O apartamento do prazer

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Eu não sabia por que iria olhar aquele apartamento. Afinal, tinha olhado uns dez imóveis em um mês e até estava decidida sobre qual iria alugar. Talvez tenha sido o corretor: ele foi tão atencioso pelo telefone que ficou difícil recusar mais uma visita.
Muito profissional, ele estava no local combinado. De calça e camisa social, cabelo castanho claro, alto e pele branca, seu rosto tinha traços suaves. De seus lábios finos e rosados, as palavras começavam a sair e eu não conseguia entendê-las, já que estava totalmente encantada por sua beleza. Até que voltei à realidade e apertei sua mão. “Fernando, muito prazer”, se apresentou.
O apartamento era bom. Dois quartos, cozinha planejada, mas pequeno. Fernando me mostrava os cômodos, mas era nele que eu prestava atenção. Atencioso, o moço dava explicações e sempre terminava com um sorriso. Ele se virou e, sem querer, nossas mãos se tocaram. Era o que bastava para eu sentir os pelos dos meus braços se arrepiaram. “Desculpe”, ele disse. “Não tem problema”, respondi.
Entramos num quarto. Estava escuro. Toquei o interruptor e percebi que a energia elétrica estava desligada. Fui abrir a janela. Ele teve a mesma ideia, e nos trombamos. Um se segurou no outro. Pude sentir o calor do corpo daquele rapaz maravilhoso. Dessa vez, ninguém se desculpou. Senti o ofegar dele sobre meu rosto e logo seus lábios finos se encontraram com os meus. Foi um beijo doce, mas tímido. Ele parou e iria falar alguma coisa mas eu contive suas palavras com minha boca sedenta por outro beijo.
No quarto à meia luz, nossos corpos se enroscavam. Não era apenas um beijo o que Fernando queria, e cedi à vontade dele (e à minha). Logo senti seu belo corpo sem a roupa social. Meu vestido também estava no chão. Ele tirou a calcinha e, com sua língua, me levou ao céu. Nunca
um cara soube usá-la tão bem. Eu sussurrava de prazer!
Momentos depois, ele me abraçou por trás e senti seu membro me adentrando suavemente enquanto meu corpo era prensado sobre a parede. Eu me virei, pois queria olhar em seus olhos e beijar sua boca enquanto nos entregávamos um ao outro. Ele segurava meus seios, passando os dedos sobre os mamilos, me deixando louca. Minutos depois, eu chegava ao ponto máximo, dando um leve grito. Depois, ele que atingia o ápice do prazer.
Colocamos nossas roupas e nos arrumamos. Ele perguntou se eu tinha gostado do apê. Fui sincera: “mais ou menos”. Fernando disse: “posso mostrar quantos você quiser. Até ficar satisfeita”, sorriu.

Leia amanhã: “Peladão na rua”

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