Aprenda a diferenciar a tristeza da depressão

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Ficar triste faz parte da vida. Mas será que pode virar depressão? Entenda as duas situações

“Bye bye, tristeza. Não precisa voltar”. É o que diz a música, mesmo assim não é raro nos depararmos com esse sentimento. “Sentir tristeza é algo normal e nunca vai deixar de ser. É algo que ocorre com todos nós, em consequência a alguma experiência e deve ser vivida e processada”, explica Helena Masseo de Castro, psiquiatra e psicanalista, especializada em atendimento á portadores de transtornos do humor. Apesar disso, muitas vezes ela é confundida com depressão. Saiba como diferenciá-las:

menina triste olhando para o lado

“Tristeza é um sentimento consequente a uma perda, é um luto. Por qualquer que seja a perda, sua intensidade variando com o tamanho ou importância do objeto perdido. Ela vai diminuindo, naturalmente, com o tempo”, explica Helena. Segundo a especialista, a pessoa triste tende a se desinteressar pelo seu entorno e voltar-se para si, para sua dor. “Ela necessita processar esta perda, mas se uma boa notícia chegar, ela também experimentará estas emoções, ou seja, não há alterações de autoestima, sono ou alimentação. Ela também conseguirá desenvolver suas atividades profissionais, domésticas, estudantis, sociais, familiares”, diz ela.

Já na depressão, de acordo com Helena, não existe uma perda, um sentimento em decorrência de uma experiência vivida, “ela vai ‘chegando’, aparentemente, sem motivo”, descreve a psicanalista. Trata-se de uma doença que apresenta uma diminuição do humor que vai para o “polo negativo”. A depressão também provoca a alteração de de várias funções psíquicas, como irritabilidade, anedonia (falta de prazer), sentimentos negativos (diminuição da autoestima, autorrecriminação, culpa), falta de vontade e iniciativa, pensamentos e preocupações pessimistas em relação à saúde, dinheiro, família, além da piora de concentração, memória, insônia ou sonolência em excesso, entre outros. “É doença, biológica, com o tempo pode piorar, agravar-se. Daí a necessita tratamento médico especializado”, afirma a especialista.

 

Texto: Denise Fernandes
Foto: Thinkstock/Getty Images

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