Conheça diferentes métodos contraceptivos

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Sexo é bom e todo mundo sabe, mas é preciso tomar alguns cuidados para que esse momento de prazer não resulte em dor de cabeça. Se você não quiser uma gravidez indesejada, é de extrema importância que utilize um método contraceptivo durante a relação sexual. A camisinha é o método mais utilizado, mas, por diversos motivos, há quem não consiga se acostumar com ela. Para resolver esse problema, conversamos com a ginecologista Flávia Fairbanks que, além de tirar dúvidas, deu dicas de outras formas de se proteger. Confira!

Conheça outros métodos contraceptivos

Foto: Thinkstock/Getty Images

Os males da camisinha

A maior reclamação envolvendo a camisinha é a perda da sensibilidade do pênis em relação à vagina. Há quem diga que aperta, há quem diga que fica larga. Porém, esses problemas podem ser facilmente resolvidos na base do teste. Já existem muitas marcas e modelos no mercado, proporcionando tamanhos e texturas diferentes. Dessa forma, vale a pena suportar um pequeno desconforto para colher todos os benefícios que a camisinha proporciona. Vale lembrar que este é o único método que protege também das doenças sexualmente transmissíveis.

A pílula anticoncepcional

As pílulas anticoncepcionais mais conhecidas no mercado são compostas por dois tipos de hormônio: o estrogênio e a progesterona. A quantidade e o tipo desses hormônios podem variar e é por isso que, segundo a ginecologista, a escolha do anticoncepcional deve ser individualizada. A enorme variedade de pílulas e a facilidade de tomar apenas um comprimido por dia, respeitando os horários, fez com que esse método se tornasse o queridinho das brasileiras.

Muitas mulheres ainda se questionam se esse método causa ganho de peso. Flávia Fairbanks é enfática quando diz que esse efeito varia de pessoa para pessoa. “O melhor termo seria edemaciar, que se assemelha a inchar, e não engordar. Mas isso também depende de inúmeros fatores, como a dose e o tipo de hormônio contido na pílula e as características pessoais de acordo com o organismo de cada mulher. Os efeitos colaterais não afetam todas as mulheres e podem ser eliminados nos primeiros meses de uso”, explica.

Dispositivo Intrauterino

Mais conhecido como DIU, o Dispositivo Intrauterino é um dispositivo contraceptivo inserido dentro do útero, sempre por um médico. Ele pode aparecer em duas versões: o DIU de cobre e o DIU de progesterona. “O de cobre tem duração de cinco a dez anos e deve ser evitado por mulheres com cólicas ou fluxo abundante, já que pode agravar os sintomas. Já o de progesterona dura cinco anos, alivia cólicas e reduz ou suspende a menstruação, sendo indicado para quem tem endometriose ou fluxo menstrual abundante”, analisa Flávia. Sua vantagem em relação à camisinha e à pílula, é que não depende de nenhum gesto, cuidado ou manutenção diária.

Injetável

Esse método contraceptivo é ideal para quem tem náuseas constantes, distúrbios intestinais, intolerância gástrica ou faz uso de outra medicação que possa diminuir a absorção por via oral. Para fazer uso deste tipo de medicamento, é necessário prescrição médica e estar ciente de alguns riscos. Flávia conta que a versão trimestral, por exemplo, pode levar ao ganho de peso e dificultar a gravidez quando o tratamento for interrompido.

Adesivo

O adesivo anticoncepcional é composto por estrogênio sintético e progesterona e, ao ser aplicado na pele, passa a absorver os hormônios. Cada adesivo dura uma semana e deve ser trocado três vezes seguidas pela própria mulher, dando uma pausa de uma semana após as trocas para a menstruação e, então, o ciclo recomeça. Segundo a ginecologista, “ele pode ser aplicado na região posterior do ombro, virilha ou parte superior da nádega e é contraindicado para quem tem trombose ou doenças coronarianas”.

Anel Vaginal

“O anel vaginal é indicado para quem tem enjoo ou dor de cabeça com a pílula oral”, indica Flávia. Ele é colocado no funda da vagina pela própria mulher e é mantido no local por três semanas, tempo em que permanece liberando hormônios. Depois desse período, o anel deve ser retirado por uma semana, quando a mulher irá menstruar. É importante lembrar que o anel não se perde dentro do corpo, a única maneira dele sair é exatamente por onde entrou. Ele também não pode ser sentido durante a relação sexual.

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