir o namorado logo de cara. Conte até dez e tente virar o jogo a seu favor. “Fantasiar é supernatural e está acima de julgamentos. Muitas vezes, nem quer dizer que o homem deseja colocar os pensamentos eróticos em prática. Pode ser apenas uma forma de expressão e uma ótima oportunidade para o casal conversar sobre o assunto, criando mais intimidade e melhorando a vida sexual”, diz a terapeuta de casais Margareth dos Reis, do Instituto H. Ellis.

Se você não curte dividi-lo, diga claramente os motivos. Que rolará ciúmes, que não suportaria vê-lo em ação com outra, que vai machucá-la emocionalmente e por aí afora.

Para ir à força, proponha o contrário: você, ele e mais um carinha. Alguém duvida de que o moço vá desistir da ideia rapidinho?

“O importante é a mulher se colocar e convidar o namorado à reflexão. Depois disso, eles podem pensar em uma fantasia que seja prazerosa para os dois”, aconselha Margareth.

Antes de partir para os finalmentes, talvez seja a sua vez de refletir sobre o assunto. Será que não topou simplesmente por medo ou constrangimento?

“Muitas vezes, as mulheres não aceitam esse tipo de sexo por pura falta de informação ou preconceito. Aí, vale perguntar e tirar todas as dúvidas. Agir assim faz toda a diferença e pode trazer segurança”, indica a sexológa Carla Cecarello Fraia, coordenadora do projeto AmbSex, ambulatório da Sexualidade.

E também é importante lembrar que até as fantasias precisam ser renovadas, senão o sexo cai na rotina mesmo. O jeito é botar a cabeça para funcionar. Afinal, sexo é para ser divertido.

Texto: Daniela Venerando

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