Como fica o sexo na gravidez? Tire suas dúvidas!

Como fica o sexo na gravidez? Tire suas dúvidas!
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Ainda que existam mitos a respeito do prazer sexual da mulher durante o período da gravidez, a verdade é que a vontade de fazer amor não se anula nesse período, especialmente porque o nível hormonal da gestante aumenta, o que causa uma maior sensibilidade e também facilidade para se excitar. Entenda mais!

 

homem olhando para mulher grávida

FOTO: Shutterstock

Vai machucar meu bebê?

Ainda que exista essa preocupação, se a gestação for normal e se o seu obstetra não a alertou quanto aos riscos, como placenta baixa, não existe nenhuma contraindicação, já que o seu bebê está bem protegido em uma bolsa d’água. Além disso, a mucosa cervical, responsável pelo fechamento da entrada do útero, também funciona como um fator protetor, já que impede a penetração de infecções bacterianas na região.

Vale lembrar que, além de muito prazeroso, o sexo na gravidez exercita os músculos pélvicos, mantendo-os firmes e flexíveis para o parto.

No entanto, é importantíssimo se preservar caso a gravidez seja de risco e o médico tenha recomendado abstinência. Mas isso não impede que carinhos e carícias continuem a serem trocados pelo casal.

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Após o nascimento

Com a chegada do bebê, muita coisa muda na rotina dos pais, por isso mesmo é necessário uma adaptação do sexo após o parto. Logo após a quarentena, é possível recomeçar a vida sexual aos poucos, pois o útero ainda está muito sensível e a mulher pode sentir dor ou dificuldades no relacionamento sexual.

No entanto, não consegue sentir prazer depois do parto pode apontar para algum problema físico ou psicológico. Se o caso for esse, veja, abaixo, algumas sugestões do que pode ser feito para mudar esse quadro.

1. Diminuição da lubrificação vaginal

No período de amamentação os ovários ficam em repouso e o hormônio do aleitamento, o prolactina, inibe a produção de outros hormônios, como o estrogênio, que é responsável pela lubrificação da mulher.

Solução: basta usar um lubrificante vaginal, à base de água. Procure por uma marca recomendada pelo seu ginecologista.

2. Diminuição do desejo

Depois do parto, a mulher tende a canalizar a libido para outras coisas importantes, como cuidar do bebê, dar banho, trocar fraldas, alimentar e dar carinho, que são fontes de prazer suficientes nessa fase. Tudo é emocionante e o bebê passa a ser o centro das atenções, sempre maior que o marido.

Solução: isso geralmente acontece quando a mulher não divide com o marido os cuidados com o filho. O pai deve sempre ficar próximo e compartilhar com ela os momentos do bebê. Nas horas de folga, mesmo que o casal não faça sexo, poderá desfrutar a intimidade de um beijo, ou de um carinho.

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FOTO: Getty Images

3. Medo de outra gravidez

Por falta de informação adequada, muitas mulheres não sabem como evitar uma gravidez durante o aleitamento e se negam a fazer sexo nesse período.

Solução: o ginecologista pode indicar um contraceptivo ideal. O mais recomendado é uma pílula que contenha só progesterona, específica para a mulher que amamenta e que não causa nenhum dano ao bebê. Outra solução é usar a camisinha.

4. Cansaço

Ninguém pode escapar deste incômodo, nem a mãe e nem o pai. A mãe precisa de alguém para ajudar nas tarefas da casa enquanto cuida do bebê. Só assim, poderá aproveitar os horários de sono do pequeno para descansar e repousar também. Aliás, o repouso da mãe é fundamental para que ela consiga uma boa produção de leite para o seu bebê.

Solução: no caso em que o bebê acorda muito durante a madrugada, o ideal é que alguém possa cuidar dele nesse período noturno. A ajuda de uma avó, enfermeira ou de uma babá é sempre bem-vinda. Só assim, mais disposto e com o sono em dia, o casal pode ter mais ânimo para o sexo.

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Edição: Loyce Policastro/Colaboradora

Consultoria: Théo Lerner, ginecologista e sexólogo, especialista em ginecologia e obstetrícia, sexualidade humana e sexologia e Jorge Serapião, ginecologista e terapeuta sexual

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