Cuidados que devem ser tomados com o anticoncepcional

Cuidados que devem ser tomados com o anticoncepcional
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Muita calma nessa hora, não há razões para se apavorar. As chances de o anticoncepcional oral falhar é muito baixa, apenas 0,1%. Mas é bom ficar esperta e evitar surpresinhas indesejadas, já que alguns fatores diminuem a eficácia do contraceptivo. Exemplo? Ingerir o comprimido em horários irregulares. Ao se esquecer de tomar da pílula, tente ingeri-la assim que lembrar, de preferência nas 12 horas seguintes. Xi, a memória falhou por dois dias? Aí fica mais complicado. “Não confie na sorte. Se isso acontecer, é melhor consultar um médico e usar camisinha até o fim do ciclo”, avisa o ginecologista Jarbas Magalhães, vice-presidente da Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Estado de São Paulo (SOGESP). E não pense que isso só acontece com você. Um estudo clínico com cinco mil mulheres mostrou que num prazo de três meses ,mais de 50% das pacientes deixaram de ingerir três ou mais pílulas por mês.
Para evitar sustos, a melhor estratégia é incorporar o medicamento à rotina. Tomar depois de escovar os dentes ou antes de se maquiar, por exemplo. Cada uma deve encontrar a maneira mais fácil de lembrar-se da dita-cuja.

Gravidez inesperada

E, perguntinha incômoda, é possível engravidar tomando pílula? A resposta é… sim! “Deve-se ter muito cuidado se você também estiver tomando antibióticos, por exemplo. Não são todos, mas muitos deles podem interferir no efeito, o ideal é sempre consultar o médico. Para não ter uma gravidez inesperada, utilize preservativo durante o tratamento e também sete dias depois para dar tempo de restabelecer os níveis hormonais”, alerta o ginecologista José Carlos Sadalla, do Hospital Sirio Libanês, em São Paulo. E no caso de diarreia e vômito, atenção! Se ingeriu o comprimido por menos de duas horas antes, o efeito pode estar comprometido. E quanto menor a dosagem da pílula, maior o rigor com os horários, já que a chance de engravidar é maior.

Sob Medida

Mas não é por causa desses poréns que se deve pensar em abandonar ou deixar de adotar este método. Afinal, há muitas vantagens. Não é à toa que 80 milhões de mulheres utilizam a pílula anticoncepcional no mundo, segundo estudo realizado pelo Instituto Guttmacher, organização americana de saúde sexual. Os comprimidos atuais têm níveis baixos de hormônios, entre 15 e 80 microgramas de estrogênio sintético, dez vezes menos do que há 50 anos, e também possui 164 vezes menos progesterona. Para a mulher, isso se traduz em menos efeitos colaterais e mais benefícios. Na escolha, é possível até levar em conta algumas características femininas. As pílulas à base de drospirenona evita oscilações hormonais. Aquelas com clormadinona, drospirenona ou ciproterona são indicadas para quem tem problema com acne. Para quem sofre de retenção de líquido, a drospirenona têm vantagem extra, já que possui ação diurética. Na conversa com o ginecologista, é possível descobrir a mais adequada ao seu perfil e a suas necessidades.

Mas, lembre-se: não importa qual o tipo de pílula adotado, você deve usar camisinha sempre, já que o contraceptivo oral pode evitar gravidez, mas não doenças sexualmente transmissíveis.

Olha a hora!

Para as esquecidinhas de plantão, vale utilizar a tecnologia para dar uma forcinha na memória. Se você tem Iphone ou Ipad, conheça dois ótimos aplicativos:

Hora da Pílula

Em português e gratuito, no aplicativo da empresa Bayer HealthCare Pharmaceuticals, basta colocar dia e horário em que começou a tomar as pílulas da cartela. A partir daí, todos os dias você receberá um alerta para tomar o medicamento.

IPilule

Este, disponível em inglês, envia mensagens para o seu celular para avisá-la do horário, além de lembrar os dias da pausa. É só indicar o número de comprimidos por cartela da marca que usa e o tamanho da pausa.

É novidade!

Chegou ao Brasil a pílula com estradiol, estrogênio muito semelhante ao hormônio produzido pelo organismo feminino. “O principal benefício é a redução de impactos negativos, como a diminuição no risco de trombose, entre outros problemas. Outra vantagem é que a menstruação pode vir com menor fluxo e duração”, explica o ginecologista Jarbas Magalhães. Uma boa pedida, já que um estudo conduzido pelo Centro de Pesquisas em Saúde Reprodutiva da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com mais de mil mulheres, apontou que 81% delas gostariam que a menstruação durasse menos de três dias.

Texto: Daniela Venerando
Foto: PureStockX/DIOMEDIA

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